31/07/2026
Projeto estabelece regras para uso de postes por empresas de energia e teles
O Projeto de Lei 3220/19, do senador Weverton, cria regras para o compartilhamento de postes entre empresas de energia elétrica e de telecomunicações.
O texto estabelece que a responsabilidade pela gestão dos postes será da empresa de energia elétrica, proprietária da estrutura. Outras empresas interessadas em usar os postes deverão firmar contrato com essa empresa.
AGÊNCIAS REGULADORAS
A proposta prevê as competências e responsabilidades das duas agências reguladoras, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no compartilhamento de postes.
Entre as competências e responsabilidades da Aneel, estão:
-
definir a parcela da infraestrutura física aérea de distribuição de energia elétrica a ser compartilhada;
-
estabelecer as obrigações dos envolvidos no compartilhamento;
-
determinar o valor máximo a ser cobrado pelo compartilhamento; e
-
estabelecer diretrizes para o preço, como incentivo à concorrência, uso eficiente da infraestrutura e remuneração adequada do titular...
Fonte: Camara.leg
Leia mais em:
Como Engie se prepara para abocanhar leilão de R$ 20 bilhões
A francesa Engie, uma das maiores geradoras privadas de energia do país, vai aumentar a presença em atividades reguladas no setor de infraestrutura, como transmissão de energia e concessões, de olho na agenda de transição energética.
A inspiração veio do bilionário americano Bill Gates. Em um artigo publicado no Gates Notes, seu site oficial, o fundador da Microsoft defendeu que a transmissão de energia é a "surpreendente chave para um futuro com energia limpa".
"Se você se preocupa com as mudanças climáticas, deveria se preocupar com a transmissão de energia", escreveu.
A frase também está na boca de Gustavo Labanca, diretor de Transmissão de Energia da Engie Brasil, que falou com exclusividade ao EXAME Insight.
"Para Gates, ampliar e modernizar as redes de transmissão é condição essencial para acelerar a expansão das fontes renováveis e viabilizar a transição energética", diz.
No Brasil, a chave para a América Latina
No Brasil, a Engie opera um dos maiores portfólios privados de geração de energia elétrica do país, com ativos predominantemente renováveis, além de uma crescente presença no segmento de transmissão.
A companhia encerrou o primeiro trimestre com receita operacional líquida de R$ 3,4 bilhões e Ebitda de R$ 2,2 bilhões.
Até o fim do ano passado, a companhia já havia investido R$ 8 bilhões em ativos de transmissão no Brasil. A expectativa é aumentar esse número. A companhia francesa já definiu a próxima investida...
Fonte: Exame
Leia mais em:
Armor Energia prevê bandeira amarela em agosto, mas alerta para risco de bandeira vermelha em outubro
A melhora das afluências hidrológicas no subsistema Sul aliada à retração sazonal da demanda típica dos meses de inverno deve assegurar a manutenção da bandeira tarifária amarela no Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o mês de agosto. A projeção é da Armor Energia, que prevê a continuidade do adicional de R$ 1,885 por 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, contendo escaladas mais expressivas no mercado de curto prazo no curto horizonte.
O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio para agosto deve gravitar na faixa entre R$ 100/MWh e R$ 160/MWh. O alívio momentâneo ocorre em função da resposta rápida das bacias sulistas à recuperação da precipitação, atuando como amortecedor para as pressões de carga registradas nas demais regiões do país.
Analisando a dinâmica operacional entre os subsistemas, o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes, detalha como o comportamento hídrico da Região Sul tem refreado projeções mais severas de preço no Mercado Livre de Energia: “Apesar de não ser suficiente, sozinho, para levar o PLD para patamares abaixo de R$ 100/MWh, a região ajuda a conter uma alta mais expressiva dos preços quando apresenta boas condições de afluência. Isso ocorre porque o Sul responde rapidamente às variações hidrológicas, tanto em cenários de melhora quanto de piora.”...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Mercado livre atinge 41% das indústrias e CNI cobra tarifas dinâmicas e corte de subsídios
A abertura do mercado livre de energia para consumidores de alta tensão continua acelerando a migração da indústria brasileira para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 41% das indústrias migraram para o mercado livre nos últimos dois anos, movimento impulsionado pela busca por redução de custos com energia elétrica e maior previsibilidade orçamentária.
O levantamento, que ouviu cerca de 1.400 empresas de diferentes portes, também indica que o potencial de crescimento do ACL permanece elevado. Entre as indústrias que continuam no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), 37% afirmam ter interesse em migrar para o mercado livre nos próximos anos.
Os dados reforçam o papel do custo da energia elétrica como um dos principais fatores de competitividade da indústria nacional, especialmente após a abertura do mercado para todos os consumidores conectados em alta tensão, em vigor desde janeiro de 2024.
Energia elétrica é insumo estratégico para a indústria
A pesquisa mostra que a energia elétrica é considerada um insumo estratégico para a operação industrial. Entre as grandes empresas, 76% apontam o consumo de energia como um dos principais componentes da estrutura de custos da produção. Nesse cenário, a migração para o mercado livre tem sido utilizada como instrumento para reduzir despesas operacionais e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros, tanto no mercado interno quanto no exterior...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
TAESA inaugura primeiro cabo subterrâneo de 525 kV do Brasil e amplia capacidade de transmissão entre Sudeste e Sul
A TAESA colocou em operação o projeto de reforço da Subestação Assis, no interior de São Paulo, que estabelece um novo marco tecnológico para a infraestrutura de transmissão de energia no Brasil. O empreendimento reúne duas inovações relevantes para o setor elétrico: a instalação do primeiro cabo isolado subterrâneo de 525 kV do país e a entrada em operação de um banco de autotransformadores de 1.500 MVA, um dos maiores em corrente alternada do sistema brasileiro.
O projeto entrou em operação comercial no dia 27 de julho de 2026 e amplia a capacidade de intercâmbio energético entre as regiões Sudeste e Sul, fortalecendo a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e reduzindo restrições operacionais no escoamento de energia elétrica.
Localizada em um dos principais corredores de transmissão do país, a Subestação Assis desempenha papel estratégico na conexão entre grandes centros consumidores e usinas geradoras, contribuindo diretamente para a segurança do suprimento energético nacional.
Tecnologia inédita pode abrir caminho para novos projetos de transmissão
A principal inovação do empreendimento é a utilização do primeiro cabo isolado subterrâneo de 525 kV instalado no Brasil. A tecnologia, amplamente empregada em mercados internacionais, ainda era inédita no segmento brasileiro de transmissão em extra-alta tensão...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
CCEE registra desempenho histórico dos sistemas e reforça preparação tecnológica para a expansão do mercado de energia
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) encerrou o segundo trimestre de 2026 com indicadores históricos de desempenho operacional e avanços relevantes em sua agenda de transformação tecnológica. Entre abril e junho, a operadora do mercado brasileiro de energia manteve 99,84% de disponibilidade dos seus sistemas, consolidando um dos principais pilares para a expansão do mercado livre de energia e a crescente digitalização do setor elétrico.
Os resultados refletem os investimentos realizados pela entidade na modernização da infraestrutura tecnológica, no fortalecimento da segurança cibernética e na implementação de soluções baseadas em inteligência artificial (IA), em um momento em que o setor elétrico se prepara para um ambiente regulatório mais complexo e um número cada vez maior de agentes de mercado.
Outro destaque do período foi o desempenho registrado em junho, quando 93,75% das transações processadas pelos sistemas da CCEE foram concluídas em até três segundos, estabelecendo um recorde histórico para a organização.
