Clipping
07/08/2026
Resumo das principais notícias do setor elétrico
Copel conclui venda de fatia na UHE Dona Francisca para a Gerdau por R$ 150,7 mi
A Copel concluiu a alienação de sua participação de 23,03% no capital social da Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), concessionária responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Dona Francisca. A fatia societária foi adquirida pela Gerdau S.A. pelo montante de R$ 150.719.205,75, pago em parcela única e já ajustado conforme as cláusulas do Contrato de Compra e Venda de Ações (CCVA).
A efetivação do fechamento financeiro (closing) ocorreu após o cumprimento integral das condições precedentes, incluindo as devidas anuências dos órgãos reguladores e as aprovações corporativas cabíveis. A transação dá continuidade ao processo iniciado em 15 de junho de 2026, quando a empresa comunicou o acordo ao mercado.
Reciclagem de capital e simplificação da estrutura societária
A saída do quadro societário da UHE Dona Francisca insere-se na estratégia da Copel de desinvestimento de participações minoritárias não operadas e simplificação de sua estrutura organizacional. A usina, localizada no Rio Jacuí (RS), possui 125 MW de potência instalada e opera sob regime de concessão no subsistema Sul...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
https://cenarioenergia.com.br/2026/08/07/copel-conclui-venda-uhe-dona-francisca-gerdau-150-milhoes/
Alupar amplia receita regulatória em 10,3% no 2T26 e acelera expansão com R$ 10 bilhões em projetos de transmissão
A Alupar divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 registrando crescimento em seus principais indicadores financeiros e operacionais. A receita líquida regulatória consolidada da companhia somou R$ 946,1 milhões entre abril e junho, o que representa uma alta de 10,3% na comparação com os R$ 858,0 milhões apurados no 2T25. No mesmo período, o EBITDA regulatório consolidado atingiu R$ 724,7 milhões, avanço anual de 6,5%, enquanto o lucro líquido regulatório atribuído aos acionistas alcançou R$ 159,0 milhões.
Sob a métrica societária (IFRS), os números demonstraram forte expansão: a receita líquida chegou a R$ 1,6 bilhão, salto de 55,4% frente ao ano anterior, ao passo que o lucro líquido societário somou R$ 416,6 milhões, ante R$ 144,9 milhões no 2T25. Acompanhando o balanço, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 69,2 milhões em dividendos intercalares (R$ 0,07 por ação ordinária/preferencial e R$ 0,21 por unit), com pagamento programado para ocorrer em até 60 dias.
Pipeline de R$ 10 bilhões sustenta expansão na América Latina
A performance no trimestre reflete a maturação do plano de investimentos da geradora e transmissora, que combina geração de caixa previsível e expansão geográfica...
Fonte: Cenário Energial
Leia mais em:
https://cenarioenergia.com.br/2026/08/07/alupar-receita-regulatoria-2t26-projetos-transmissao-tecp/
ANEEL analisa recurso da Enel SP contra processo de caducidade em sessão que marca despedida de Fernando Mosna
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) iniciou a análise do recurso apresentado pela Enel Distribuição São Paulo contra a recomendação de caducidade de sua concessão. O tema ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (5), quando o diretor Fernando Mosna, relator do processo, recebeu representantes da concessionária para ouvir os argumentos da empresa antes da deliberação da Diretoria Colegiada.
A reunião, realizada na sede da agência em Brasília a pedido da distribuidora, antecede a 16ª Reunião Pública Ordinária de 2026, marcada para 11 de agosto. A sessão será a última com participação de Mosna, cujo mandato termina em 13 de agosto, e deverá concentrar decisões relevantes para os segmentos de distribuição, geração e comercialização de energia.
Além do caso envolvendo a Enel SP, a pauta inclui recursos relacionados ao Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026) e processos administrativos decorrentes do apagão que atingiu o Sistema Interligado Nacional (SIN) em agosto de 2023...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Energia barata e conta cara
A conta de luz dos brasileiros poderia ficar até 32% mais barata se o País promovesse uma reforma estrutural do setor elétrico. A estimativa do Centro de Liderança Pública (CLP), que calculou o peso de itens que não apenas encarecem as tarifas do consumidor, mas, sobretudo, reduzem a atratividade dos investimentos e a produtividade da economia, como os subsídios e os jabutis – emendas estranhas que deputados e senadores penduram em projetos de lei e medidas provisórias.
O tema é bastante atual, haja vista que a Comissão de Serviços de Infraestrutura aprovou, há menos de um mês, uma proposta que resgatou jabutis que já haviam sido rejeitados em ocasiões anteriores para construção de termoelétricas em locais onde não há reservas de gás, gasodutos ou necessidade de consumo. A medida, por óbvio, visa a favorecer grupos de interesse, e, se avançar, terá seu custo repassado pelos parlamentares a todos os consumidores do País, uma legítima cortesia com o chapéu alheio que simplesmente ignora critérios de eficiência econômica e competição...
Fonte: Abinee - O Estado de SP
Leia mais em:
https://www.clipping.abinee.org.br/energia-barata-e-conta-cara/
Axia, Auren, Engie e Copel: quais se destacaram mais entre as elétricas no 2º tri?
A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) mostrou realidades distintas para as principais empresas do setor elétrico brasileiro. Enquanto Axia Energia (AXIA3), Copel (CPLE3) e Engie Brasil (EGIE3) registraram crescimento operacional e foram beneficiadas por melhores condições no mercado de geração, a Auren (AURE3) continuou enfrentando pressão de custos de compra de energia e alavancagem elevada, o que pesou sobre seus resultados.
