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02/10/2026

McKinsey alerta para desafios da expansão da demanda por energia e aponta necessidade de novas estratégias

O crescimento da demanda global por energia está impondo novos desafios ao setor elétrico. A expansão da inteligência artificial (IA), a construção de data centers, a eletrificação da economia e o avanço industrial dos mercados emergentes estão aumentando a necessidade de geração e infraestrutura. Ao mesmo tempo, as tensões geopolíticas, as restrições nas cadeias de suprimentos e a pressão por tarifas acessíveis estão tornando mais complexas as decisões de investimento.
Esse cenário exige uma revisão das estratégias de planejamento energético, tradicionalmente orientadas por projeções de demanda e metas de descarbonização. Agora, garantir o fornecimento de energia a preços competitivos, assegurar a resiliência das redes e reduzir a dependência de fornecedores concentrados geograficamente são fatores igualmente importantes.
Essa é uma das principais conclusões do relatório Global Energy Perspective 2026, da McKinsey & Company, que apresenta cinco cenários para a evolução do sistema energético mundial até 2050. O estudo destaca que a transição energética está assumindo características de uma expansão energética, na qual fontes fósseis e renováveis continuam crescendo simultaneamente para atender à demanda...

Fonte: ESG Inside

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https://esginside.com.br/2026/10/02/mckinsey-alerta-para-desafios-da-expansao-da-demanda-por-energia-e-aponta-necessidade-de-novas-estrategias/

ISA Energia Brasil investe R$ 122 milhões em FACTS para ampliar transmissão em São Paulo

A ISA Energia Brasil recebeu autorização para implantar um projeto de R$ 122 milhões destinado a ampliar a capacidade de transmissão de energia no eixo entre Poços de Caldas e São João da Boa Vista, em São Paulo. A iniciativa utilizará a tecnologia FACTS (Flexible Alternating Current Transmission Systems), do tipo SSSC (Static Synchronous Series Compensator), para redistribuir fluxos de potência e aumentar o aproveitamento da infraestrutura existente.
Com prazo regulatório de 24 meses, o projeto prevê a instalação de 12 módulos nos dois circuitos da linha de transmissão de 138 kV Poços de Caldas – São João da Boa Vista II. A expectativa é eliminar restrições operacionais identificadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e ampliar em aproximadamente 350 MW a capacidade de atendimento às distribuidoras da região.
FACTS redistribui fluxo de potência
Os equipamentos utilizarão conversores de fonte de tensão (VSC, na sigla em inglês) instalados em série com os módulos de entrada de linha dos dois circuitos. A configuração permite controlar a distribuição dos fluxos de potência entre os diferentes corredores da rede...

Fonte: Cenário Energia

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https://cenarioenergia.com.br/2026/10/01/isa-energia-brasil-investe-r-122-milhoes-em-facts-para-ampliar-transmissao-em-sao-paulo/

Projeto obriga distribuidoras a ampliar capacidade de energia elétrica em propriedades rurais

O Projeto de Lei 2289/26 obriga as distribuidoras de energia elétrica a converter conexões rurais monofásicas em trifásicas. A mudança poderá ser feita a pedido do consumidor ou por iniciativa da própria distribuidora.
A rede monofásica fornece menos potência e costuma ser suficiente para residências e equipamentos de menor consumo. Já a rede trifásica permite atender equipamentos mais potentes, como bombas de irrigação, motores, sistemas de refrigeração e máquinas agrícolas.
Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, a conversão exigirá rede monofásica em operação há pelo menos cinco anos, atividade produtiva rural que demande mais carga elétrica, além de viabilidade técnica.
Prioridades e prazos
A proposta prioriza agricultores familiares e unidades inseridas em cadeias produtivas estratégicas. Considera ainda atividades que usam muita energia, como irrigação, resfriamento, armazenamento, processamento e mecanização.
Segundo o texto, as distribuidoras terão até cinco dias úteis para verificar a documentação. Depois, terão até 30 dias para analisar o pedido. Caso neguem a conversão, deverão informar as razões técnicas...