Modernização tecnológica acompanha evolução do mercado de energia
A crescente complexidade do mercado brasileiro de energia exige uma infraestrutura tecnológica cada vez mais robusta e escalável. Nesse contexto, a CCEE desenvolveu 25 demandas tecnológicas ao longo do trimestre para atender necessidades regulatórias, operacionais e relacionadas à evolução do mercado...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Factorenergia chega ao Brasil apostando em IA e baterias para disputar abertura do mercado livre de energia
A espanhola Factorenergia iniciou oficialmente suas operações no Brasil em um momento estratégico para o setor elétrico nacional. Com a perspectiva de ampliação do mercado livre de energia para consumidores de menor porte nos próximos anos, a companhia aposta em inteligência artificial (IA), armazenamento de energia por baterias (BESS) e plataformas digitais para conquistar pequenas e médias empresas (PMEs) e se posicionar para a futura abertura total do mercado.
Em parceria com a Path Investimentos, a empresa pretende atuar como uma plataforma integrada de soluções energéticas, oferecendo comercialização de energia elétrica e gás natural, geração distribuída, eficiência energética, gestão inteligente do consumo e armazenamento de energia.
Com mais de 26 anos de atuação na Europa e na América Latina, a Factorenergia avalia que sua experiência em mercados já liberalizados poderá ser um diferencial competitivo no processo de transformação do setor elétrico brasileiro.
Inteligência artificial está no centro da operação
A tecnologia é um dos pilares da estratégia global da companhia. Atualmente, a Factorenergia administra mais de 350 mil pontos de fornecimento de energia e gás em diferentes países, operando com uma estrutura de aproximadamente 400 colaboradores...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
29/07/2026
Energia no ritmo da IA: a velocidade de expansão dos data centers nas Américas dependerá de soluções complementares à rede
A corrida para construir data centers impulsionados pela inteligência artificial está acelerando em todo o mundo. Nas Américas, novos investimentos avançam rapidamente, mas um fator vem se tornando decisivo para o sucesso desses projetos: a disponibilidade de energia elétrica.
A expansão do setor não depende apenas da construção de novas instalações. Ela exige sistemas eletroenergéticos capazes de atender a uma demanda crescente com confiabilidade, flexibilidade, sustentabilidade e rapidez. Quando essa infraestrutura não acompanha o ritmo dos projetos, surge o risco da chamada "velocidade sem energia", situação em que empreendimentos avançam em licenciamento e construção, mas não conseguem garantir suprimento de energia elétrica suficiente para entrar em operação.
Nos Estados Unidos, o maior mercado de data centers do mundo, filas de interconexão, restrições na transmissão e longos processos de licenciamento já afetam o cronograma de novos empreendimentos. No México, embora haja potencial para a expansão das energias renováveis e acesso competitivo ao gás natural, o ritmo de construção dos data centers supera a expansão da infraestrutura elétrica, tornando as soluções de geração local cada vez mais relevantes...
Fonte: Data Center Dynamics
Leia mais em:
Economia impulsiona armazenamento de energia em baterias
O setor elétrico brasileiro vive uma transformação em que o desafio deixa de ser apenas a geração de energia e passa a incluir, cada vez mais, sua capacidade de armazenamento. Com o avanço das fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, os sistemas Battery Energy Storage System (BESS) vêm se consolidando como uma infraestrutura estratégica para garantir segurança energética, continuidade operacional e maior eficiência de custos para empresas de diferentes segmentos.
A crescente demanda por tecnologias capazes de disponibilizar energia sob demanda — independentemente das oscilações da rede elétrica — tem impulsionado a adoção de soluções de armazenamento em todo o país. Além de aumentar a confiabilidade do fornecimento, esses sistemas ajudam a reduzir os impactos dos picos de consumo, contribuindo para uma operação mais eficiente e sustentável.
O avanço do armazenamento de energia também é impulsionado pelas perspectivas de crescimento do mercado brasileiro. Estudos do setor indicam que o país deverá atrair bilhões de reais em investimentos em sistemas de armazenamento por baterias até o fim da década, impulsionado pela expansão das fontes renováveis, pela busca por maior confiabilidade energética e pela redução dos custos da tecnologia. Paralelamente, o governo federal vem avançando na estruturação de mecanismos regulatórios e de contratação específicos para o armazenamento de energia, criando um ambiente favorável para a expansão desse mercado e para o fortalecimento da segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN)...
Fonte: Terra
Leia mais em:
Aneel adia decisão sobre rateio de cortes de geração de energia
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou nesta terça-feira uma definição sobre as regras de rateio dos efeitos econômicos às usinas decorrentes dos cortes de geração de energia, devido a um pedido de vista apresentado pelo diretor Gentil Nogueira.
O processo, cuja discussão se estende há sete anos, prevê regras para hierarquizar as reduções de geração de energia impostas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), colocando critérios preferenciais a serem seguidos, e redistribuir os efeitos econômicos dessas medidas entre os geradores.
A proposta que prevalece no momento é a da diretora relatora, Agnes da Costa. Pelo voto de Agnes, os cortes de geração energéticos, motivados por sobreoferta de energia no sistema brasileiro, teriam seus impactos econômicos rateados entre três fontes renováveis: hidrelétrica sem reservatório e com vertimento turbinável, eólica e solar.
A ideia, que teria o período de adaptação de um ano ("operação sombra"), enfrenta resistência de parte dos geradores. Segundo algumas empresas, a regra proposta poderia ocasionar uma "transferência de renda" entre as fontes, aliviando custos para as hidrelétricas e repassando-os para as usinas eólicas e solares...
Fonte: Terra
Leia mais em:
Cox triplica EBITDA no primeiro semestre após aquisição da Iberdrola México e acelera transformação em infraestrutura de energia e água
A espanhola Cox encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados financeiros robustos, impulsionados pela integração dos ativos adquiridos da Iberdrola México. A operação, concluída no período, elevou significativamente a escala do grupo e consolidou sua estratégia de expansão em infraestrutura crítica de energia e água, segmento que vem ganhando protagonismo diante do crescimento da demanda global por soluções resilientes e sustentáveis.
Com a incorporação dos ativos mexicanos, a companhia registrou receita de 1,243 bilhão de euros no semestre, volume 2,5 vezes superior ao apurado no mesmo período de 2025. O resultado operacional (EBITDA) alcançou 245 milhões de euros, praticamente triplicando o desempenho do ano anterior e elevando a margem operacional para 20%, frente aos 16% registrados há um ano.
O lucro líquido ajustado somou 66 milhões de euros, crescimento de 5,3 vezes na comparação anual, enquanto o fluxo de caixa operacional ajustado atingiu 129 milhões de euros, reforçando a capacidade da empresa de sustentar seu plano de crescimento e desalavancagem financeira.
Os números refletem a mudança estrutural promovida pela companhia, que passa a ampliar o peso de ativos contratados no longo prazo em sua composição de receitas...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Brasil e Coreia do Sul selam acordos estratégicos para redes inteligentes e cadeia de minerais críticos
O Brasil e a República da Coreia deram um passo decisivo para adensar a tecnologia do setor elétrico brasileiro e garantir investimentos na cadeia de suprimentos de baixo carbono. Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (27) no Palácio da Alvorada, com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, as duas nações formalizaram dois acordos de cooperação internacional focados no fortalecimento da infraestrutura de energia e no aproveitamento sustentável do subsolo.
A articulação consolida os desdobramentos das tratativas diplomáticas iniciadas durante a visita da comitiva brasileira a Seul em fevereiro. O primeiro pacto estabelece um memorando de entendimento com vigência de cinco anos e renovação automática, cobrindo frentes estratégicas do setor elétrico como expansão de energias renováveis, eficiência energética, transmissão e distribuição, redes inteligentes (smart grids), além de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e intercâmbio de especialistas.
