Clipping
20/05/2026
Resumo das principais notícias do setor elétrico
MME articula com o MCom e a AGU e avança em política nacional para regularização do compartilhamento de postes
O Ministério de Minas e Energia (MME) avançou, nesta terça-feira (19/5), nas tratativas para implementação da política nacional de compartilhamento de postes e para a regularização da infraestrutura utilizada pelos setores de energia elétrica e telecomunicações no país. A agenda foi discutida em reunião conduzida pelo secretário-geral de Consultoria e advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, com participação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, além de equipes técnicas das duas pastas. Durante o encontro, foram debatidos os próximos passos jurídicos e regulatórios para consolidação da medida, considerada estratégica pelo governo federal.
A iniciativa vem sendo conduzida pelo MME desde a publicação da Portaria Interministerial MCOM/MME nº 10.563/2023, que instituiu a Política Nacional de Compartilhamento de Postes que determinou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a estruturação de um modelo específico para a regularização do compartilhamento da infraestrutura, e ganhou reforço com o Decreto nº 12.068/2024, que estabeleceu diretrizes para a modernização das concessões e renovação das distribuidoras de energia elétrica e determinou às concessionárias de distribuição o compartilhamento com o setor de telecomunicações...
Fonte: Gov.br
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Equatorial Energia anuncia mudança na diretoria e reforça aposta em gestão estratégica de pessoas
A Equatorial Energia (BOV:EQTL3) informou na terça-feira (19/05) uma mudança relevante em sua estrutura executiva. A companhia comunicou a renúncia de Fernanda Sacchi ao cargo de diretora, com efeitos imediatos a partir de 19 de maio de 2026. Para a sucessão, o conselho de administração elegeu Michele Teixeira, executiva com mais de duas décadas de atuação no grupo, fortalecendo a estratégia de continuidade operacional e desenvolvimento interno de lideranças.
Segundo a Equatorial Energia (EQTL3), Fernanda Sacchi liderou a área de gente e gestão ao longo do último ano, período em que esteve à frente de projetos considerados estratégicos pela administração. A movimentação acontece em um momento em que grandes companhias listadas na bolsa de valores brasileira têm ampliado o foco em governança corporativa, retenção de talentos e eficiência operacional, fatores cada vez mais monitorados por investidores institucionais e acionistas minoritários.
A nova diretora, Michele Teixeira, possui graduação em Administração e acumula 23 anos de experiência na área de gestão de pessoas, sendo 21 deles dedicados ao Grupo Equatorial. Ao longo de sua trajetória na companhia, participou da condução de iniciativas ligadas a recrutamento, desenvolvimento organizacional, remuneração, relações sindicais, gestão da qualidade e desenho organizacional...
Fonte: Advfn
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Interoperability critical to long-term smart grid investment
This cautionary statement came from Leon Vergeer, General Secretary of the G3-Alliance, during a presentation titled 'Interoperability in Smart Metering: Securing Long-Term Grid Investments' at Enlit Africa in Cape Town.
Vergeer warned that utilities investing billions in smart grid infrastructure could face significant operational and financial risks if they rely too heavily on a single supplier or proprietary technology.
Smart metering projects, he said, are long-term infrastructure investments, with meter lifespans typically ranging from 10 to 15 years.
“What happens after 10 to 15 years if the entire communication network depends on a single supplier? Will your supplier still be there to replace broken meters in 10 years from now?”
He noted that meter manufacturers and chip suppliers can disappear, change strategy, or move away from certain technologies over time, creating risks for utilities operating large-scale smart meter deployments...
Fonte: Enlit
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https://www.enlit.world/library/interoperability-critical-to-long-term-smart-grid-investment
Hitachi Energy investe R$ 50 milhões em Service para atender gargalo de modernização de redes no Brasil
A Hitachi Energy anunciou um novo aporte de R$ 50 milhões direcionado à expansão de sua capacidade de serviços (Service) no mercado brasileiro. O investimento será convertido na implantação de um novo Centro de Serviços na região da Grande São Paulo, projetado para atuar como um polo de modernização de infraestruturas críticas de energia. O movimento ocorre em um momento estratégico, impulsionado pela necessidade de digitalização do sistema elétrico nacional, avanço da eletrificação e pela rápida integração de fontes renováveis à matriz.