Em uma sessão de forte volatilidade, as ações AXIA3 caíram 0,91% (R$ 53,22) após chegarem a subir mais cedo, enquanto Engie (+0,27%; R$ 29,91) e Copel (CPLE3, +0,27%, R$ 14,90) tiveram estabilidade e as da Auren caíram 1,61%, a R$ 10,98.
Apesar das diferenças, analistas avaliam que os balanços ficaram, em geral, alinhados às expectativas do mercado.
Entre os destaques positivos, a Axia apresentou o maior crescimento operacional do grupo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado atingiu R$ 6,4 bilhões no trimestre, alta de 12% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo negócio de geração. Segundo o UBS BB, a companhia se beneficiou de um GSF mais favorável, preços mais altos de energia no mercado livre e maiores ganhos com modulação. A margem de contribuição da geração avançou 17% em um ano, reforçando a estratégia da empresa de manter uma posição mais exposta às oscilações dos preços de energia...
Fonte: Infomoney
Leia mais em:
Setor elétrico já sente primeiros efeitos do El Niño, afirma Axia
A Axia (ex-Eletrobras) afirmou nesta quinta-feira (6) que o setor elétrico brasileiro já sente os primeiros efeitos do fenômeno El Niño, com aumento das chuvas no Sul. Em julho, o volume de precipitações sobre os reservatórios da região foi o maior para o mês em dez anos, segundo a empresa.
Diferentes instituições já preveem um El Niño forte em 2026, o que pode provocar impacto em variados setores da economia. Para o setor elétrico, a expectativa é de maior uso de térmicas e, como consequência, aumento na conta de luz.
Esse cenário pode ocorrer em caso de seca prolongada sobre os reservatórios das regiões Norte e Nordeste e de aumento da temperatura no Sudeste, o que eleva o consumo de energia. No Sul, geralmente, o problema são as fortes chuvas.
Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o volume de chuvas registrado sobre os reservatórios da região Sul nas duas últimas semanas de julho foi quase quatro vezes acima da média histórica. A previsão para agosto é que fique em quase o dobro da média.
Em junho, o operador emitiu alerta para os operadores de hidrelétricas na região, determinando que se preparem para as fortes chuvas. O ONS também iniciou um esquema especial para usar mais energia dessas usinas, ajudando a poupar água nos reservatórios do Sudeste...
Fonte: Jornal do Comércio
Leia mais em:
Mudanças climáticas levam setor elétrico a reforçar redes de distribuição
As concessionárias de energia têm enfrentado desafios devido aos fenômenos climáticos. Fios rompidos, postes danificados, árvores caídas e os danos provocados por inundações, tempestades e vendavais levam as operadoras a reconsiderar a necessidade de uma infraestrutura mais sólida e resistente.
Segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), os investimentos anuais das distribuidoras do setor dobraram em comparação a anos anteriores. Os números cresceram de R$ 18 bilhões, em 2021, para R$ 41 bilhões no ano passado, sendo que 40% desse total é destinado à modernização das redes.
De acordo com a presidente da Abradee, Patricia Audi, as distribuidoras aumentaram os recursos destinados à preparação e ao enfrentamento de situações extremas. “A gente não pode evitar que os eventos climáticos aconteçam; nós temos que nos preparar para isso”. Dentre as ações, estão os planos de contingência para que o fornecimento de energia seja restabelecido no menor tempo possível.
A Abradee calcula que os investimentos do setor possam atingir R$ 50 bilhões por ano até 2030, em um plano que prevê R$ 260 bilhões para a modernização entre 2026 e 2030. Patrícia ressaltou que, para aumentar a resiliência das redes, é fundamental trabalhar em conjunto com as prefeituras e as defesas civis, além de adotar soluções que sejam adequadas a cada região.
Fonte: Notícias.R7
Leia mais em:
Siemens Energy supera expectativas no trimestre com avanço da IA, recorde de pedidos e retomada da Gamesa
A Siemens Energy apresentou resultados acima das expectativas do mercado no terceiro trimestre fiscal de 2026, impulsionada pelo crescimento da demanda por infraestrutura energética para data centers de inteligência artificial (IA), expansão das redes de transmissão e recuperação operacional da Siemens Gamesa. O desempenho levou as ações da companhia à máxima em duas semanas na Bolsa de Frankfurt e reforçou a percepção de que a empresa atravessa um novo ciclo de crescimento.
No trimestre encerrado em 30 de junho, a fabricante registrou lucro líquido de € 1,19 bilhão, avanço de cerca de 71% em relação aos € 697 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou aproximadamente 21% acima do consenso compilado pela S&P Global Visible Alpha, que projetava € 983 milhões.
A receita consolidada também superou as estimativas do mercado ao crescer 17,5% na comparação anual, alcançando € 11,45 bilhões, acima da expectativa de € 11,24 bilhões.
Demanda por IA e expansão das redes elétricas impulsionam crescimento
O principal vetor de crescimento da Siemens Energy continua sendo a forte demanda por infraestrutura elétrica em mercados estratégicos. A divisão de Serviços de Gás ampliou as vendas de turbinas de grande porte, beneficiada principalmente pela construção acelerada de data centers voltados à inteligência artificial nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, investimentos em geração e transmissão de energia no Oriente Médio contribuíram para elevar o volume de contratos do segmento...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