Projetos-piloto e convergência regulatória na energia elétrica
Para além das diretrizes operacionais de infraestrutura, a parceria visa alinhar os marcos de governança e mercado para acompanhar a crescente digitalização e descentralização do Sistema Interligado Nacional (SIN)...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Setor elétrico forma frente unitária contra “jabutis” no PL 5.017 no Senado
Uma articulação de raríssimo alinhamento entre os diferentes elos da cadeia de energia elétrica acendeu o sinal de alerta contra ingerências legislativas no planejamento do setor. Nove das principais entidades representativas dos segmentos de geração, transmissão, distribuição, comercialização e grandes consumidores enviaram uma carta conjunta ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União/AP), manifestando profunda preocupação com o substitutivo aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) ao Projeto de Lei nº 5.017/2019.
Originalmente focado em conceder descontos tarifários para a exploração de poços semiartesianos destinados ao consumo humano, o texto aprovado na CI no dia 14 de julho recebeu emendas alheias à proposta inicial, prática conhecida no ambiente regulatório como “jabutis”. As inserções introduzem obrigações de contratação compulsória de energia diretamente via legislação, ultrapassando os ritos de avaliação técnica e econômica das necessidades da rede elétrica.
A manifestação é assinada em conjunto por ABIAPE, APINE, ABRATE, ABEEÓLICA, ABRACE, ABRACEEL, ABRADEE, ABRAGE e ANACE, além de contar com o apoio institucional da Academia Nacional de Engenharia (ANE)...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
27/07/2026
Novo Marco do Setor Elétrico impulsiona transição energética no Brasil
Indispensável na jornada de modernização do setor elétrico, a sanção da Lei 15.269/2025, que moderniza o Marco do Setor Elétrico, representa mais um avanço regulatório no sentido de estabelecer novas diretrizes para ampliar a segurança energética e a saudável expansão do mercado livre.
Ao estabelecer regras para a ampliação do ambiente de livre contratação, a nova legislação reforça, em bases mais sólidas, um processo já em curso: o de dar mais autonomia ao consumidor e transformar a forma como empresas contratam e gerenciam energia no país.
Esse avanço ocorre em um contexto de expansão do mercado livre. De acordo com dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em 2025 o mercado livre totalizou cerca de 85 mil consumidores, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil. Mais do que números, esses dados refletem uma mudança estrutural na forma como a energia é percebida pelas empresas, deixando de ser apenas um custo fixo para se tornar uma variável estratégica...
Fonte: CNN Brasil
Leia mais em:
Emerson lança agentes de IA para operações de energia e água
A Emerson (Nova York:EMR) apresentou cinco agentes de inteligência artificial para sua Plataforma de Automação Ovation 4.0, desenvolvidos para auxiliar operadores de usinas de energia e estações de tratamento de água em tarefas de monitoramento e diagnóstico, de acordo com comunicado divulgado hoje.
Os novos agentes incluem o Sequence Assistant Agent, o Alarm Insight Agent, o Predictive Maintenance Agent, o Root Cause Agent e o Loop Performance Monitor Agent. Todos estão integrados à plataforma Ovation 4.0 e operam de forma autônoma, mas exigem aprovação humana para executar ações.
O Sequence Assistant Agent oferece orientações para ferramentas de lógica de controle, analisando desvios em tempo real e falhas históricas. O Alarm Insight Agent prioriza alarmes em situações de alto volume de alertas. O Predictive Maintenance Agent monitora equipamentos em busca de sinais de degradação. O Root Cause Agent analisa processos da planta para identificar as causas de problemas em ativos. Já o Loop Performance Monitor Agent avalia o desempenho dos loops de controle e gera recomendações...
Fonte: Investing.com
Leia mais em:
ENGIE fecha contrato com a WEG para expansão da UHE Jaguara e investirá R$ 1,2 bilhão em nova capacidade
A ENGIE Brasil Energia deu um passo decisivo para a ampliação de seu parque gerador ao formalizar a contratação da WEG para o fornecimento dos equipamentos que comporão a expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara. Localizado no Rio Grande, na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo (no município paulista de Rifaina), o ativo receberá um aporte global de R$ 1,2 bilhão focado no aumento de sua capacidade de resposta ao sistema.
O projeto de expansão viabiliza a adição de 232 MW à potência da usina por meio da montagem de duas novas unidades geradoras de 116 MW cada. A instalação utilizará poços já estruturados na engenharia original do empreendimento, reduzindo o impacto das obras civis e otimizando os custos de capital. O cronograma prevê a entrada em operação comercial das novas turbinas para o ano de 2030.
O empreendimento financeiro decorre do resultado obtido pela companhia no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, promovido em março. Atualmente, a UHE Jaguara opera com 424 MW de capacidade instalada e possui garantia física de 324 MW médios. Sob gestão da ENGIE desde 2017, a usina tem contrato de concessão vigente até junho de 2048...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Tarifa Branca: saiba como diminuir a sua conta de energia em até 15%
Durante o inverno, a conta de energia da maioria de nós começa a subir, não é mesmo? Afinal, passamos mais tempo em casa, acendemos as luzes mais cedo e colocamos o chuveiro no modo mais quente possível. Nesse momento, muitas pessoas buscam alternativas de reduzir o consumo e pagar menos na tarifa. Uma das formas de economizar é com a Tarifa Branca.
De acordo com a CNN Brasil, cálculos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revelam que você pode conseguir uma economia de até 15% no gasto com energia com essa tarifa…mas depende. Usuários que não conhecem bem seus hábitos de consumo podem acabar é pagando mais no fim do mês.
O que é a Tarifa Branca?
Antes de tudo, é claro, precisamos entender do que se trata a bendita tarifa. A Tarifa Branca foi criada em 2018 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juliana Inhasz, professora do Insper, explicou à CNN que é uma tarifa diferenciada em que o valor que você paga na conta vai depender do horário em que você consome energia...
Fonte: Diário do Comércio
Leia mais em:
ANEEL habilita vencedores da 2ª sessão do Leilão de Transmissão e consolida R$ 1,75 bi em investimentos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deu um passo decisivo para a formalização das novas concessões do sistema interligado ao publicar, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24/7), o despacho de habilitação das vencedoras da segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026. A decisão chancela o resultado da disputa referente aos Lotes 7, 8, 9 e 10, etapa que assegura R$ 1,75 bilhão em investimentos privados destinados à expansão e reforço da infraestrutura de transmissão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O certame, licitado no início de julho na sede da B3, em São Paulo, destacou-se pela forte competitividade entre os players do setor. O desconto médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima estabelecida no edital reflete a atratividade dos ativos de transmissão no país e a confiança dos investidores na maturidade regulatória do segmento, mesmo em um cenário de custos de capital ainda elevados.
Distribuição dos lotes e perfil dos investidores
A divisão dos quatro lotes habilitados pela agência reguladora concentrou-se em dois principais atores:
Lote 7: Arrematado pelo Consórcio Olympus XX, o empreendimento abrange obras estratégicas para o escoamento de energia e integração regional.
Lotes 8, 9 e 10: Tiveram a vitória confirmada para a Axia Energia Sul S.A., empresa que consolida sua posição no certame ao arrematar em bloco um pacote robusto de ativos na Região Centro-Oeste e no Sudeste...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
24/07/2026
Expansão dos data centers abre caminho para crescimento da energia limpa no Brasil
O avanço da inteligência artificial no mundo também acompanha a necessidade de data centers e infraestrutura adequada. Hoje, a inteligência artificial depende de sistemas de resfriamento e de estruturas específicas para operar, mesmo com o papel essencial que ocupa em diferentes setores.