Fonte: Camara.leg

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https://www.camara.leg.br/noticias/1304634-projeto-obriga-distribuidoras-a-ampliar-capacidade-de-energia-eletrica-em-propriedades-rurais

Entenda por que a inteligência artificial consome tanta energia

O crescimento do uso de inteligência artificial (IA) em serviços do dia a dia vem aumentado muito nos últimos anos e, não à toa, exige uma enorme infraestrutura computacional. Inclusive, esses sistemas avançados dependem de milhares de equipamentos trabalhando simultaneamente.
Como consequência, o consumo de eletricidade associado à IA cresceu rapidamente nos últimos anos, tanto que profissionais da área e governos se preocupam com esses gastos.
Segundo um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) publicado em 2025, o consumo de eletricidade dos data centers é responsável atualmente por cerca de 180 milhões de toneladas de emissões indiretas de gás carbônico por ano. Vale citar que esse número considera todas as atividades realizadas nesses centros de dados, incluindo a inteligência artificial.
Por que a inteligência artificial consome muita energia?
Em primeiro lugar, os modelos de inteligência artificial exigem uma enorme capacidade de processamento de dados. Para o treinamento dessas IAs, centenas ou até milhares de servidores podem trabalhar continuamente durante semanas ou meses...

Fonte: CNN Brasil

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https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/inteligencia-artificial/entenda-por-que-a-inteligencia-artificial-consome-tanta-energia/

Medição inteligente amplia desafios no setor elétrico

A digitalização das redes de distribuição de energia ganhou novo impulso em 2026. A Portaria Normativa MME nº 126/2026 determinou que as concessionárias assegurem a implantação adicional de sistemas de medição inteligente correspondente a 2% ao ano das unidades consumidoras de suas áreas de concessão, durante 24 meses, contados desde 1º de março.
Entre as funcionalidades mínimas estão leitura remota, alarmes antifraude, segurança cibernética, interoperabilidade, comunicação com infraestruturas AMI — Advanced Metering Infrastructure (Infraestrutura Avançada de Medição) — e gestão do consumo por meio de interface em aplicativo disponibilizado pela distribuidora. A norma também prevê tarifação por horário de uso e integração com o faturamento.
Com mais unidades gerando informações remotamente, cresce a infraestrutura necessária para transmitir, armazenar, processar, validar e utilizar esses dados. A transformação, portanto, vai além da substituição dos medidores.
Medidor inteligente representa uma das camadas do sistema
A segunda fase da Consulta Pública nº 1/2026 da ANEEL apresentou uma proposta que define quatro componentes integrados: medidor, comunicação, gestão de dados e interface com o consumidor. As informações coletadas precisam abastecer plataformas analíticas da medição, faturamento, aplicações operacionais e canais de relacionamento...

Fonte: Revista PEGN.Globo

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https://revistapegn.globo.com/conteudo-de-marca/dino/noticia/2026/09/medicao-inteligente-amplia-desafios-no-setor-eletrico-1.ghtml

Modernização das redes pode liberar conexão de até 330 GW, aponta IEA

O uso de tecnologias para melhorar a operação das redes elétricas pode permitir a conexão de até 330 GW adicionais de geração, armazenamento e consumo sem reforços na infraestrutura existente. A estimativa é da IEA (Agência Internacional de Energia), em relatório sobre a modernização das redes diante do avanço da eletrificação.
Segundo o estudo, conectar esse mesmo volume apenas por meio da expansão das redes exigiria cerca de US$ 100 bilhões em investimentos. As ferramentas analisadas podem ser implementadas em meses, permitindo aliviar restrições enquanto novas linhas e instalações são construídas.
A agência avalia que há espaço para transportar mais energia pela infraestrutura já disponível. Para isso, os operadores precisam de informações mais precisas sobre as condições da rede e de recursos que permitam utilizar essa capacidade com segurança.
A análise considera três tecnologias: a definição dinâmica dos limites de capacidade, a otimização da configuração da rede e o controle avançado do fluxo de potência.
Na prática, essas soluções permitem ajustar a capacidade de transporte de linhas e transformadores conforme as condições meteorológicas, desviar fluxos de trechos congestionados e direcionar energia para caminhos com capacidade disponível...

Fonte: Canal Solar

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https://canalsolar.com.br/modernizacao-redes-pode-liberar-conexao/

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