O montante anunciado integra o plano plurianual de investimentos da multinacional no Brasil, estimado em aproximadamente R$ 1,4 bilhão (US$ 280 milhões). Além de focar na ampliação do atendimento à sua própria base instalada, que lidera o market share nacional e global, a nova estrutura foi desenhada para realizar intervenções, manutenções e atualizações tecnológicas em ativos de outros fabricantes, oferecendo suporte abrangente ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Corrida contra a obsolescência de ativos de transmissão
A expansão do braço de serviços da companhia responde a uma pressão estrutural mapeada pelo planejamento governamental. Dados do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034/2035) indicam que o Brasil exigirá um montante potencial de R$ 39 bilhões até 2034, aplicados exclusivamente na modernização, reforço e revitalização de ativos de transmissão que já estão em operação...
Fonte: Cenário Energia
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AXIA investe R$ 11 milhões em megaestrutura inédita para blindar subestação em SP
A gestão de ativos de transmissão na Região Metropolitana de São Paulo ganhou um reforço robusto em engenharia de confiabilidade. A AXIA Energia concluiu a instalação de uma megaestrutura de proteção aérea sobre os barramentos e barramentos blindados da Subestação Guarulhos (345 kV), um dos principais nós de carga para o escoamento de energia na Grande São Paulo. O projeto demandou um investimento de R$ 11 milhões e cobre uma área de aproximadamente 50 mil metros quadrados, tornando-se o maior sistema de blindagem contra interferências externas do setor elétrico brasileiro.
O principal objetivo da intervenção é erradicar os desligamentos não programados ocasionados por fatores antrópicos comuns em zonas de alta densidade urbana, como a queda de balões e pipas com linhas cortantes ou materiais condutores. Por operar na classe de tensão de 345 kV, qualquer curto-circuito na unidade tem potencial para disparar proteções sistêmicas, provocando impactos em cascata no fornecimento de energia para milhões de consumidores residenciais e industriais.
Engenharia de materiais e ensaios dielétricos em laboratório
A tecnologia adotada consiste em uma malha de Polietileno de Alta Densidade (PEAD). A escolha do polímero considerou propriedades físicas essenciais para o ambiente de alta tensão: leveza, impermeabilidade, alta rigidez dielétrica e resistência à degradação por radiação ultravioleta (UV). Antes da aplicação em campo, as amostras foram submetidas a ciclos rigorosos de ensaios no laboratório de Suporte à Manutenção da transmissora...
Fonte: Cenário Energia
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ANEEL flexibiliza monitoramento prudencial no mercado livre e isenta consumidores abaixo de 9 MWm
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu recalibrar uma das principais ferramentas de proteção financeira do mercado livre de energia. Em reunião pública realizada nesta terça-feira, 19 de maio, a diretoria da autarquia aprovou uma medida cautelar que desobriga consumidores com carga inferior a 9 megawatts médios (MWm) de participarem das regras de monitoramento prudencial administradas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A decisão atende a um pleito apresentado pela CCEE após a conclusão do chamado “período sombra”, etapa de testes operacionais do modelo prudencial sem aplicação efetiva de penalidades. O diagnóstico técnico apontou que o grupo de pequenos e médios consumidores possui participação reduzida nos índices de inadimplência do Ambiente de Contratação Livre (ACL), apesar de representar a maior parte dos agentes cadastrados na Câmara.
A medida terá validade temporária até a conclusão da Consulta Pública nº 33/2025 e a publicação definitiva da nova regulamentação sobre segurança de mercado no ACL...
Fonte: Cenário Energia
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