Além disso, o alto consumo energético desses sistemas também pesa na conta das gigantes do setor. Pensando nisso, energias limpas e sustentáveis aparecem como um grande negócio, inclusive no Brasil.
Como os data centers podem impulsionar a energia limpa?
No Brasil, a procura por energia mais sustentável pode representar uma oportunidade real de acelerar a transição energética do país. Nesse cenário, o Brasil pode aproveitar a alta demanda do setor, segundo Tatiana Cymbalista, advogada especializada em carbono e sustentabilidade.
De acordo com ela, “data centers necessitam de uma quantidade intensa de energia, aumentando muito o consumo de energia de um determinado local. Assim, ao menos em princípio, eles podem ser um catalisador de investimentos de energia limpa, ao garantir a demanda que justifica tais investimentos e permite que eles sejam sustentáveis em curto, médio e longo prazo.”...
Fonte: Times Brasil
Leia mais em:
ANEEL multa concessionária em R$ 82 milhões por descumprimento de prazos em projetos de GD
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aplicou uma multa de R$ 82,7 milhões à Neoenergia Coelba após concluir um processo punitivo que apurou irregularidades no atendimento a consumidores que solicitaram conexão de sistemas de GD (geração distribuída na Bahia.
O valor corresponde a 0,56% da ROL (Receita Operacional Líquida) da distribuidora e representa a maior penalidade já aplicada pela agência reguladora em processos relacionados à GD.
Segundo a Agência, a fiscalização identificou uma série de descumprimentos das regras que disciplinam a conexão de sistemas de geração própria à rede elétrica.
“As irregularidades observadas foram: indeferimento indevido de solicitação de conexão de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD); descumprimento dos prazos de emissão do orçamento de conexão; inobservância do prazo de comunicação ao consumidor e ausência de informações obrigatórias no orçamento de conexão”, informou a ANEEL.
A Neoenergia Coelba terá agora um prazo de até dez dias para recorrer administrativamente da decisão ou efetuar o pagamento da multa. Essa é a maior multa já aplicada pela ANEEL em processos punitivos que envolvem o segmento de GD.
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/aneel-multa-concessionaria-descumprimento-prazos-projetos-gd/
CPFL Energia e TIM anunciam rede privativa de R$ 60 milhões em 450 MHz
A CPFL Energia e a TIM anunciaram uma parceria para implantar uma rede privativa de telecomunicações voltada às operações da distribuidora de energia. O projeto prevê investimento de R$ 60 milhões e utilizará a faixa de radiofrequência de 450 MHz para conectar equipamentos responsáveis pelo monitoramento e comando da rede elétrica em tempo real.
Segundo as empresas, a iniciativa abrangerá 65 subestações e cerca de 2,5 mil equipamentos inteligentes, que serão integrados aos Centros de Operações Integrado (COI) da CPFL em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A TIM será responsável pela implantação e integração da infraestrutura de telecomunicações da solução.
O projeto atenderá aproximadamente 980 mil clientes em uma área de 51 mil km² e tem conclusão prevista para 2029. A expectativa é que a rede possa ser expandida futuramente para conectar até 50 mil dispositivos simultaneamente.
De acordo com a CPFL Energia, a rede permitirá monitorar a distribuição de energia em tempo real e executar manobras remotas na rede elétrica. A empresa afirma que a infraestrutura deve contribuir para reduzir o tempo de restabelecimento do fornecimento em casos de interrupções, além de ampliar o uso de equipamentos como religadores automáticos e reguladores de tensão...
Fonte: Teletime
Leia mais em:
https://teletime.com.br/23/07/2026/tim-cpfl-energia-privativa/
BTG Pactual passa a deter 18,76% da Light após homologação de aumento de capital
A Light S.A. comunicou ao mercado a consolidação de uma mudança relevante em sua composição acionária. Em aviso protocolado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a distribuidora fluminense em recuperação judicial informou ter recebido correspondência do Banco BTG Pactual S.A. confirmando que a instituição, juntamente com suas subsidiárias, passou a deter 114.635.201 ações ordinárias da companhia. A posição equivale a aproximadamente 18,76% do capital votante total da concessionária.
A movimentação é reflexo direto da subscrição de novas ações ordinárias emitidas durante o processo de capitalização da distribuidora. A operação de aumento de capital foi officially homologada no dia 15 de julho de 2026, marcando uma etapa decisiva na execução do plano de reestruturação financeira acordado com credores e acionistas.
Caráter financeiro e governança mantida
Apesar do expressivo volume de ações alocado ao banco de investimentos, convertendo-o em um dos principais acionistas individuais da concessionária, a instituição financeira ressaltou a natureza estritamente operacional da transação. Em correspondência enviada à diretoria de Relações com Investidores da Light, o BTG Pactual destacou que a subscrição das ações atende fundamentalmente à realização de operações financeiras...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Disputa Regulatória: Enel SP Recorre Contra Caducidade na ANEEL e Alega Mudança de Critérios e Falta de Isonomia
A disputa regulatória envolvendo o contrato de concessão da Enel Distribuição São Paulo e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) avançou para uma nova etapa administrativa no âmbito do Processo 48500.903331/2024-72. A concessionária protocolou sua manifestação com considerações finais recorrendo do Despacho 1.214/2026, ato que determinou a instauração de processo administrativo com vistas à caducidade do Contrato de Concessão 162/1998, referente aos serviços prestados na Região Metropolitana de São Paulo.
No documento apresentado à agência, a concessionária questiona formalmente os pressupostos técnicos e jurídicos empregados para fundamentar a medida extrema. O ponto central da contestação reside no peso atribuído pela fiscalização a um evento climático registrado em dezembro de 2025. Segundo a distribuidora, a fiscalização concentrou sua análise de forma desproporcional em um episódio isolado, desconsiderando uma sequência contínua de 16 meses de evolução nas métricas operacionais e nos aportes financeiros voltados à modernização da rede elétrica regional...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
https://cenarioenergia.com.br/2026/07/23/enel-sp-recurso-aneel-caducidade-concessao-criterios/
Governo antecipa contratos de vencedores de leilões para garantir energia diante de El Niño
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) definiu nesta quarta-feira, 22, que haverá a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026). Isso garantirá 1,8 gigawatt (GW) adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro, segundo as informações apresentadas.
A decisão é referente às seguintes usinas: Termomacaé (contrato de 2026), Manaus I (2022), Termoceará (2026), Diesel (2026), Três Lagoas (2026) e Araucária (2026). Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), esse volume antecipado será “fundamental” para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027.
As autoridades do setor elétrico estão olhando para os efeitos esperados com o fenômeno do El Niño. Se concretizado, este cenário climático prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do País e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia...
Fonte: Abinee - O Estado de SP.org
Leia mais em:
22/07/2026
Trafigura compra contrato de R$750 mi e comercializará energia da chinesa CGN no Brasil
A Trafigura comprou um contrato de R$750 milhões de energia elétrica gerada pela chinesa CGN no Brasil e vai comercializá-la para clientes do mercado livre de energia, anunciou a trading global de commodities nesta quarta-feira.
A transação, que envolve a aquisição de contrato de longo prazo anteriormente detido pelo grupo Bolt, marca a primeira operação da Trafigura no mercado de comercialização de energia brasileiro, no qual a empresa anunciou sua entrada no mês passado.
"Decidimos ingressar nesse mercado porque identificamos uma oportunidade concreta de gerar valor para nossas contrapartes, atuando como intermediários, gestores de risco e parceiros comerciais de longo prazo", disse Marc Erb, líder de Comercialização de Energia e Gás da Trafigura no Brasil, em comunicado.
Já Ricardo Daelli, diretor comercial da CGN Brasil Energia, afirmou que a transação está alinhada à estratégia da companhia de "desenvolver relações comerciais sólidas com empresas que, assim como nós, possuem uma posição de destaque no cenário global".
Fonte: Terra
Leia mais em:
Neoenergia registra EBITDA de R$ 3,55 bi no 2T26 e eleva RAB de distribuição para R$ 47,3 bi
A Neoenergia (NEOE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 900 milhões, resultado 45% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da retração, a companhia destaca que a comparação é impactada por uma base excepcionalmente elevada em 2025, quando o balanço incorporou um efeito tributário não recorrente decorrente do reconhecimento de indébitos fiscais.
Desconsiderando esse fator extraordinário, os indicadores operacionais e financeiros do grupo mostram continuidade na expansão dos negócios, sustentada principalmente pelo desempenho da distribuição de energia. O trimestre foi marcado pelo crescimento do EBITDA, aumento da margem bruta, ampliação da base de clientes e um forte ciclo de investimentos concentrado na modernização das redes elétricas.
Ao mesmo tempo, a renovação das concessões da Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Elektro por mais 30 anos reforça a previsibilidade dos ativos regulados da companhia e consolida uma estratégia voltada para expansão da infraestrutura de distribuição em um cenário de aumento da demanda por eletricidade e digitalização das redes...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Troca de controle da Enel São Paulo pode custar até R$ 25 bilhões
Uma eventual troca de controle da Enel São Paulo pode exigir um desembolso de até R$ 25 bilhões por parte de um novo controlador, segundo estimativa da Envol Consultoria. O cálculo surge em meio ao processo de caducidade da concessão conduzido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Hoje, a Enel busca manter a concessão enquanto a Aneel conclui sua análise sobre o destino da distribuidora. Ao fim do processo, a agência poderá recomendar desde a assinatura de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) até a caducidade da concessão.
A decisão final, no entanto, caberá ao MME (Ministério de Minas e Energia), que poderá acatar ou não a recomendação da agência reguladora. Caso a Enel opte por vender o ativo antes do desfecho do processo, um eventual comprador teria de considerar, além do valor de mercado da distribuidora, a recuperação dos investimentos já realizados pela companhia.
"Uma questão é a amortização dos ativos, ou seja, a Enel recuperar o que já investiu. Outra coisa é um ágio em uma eventual disputa", diz Viana...
Fonte: CNN Brasil
Leia mais em:
https://www.cnnbrasil.com.br/infra/troca-de-controle-da-enel-sao-paulo-pode-custar-ate-r-25-bilhoes/
CPFL sinaliza interesse na Enel SP e defende redes mais resilientes no setor elétrico
A consolidação do mercado brasileiro de distribuição de energia elétrica pode ganhar novos desdobramentos nos próximos meses. Em meio ao processo de renovação das concessões e ao aumento das exigências regulatórias sobre qualidade do serviço, a CPFL Energia confirmou que acompanha eventuais oportunidades de fusões e aquisições (M&A), incluindo uma possível venda do controle da Enel Distribuição São Paulo.
A sinalização foi feita pelo CEO da companhia, Gustavo Estrella, durante entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN Brasil. Além de comentar o posicionamento estratégico da empresa em relação ao mercado, o executivo destacou que os desafios enfrentados pelas distribuidoras vão além das operações societárias. Para ele, o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos exige uma profunda transformação da infraestrutura elétrica urbana, com investimentos em automação, modernização das redes e integração entre concessionárias e o poder público.
O posicionamento ocorre em um momento relevante para o setor elétrico, marcado pelo novo ciclo de renovação das concessões de distribuição, maior rigor regulatório por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e crescente pressão para elevar a resiliência das redes diante das mudanças climáticas...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
BESS ganha protagonismo na transição energética e impulsiona nova fase de modernização do setor elétrico
A expansão acelerada das fontes renováveis no Brasil está deslocando o foco da transição energética da capacidade de geração para a capacidade de gerenciamento da energia produzida. À medida que a participação da geração solar e eólica cresce na matriz elétrica, aumenta também a necessidade de tecnologias capazes de armazenar eletricidade, reduzir a variabilidade dessas fontes e oferecer maior flexibilidade operacional ao sistema.
Nesse cenário, os sistemas de armazenamento em baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS) passam a ocupar posição estratégica no planejamento energético nacional. Antes associados principalmente à função de fornecimento emergencial de energia, esses equipamentos evoluem para ativos capazes de otimizar o consumo, reduzir custos operacionais, ampliar a confiabilidade do fornecimento e aumentar o aproveitamento da geração renovável.
O movimento acompanha uma transformação estrutural do setor elétrico brasileiro, que passa a demandar soluções capazes de equilibrar oferta e consumo em um ambiente cada vez mais marcado pela expansão das fontes intermitentes...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Inteligência artificial amplia exposição climática de data centers e risco patrimonial pode alcançar US$ 3,7 trilhões
A corrida global para ampliar a capacidade computacional voltada à inteligência artificial (IA) está impondo novos desafios à infraestrutura energética e colocando a resiliência climática no centro das decisões de investimento em data centers. Um estudo divulgado pela Schneider Electric indica que o crescimento acelerado desse mercado pode elevar a exposição patrimonial a riscos climáticos para até US$ 3,7 trilhões, à medida que novos empreendimentos exigem maior densidade energética, sistemas de refrigeração mais sofisticados e operações contínuas.
A análise mostra que os ativos destinados às cargas de trabalho de IA apresentam um perfil de risco significativamente superior ao da infraestrutura atualmente instalada. De acordo com o levantamento, o risco físico por gigawatt (GW) das novas instalações é 2,6 vezes maior, reflexo da maior criticidade operacional desses ambientes e da dependência de fornecimento ininterrupto de energia.
O estudo foi desenvolvido pelo Schneider Research Institute (SRI), em conjunto com a divisão global de consultoria da empresa, e aponta que a parcela de risco climático ainda não incorporada ao valor dos ativos físicos de data centers soma aproximadamente US$ 388 bilhões. Esse montante representa 38% do patrimônio físico global do segmento, indicando que parte relevante da exposição financeira permanece subdimensionada pelas metodologias tradicionais de avaliação...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
20/07/2026
Armazenamento de energia avança no Brasil e novo modelo elimina investimento inicial para empresas
Hospitais, hotéis, shopping centers, indústrias e outros empreendimentos que dependem de fornecimento contínuo de energia têm buscado alternativas mais modernas, eficientes e sustentáveis aos tradicionais geradores movidos a combustíveis fósseis. Nesse cenário, os sistemas de armazenamento de energia por baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System), despontam como uma das principais tendências do setor elétrico mundial.
No entanto, apesar das vantagens, a adoção da tecnologia ainda enfrenta uma barreira importante no Brasil: o alto investimento necessário para implantação dos sistemas. Para enfrentar esse desafio, a paraense L8 Energy, empresa especializada em soluções energéticas, firmou uma parceria estratégica com a chinesa SunBridge para lançar no mercado brasileiro um modelo que elimina a necessidade de investimento inicial por parte dos clientes.
A solução utiliza o conceito de Battery-as-a-Service (BaaS), no qual a empresa contratante passa a utilizar o sistema de armazenamento sem precisar realizar o desembolso integral para aquisição das baterias e da infraestrutura associada. Enquanto a L8 Energy é responsável pelo desenvolvimento, implantação e operação técnica dos projetos, a SunBridge atua na estruturação financeira e no financiamento das soluções...
Fonte: Gazeta do Povo
Leia mais em:
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/parana-sa/armazenamento-energia-baterias-brasil/
Axia Energia aprova emissão de R$ 500 milhões em debêntures, com prazo de 10 anos, para reforçar estrutura financeira
A Axia Energia (BOV:AXIA3) aprovou a realização de sua 11ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor total de R$ 500 milhões. A operação terá vencimento em 10 anos e integra a estratégia da companhia de ampliar suas fontes de financiamento para sustentar projetos e fortalecer sua estrutura de capital.
A emissão reforça o movimento observado entre empresas listadas na B3, que vêm recorrendo ao mercado de capitais para captar recursos de longo prazo em condições mais eficientes. Para a Axia Energia, a operação pode aumentar a flexibilidade financeira e contribuir para o financiamento de investimentos, gestão do passivo e execução do planejamento estratégico, sem provocar diluição dos atuais acionistas, já que as debêntures não poderão ser convertidas em ações.
As debêntures serão emitidas na modalidade simples, em série única e com garantia quirografária, característica que significa que os títulos não contam com garantias reais específicas, tendo como respaldo o patrimônio geral da companhia. O prazo de dez anos também evidencia uma estratégia voltada para financiamento de longo prazo, reduzindo pressões de refinanciamento no curto prazo...
Fonte: Advfn
Leia mais em:
Neoenergia alerta para risco de empresas ‘aventureiras’ no mercado livre
A Neoenergia defende regras mais rígidas para as comercializadoras de energia, incluindo a exigência de garantias financeiras, diante da abertura do mercado. Em entrevista à Agência iNFRA, a diretora Comercial da companhia, Rita Knop, alerta para os riscos de uma regulação mais frouxa atrair o que chamou de “empresas aventureiras”, que podem operar sem lastro e prejudicar tanto os consumidores quanto os demais agentes do setor elétrico.
O mercado aguarda a publicação de um decreto presidencial para dar início à regulamentação da abertura de mercado prevista pela Lei 15.269/2025, decorrente da MP (Medida Provisória) 1.304. Segundo fontes, a minuta do normativo já saiu do MME (Ministério de Minas e Energia) e está na Casa Civil da Presidência da República. A partir da publicação, a ANEEL deverá distribuir a relatoria de processos para tratar do tema.
“Nós não temos dúvida que tem que ser o papel da agência regulando isso. A gente sabe que é um mercado complexo e volátil. Então, é muito importante ter os critérios para uma empresa poder operar. Uma comercializadora tem que ter todas as garantias, tem que ter essa capacidade financeira de honrar esses contratos, tem que ter lastro. Porque quando ela quebra, não é só o cliente que ela prejudica, prejudica o sistema, porque o rateio do prejuízo vai para todo mundo”, afirma Rita...
Fonte: Agência Infra
Leia mais em:
Caso Enel: TCU pauta julgamento sobre apagões e fiscalização em SP
A atuação da Enel Distribuição São Paulo e a resposta do poder concedente às sucessivas interrupções no fornecimento de energia elétrica na maior área de concessão do país entrarão no centro das discussões do Tribunal de Contas da União (TCU). O Plenário da Corte incluiu na pauta da próxima sessão ordinária o julgamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MP-TCU), que questiona tanto a conduta da concessionária quanto as medidas de fiscalização adotadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Sob relatoria do ministro Augusto Nardes, o processo nº 037.796/2023-2 será apreciado na sessão marcada para o dia 22 de julho. A análise ocorre em um momento decisivo para a concessão paulista, que também é alvo de um processo administrativo na Aneel destinado a avaliar a possibilidade de extinção antecipada do contrato.
Embora o TCU não tenha competência para decidir sobre a permanência da distribuidora na concessão, o julgamento poderá produzir recomendações e determinações voltadas ao aperfeiçoamento da fiscalização exercida pelos órgãos federais, além de avaliar se houve atuação adequada diante da recorrência das falhas no serviço...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
ISA Energia Brasil obtém licença para linha de R$ 2,7 bilhões entre MG e RJ
A expansão da infraestrutura de transmissão considerada essencial para a próxima etapa da transição energética brasileira avançou mais um passo nesta semana. A ISA Energia Brasil anunciou a obtenção da Licença Prévia para o Projeto Itatiaia, empreendimento que conectará Minas Gerais e Rio de Janeiro por meio de um novo corredor de transmissão em 500 kV destinado a ampliar o transporte de energia renovável para os principais centros de consumo do país.
Com investimento estimado em R$ 2,7 bilhões, atualizado pelo Capex regulatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até março de 2026, o projeto desempenhará papel estratégico no fortalecimento do fluxo energético entre Nordeste e Sudeste, aumentando a capacidade de escoamento da geração solar e eólica produzida principalmente no Norte de Minas Gerais e na região Nordeste.
Além de ampliar a transferência de energia entre os subsistemas, a infraestrutura deverá aumentar a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzir congestionamentos elétricos e contribuir para a mitigação dos episódios de cortes compulsórios de geração renovável, fenômeno que tem afetado especialmente os empreendimentos eólicos e solares nos últimos anos...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
17/07/2026
O Brasil não precisa apenas de mais energia: precisa de flexibilidade
O setor elétrico brasileiro vive uma transformação histórica. Nos últimos anos, o país expandiu significativamente sua capacidade de geração, impulsionado principalmente pelas fontes renováveis, como a solar e a eólica.
No entanto, os desafios atuais já não estão relacionados apenas à quantidade de energia produzida, mas à capacidade do sistema de utilizá-la de forma eficiente.
O recente Leilão de Reserva de Capacidade contratou aproximadamente 19 GW de potência, um marco importante para a segurança energética nacional. Ainda assim, o PEN 2026 (Plano da Operação Energética) elaborado pelo ONS, projeta risco de déficit de potência a partir de 2027.
À primeira vista, essa situação parece contraditória. Como um país que amplia sua capacidade instalada pode enfrentar falta de potência?
A resposta está na flexibilidade do sistema elétrico. Energia disponível não significa energia disponível no momento certo. A geração solar exemplifica esse desafio.
Durante o período de maior insolação, entre o final da manhã e o início da tarde, o Brasil produz enormes volumes de energia. Em diversas regiões, essa geração supera a demanda local e a capacidade das linhas de transmissão...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/brasil-nao-precisa-apenas-energia-flexibilidade/
Demanda dos EUA pode compensar taxa sobre equipamentos de energia do Brasil
A demanda mais alta dos Estados Unidos por equipamentos elétricos pode compensar o impacto negativo da nova tarifa de 25% imposta sobre as exportações brasileiras desses produtos, avaliou o presidente da fabricante Hitachi Energy para o Brasil nesta quinta-feira.
Transformadores elétricos e outros equipamentos essenciais para projetos de geração, transmissão e distribuição de energia estão na lista dos produtos que passam a ser taxados pelos EUA em 25% a partir de 22 julho, em uma nova investida comercial do governo Donald Trump após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado uma rodada anterior de tarifas globais.
Segundo Glauco Freitas, isso poderá afetar o apetite por novos pedidos para a Hitachi Energy que seriam exportados aos EUA a partir do Brasil, enquanto as encomendas que já estão em carteira estão protegidas por dispositivos contratuais.
Mas o impacto ainda é incerto, ponderou ele, dado que o mercado norte-americano tem apresentado forte demanda por equipamentos ligados ao setor elétrico, em meio à expansão do consumo de energia associada à eletrificação e aos data centers de inteligência artificial...
Fonte: Infomoney
Leia mais em:
Perdas não técnicas: Light recupera 1,6 GWh em megaoperação contra “gatos” na Zona Norte do Rio
A Light realizou uma mobilização de grande porte para combater as perdas não técnicas em sua área de concessão na capital fluminense. Uma operação de fiscalização e regularização de ativos realizada nos bairros da Penha, Olaria e Ramos, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na recuperação estimada de 1,6 GWh de energia. O montante recuperado equivale ao volume necessário para abastecer aproximadamente 5.300 residências pelo período de um mês.
A ofensiva comercial de campo envolveu um contingente de cerca de 400 profissionais da distribuidora e contou com o apoio operacional do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Ao longo do dia, as equipes técnicas executaram mais de 1.400 serviços na região, culminando na regularização imediata de 218 instalações que operavam de forma clandestina ou apresentavam fraudes de medição. No âmbito policial, três pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos nas 22ª e 28ª delegacias da Polícia Civil.
Impacto operacional e sobrecarga de rede
A prática de furto de energia, tipificada como crime no artigo 155 do Código Penal brasileiro, é apontada pelas distribuidoras como um dos principais fatores de degradação da qualidade do fornecimento. As conexões irregulares contornam as proteções do sistema de distribuição e sobrecarregam transformadores e subestações locais, gerando quedas de tensão e interrupções frequentes de energia...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Eficiência 4.0: Inteligência Artificial consolida nova era de gestão energética preditiva e baseada em dados
A rápida evolução tecnológica e as metas de sustentabilidade corporativa estão provocando uma transformação profunda na gestão de insumos no setor produtivo. Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), do machine learning e do monitoramento em tempo real via sensores de Internet das Coisas (IoT), as empresas começam a migrar da medição reativa para um modelo preditivo de consumo de energia elétrica em edifícios comerciais e complexos industriais.
As projeções globais para essa transição são expressivas. De acordo com estimativas da Agência Internacional de Energia (IEA), o uso de soluções inteligentes tem o potencial de reduzir entre 3% e 10% as despesas com eletricidade em indústrias de alta intensidade energética. Além disso, a aplicação dessas ferramentas em sistemas de climatização predial (HVAC) pode gerar uma economia de até 300 TWh globalmente.
Esse movimento responde de forma direta à crescente demanda por maior visibilidade operacional e rastreabilidade de consumo em redes complexas de distribuição. Sistemas que combinam processamento preditivo a dashboards interativos transformam dados brutos em inteligência prática, permitindo detectar desvios de consumo causados por anomalias em equipamentos antes mesmo que ocorra uma falha estrutural...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Light pede encerramento de recuperação judicial após injeção de R$ 1,5 bilhão
A Light S.A. protocolou, perante o Juízo da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, o pedido de encerramento formal de sua recuperação judicial. A petição ocorre pouco mais de três anos após a abertura do processo, iniciado em maio de 2023.
De acordo com a administração da companhia, o pleito fundamenta-se no pleno “cumprimento de todas as principais obrigações previstas” no plano de reestruturação homologado judicialmente em junho de 2024. A oficialização do encerramento representa um marco definitivo para o saneamento financeiro da distribuidora fluminense, que atende mais de 10 milhões de consumidores no estado do Rio de Janeiro.
Homologação de capital eleva robustez do balanço
O principal catalisador para o pedido de encerramento da recuperação judicial foi a efetivação de uma expressiva operação de capitalização. O Conselho de Administração da Light homologou o aumento de capital social no montante exato de R$ 1.500.000.000,72. O valor final superou com folga o piso de subscrição mínima estipulado pela companhia, que era de R$ 1 bilhão...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
AXIA Energia vende fatias em quatro transmissoras por R$ 451,4 milhões
A AXIA Energia S.A. concluiu a alienação da totalidade das participações minoritárias de 49% detidas pela companhia em quatro Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de transmissão de energia elétrica para a GEBBRAS Participações Ltda. A liquidação da transação financeira resultou no recebimento total de R$ 451,4 milhões.
O desfecho do negócio ocorre após o cumprimento de todas as condições precedentes habituais para transações de infraestrutura regulada, como a obtenção de anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de credores. O anúncio complementa o fato relevante divulgado originalmente em 4 de maio de 2026.
Portfólio alienado abrange ativos de transmissão em seis estados
O lote de ativos transferidos à GEBBRAS reúne redes de alta tensão com ampla relevância para o escoamento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A operação compreende fatias acionárias nas seguintes concessionárias:
-
Goiás Transmissão S.A.
-
MGE Transmissão S.A.
-
Transenergia Renovável S.A.
-
Transenergia São Paulo S.A...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Senado aprova "jabutis" bilionários nas contas de luz em votação-relâmpago
Em votação-relâmpago, que durou menos de oito minutos e estava fora da pauta, a Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou um projeto de lei com "jabutis" que podem ter novos custos bilionários para os consumidores de energia.
O PL 5.017, de 2019, tratava originalmente de descontos especiais nas tarifas de eletricidade para as atividades de irrigação e aquicultura, bem como para poços semiartesianos de água para abastecimento humano.
O texto, porém, foi desfigurado e acabou sendo aprovado nesta terça-feira (14) sem nenhum debate na comissão -- a sessão havia sido interrompida por falta de luz e, quando voltou, o plenário estava praticamente vazio.
Designado para a relatoria do projeto horas antes, o senador Hermes Klann (PL-SC) incluiu artigos que determinam a contratação compulsória de 2.500 MW (megawatts) em usinas termelétricas a gás natural e de 4.900 MW em PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), além de promover alterações em mecanismos de custeio do setor...
Fonte: CNN Brasil
Leia mais em:
15/07/2026
22,5 bilhões de kWh desviados e R$ 90 milhões em perdas: como furtos e roubos de cabos se tornaram uma ameaça ao setor elétrico brasileiro
O aumento significativo das ligações clandestinas e do furto de cabos de energia no Brasil tem sido – além de um grave problema na segurança pública – um dos principais desafios econômicos e operacionais do setor elétrico. Um cenário preocupante para um segmento que vive um momento de crescente pressão por modernização da infraestrutura energética e redução de custos que levam distribuidoras a conviver com perdas bilionárias, interrupções no fornecimento e aumento de pressão tarifária sobre consumidores e empresas.
Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) revelam o tamanho do problema. Apenas em 2024, mais de 22,5 bilhões de kWh foram desviados por meio de furtos de energia, volume equivalente a quase o dobro de toda a produção anual de Belo Monte – PA, segunda maior usina hidrelétrica do país. Trata-se de energia suficiente para abastecer toda a região Sudeste por aproximadamente um mês...
Fonte: Jornal Tribuna
Leia mais em:
Boom de IA e data center dá impulso a nova onda de IPOs e aquisições de empresas de energia
A indústria global de tecnologia climática, o que inclui o setor de energia, registrou o primeiro semestre mais movimentado da história em listagens públicas e aquisições, um marco que pode aumentar a confiança dos investidores e liberar capital novo para tecnologias de descarbonização.
Um total de 153 transações foram anunciadas durante os primeiros seis meses de 2026, de acordo com um relatório publicado nesta semana pela firma de pesquisa de mercado Currence. Isso representa um aumento de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As aquisições responderam pela maioria dos negócios, com alta de cerca de 65% em relação a um ano atrás. Enquanto isso, a indústria de tecnologia climática registrou seu período mais movimentado para ofertas públicas iniciais (IPOs) desde 2022.
Dezessete empresas de tecnologia climática abriram capital em bolsas de valores no primeiro semestre deste ano, captando um total combinado de US$ 6,7 bilhões...
Fonte: Invest News
Leia mais em:
https://investnews.com.br/negocios/energia-ia-data-center-acelera-bolsas/
Schneider e Kraken miram IA e flexibilidade para conectar data centers
O crescimento acelerado da eletrificação da economia está impondo um novo desafio aos operadores de redes elétricas em todo o mundo: conectar rapidamente novas cargas sem comprometer a confiabilidade do sistema e sem exigir ciclos cada vez mais caros de expansão da infraestrutura.
Nesse contexto, a Schneider Electric e a Kraken anunciaram uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções de flexibilidade da demanda capazes de aumentar a utilização da capacidade já instalada nas redes de distribuição e acelerar a conexão de consumidores intensivos em energia, como data centers, indústrias eletrointensivas e grandes complexos comerciais.
A iniciativa surge em um momento em que concessionárias e operadores de sistemas enfrentam congestionamentos crescentes, impulsionados pela expansão da inteligência artificial, da mobilidade elétrica, dos sistemas de armazenamento e da geração distribuída.
A proposta das empresas é substituir parte dos investimentos convencionais em reforços de rede por soluções digitais capazes de prever restrições operacionais, coordenar cargas em tempo real e deslocar o consumo para horários e regiões com maior disponibilidade elétrica...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Taesa avança em expansão no Norte e Centro-Oeste com aquisição de ativos da Energisa por R$ 1,54 bilhão
O segmento brasileiro de transmissão de energia voltou a registrar um movimento relevante de consolidação. Os acionistas da Taesa aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a aquisição de cinco concessionárias de transmissão pertencentes ao Grupo Energisa, em uma operação avaliada em R$ 1,545 bilhão e que ainda depende da anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para ser concluída.
Mais do que ampliar sua base de ativos, a operação reforça uma tendência que vem ganhando força no setor elétrico brasileiro: a reciclagem de capital entre grandes grupos de infraestrutura, com empresas maduras monetizando ativos operacionais para direcionar recursos a novos ciclos de investimento e crescimento.
O negócio foi estruturado por meio de um contrato de compra e venda de ações firmado em maio deste ano e contempla a aquisição integral das participações da Energisa em cinco sociedades de propósito específico responsáveis por ativos de transmissão localizados em Goiás, Pará e Tocantins.
O valor acordado considera a data-base de 31 de dezembro de 2025 e será atualizado pela variação do CDI até o fechamento efetivo da transação, além dos ajustes financeiros usuais previstos para operações dessa natureza...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
State Grid inicia construção de megaprojeto de transmissão no Nordeste e amplia presença chinesa no setor energético brasileiro
A estatal chinesa State Grid deu início às obras do maior projeto de concessão de transmissão de energia já realizado no Brasil em termos de volume de investimentos. Localizado no Nordeste, o empreendimento utilizará tecnologia de corrente contínua de ultra-alta tensão (UHV, na sigla em inglês) para transportar energia produzida em regiões com forte potencial renovável até os principais centros consumidores do Centro e do Leste do país.
A nova linha atravessará diversos estados brasileiros e contará ainda com duas estações conversoras e estruturas de apoio. O sistema terá capacidade nominal para transmitir até 5 milhões de quilowatts, contribuindo para reduzir os gargalos existentes no escoamento da produção energética nordestina. A expectativa da empresa é que a operação plena do projeto comece em 2029.
O empreendimento será financiado, construído e operado pela subsidiária brasileira da State Grid por meio de uma concessão com duração de 30 anos. Trata-se do terceiro projeto internacional de transmissão em ultra-alta tensão desenvolvido pela companhia fora da China, sucedendo as duas fases da linha associada à usina hidrelétrica de Belo Monte, também implantadas em território brasileiro...
Fonte: China.org.br
Leia mais em:
https://china.org.br/state-grid-inicia-construcao-megaprojeto-transmissao-energia-brasil/
BESS: Navvion inicia missão estratégica para avaliar produção local de baterias no Brasil
O mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) entrou definitivamente no radar de atração de capital produtivo de grandes desenvolvedores globais. Como reflexo desse dinamismo, a Navvion Energy Storage Systems iniciou uma turnê institucional e técnica pelo país. O objetivo central da comitiva estrangeira é mapear o ecossistema regulatório, logístico e comercial brasileiro para avaliar a viabilidade de investimentos em manufatura local, transferência de tecnologia e estruturação de uma cadeia de suprimentos voltada a projetos de utilidade pública (utility-scale) e sistemas descentralizados.
A agenda do grupo contempla reuniões com autoridades governamentais, agências de fomento, entidades setoriais e centros de pesquisa em diversos estados. A iniciativa alinha-se ao momento de forte expansão das fontes solar e eólica na matriz elétrica nacional, fatores que demandam maior flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN) e impulsionam o debate sobre novos marcos regulatórios e leilões de reserva de capacidade voltados ao armazenamento...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Huawei acelera aposta em armazenamento de energia, fortalece divisão bilionária e avalia fábrica no Brasil
A transformação do setor elétrico global está remodelando o posicionamento das grandes empresas de tecnologia. Se na última década a conectividade e a infraestrutura digital concentravam os investimentos das multinacionais, a expansão das energias renováveis, o avanço dos sistemas de armazenamento e a eletrificação da economia deslocaram o centro da disputa tecnológica para a gestão inteligente da energia.
Nesse movimento, a Huawei consolidou sua divisão Digital Power como um dos principais vetores de crescimento do grupo chinês. A unidade especializada em infraestrutura energética alcançou faturamento global de US$ 11 bilhões e passou a desempenhar papel estratégico na diversificação das receitas da companhia, especialmente em um contexto de restrições comerciais impostas por mercados desenvolvidos.
A combinação entre expansão das fontes renováveis, necessidade de flexibilidade operacional e crescimento da demanda por armazenamento transformou a América Latina em um dos mercados prioritários para a empresa. Dentro dessa estratégia, o Brasil emerge como plataforma regional para a disseminação de soluções utility-scale de baterias, inversores solares e infraestrutura de recarga para veículos elétricos...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Gestão de Riscos: Metodologia inovadora converte alertas climáticos em decisões regulatórias e operacionais para o setor elétrico
A recorrência e a severidade de eventos climáticos extremos têm imposto desafios sem precedentes ao planejamento, à operação e à resiliência das redes de energia. Diante de um cenário em que a mera capacidade de previsão meteorológica já não basta para evitar prejuízos bilionários, o especialista em energia, transição energética e mudanças climáticas Eric Fernando Boeck Daza estruturou uma abordagem metodológica inédita orientada a converter projeções climáticas em ações preventivas estruturadas antes que os impactos físicos se materializem nas operações das concessionárias, geradoras e transmissoras.
O arcabouço conceitual e operacional é o tema central da nota técnica “El Niño 2026/27: do risco à decisão, para governos e empresas“, elaborada em coautoria com Sergio Botton Barcellos. Tomando as projeções climáticas para o biênio 2026/27 como cenário de referência, o trabalho desenvolve um modelo de governança para riscos físicos associados ao clima, aplicável à tomada de decisão regulatória, governamental e corporativa de forma preventiva...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
AXIA Energia acumula R$ 8,7 bilhões em investimentos e prevê 2,3 mil km de novas linhas até 2028
A AXIA Energia consolidou R$ 8,7 bilhões em investimentos contratados em leilões de transmissão realizados pela Aneel nos últimos três anos, reforçando sua posição entre os principais investidores privados na expansão da infraestrutura do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com os resultados do Leilão de Transmissão nº 1/2026, realizado em julho, a companhia passou a acumular 12 lotes arrematados, que somam aproximadamente R$ 850 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) e preveem a implantação de 2.322 quilômetros de linhas de transmissão até 2028.
Capitalização impulsiona retorno aos leilões
O ciclo atual marca a retomada da atuação da empresa nos certames da Aneel após mais de oito anos sem novas conquistas no segmento. A capitalização e a reestruturação financeira da companhia permitiram o retorno a uma estratégia mais ativa na expansão da transmissão. Nos últimos três anos, a AXIA apresentou propostas para 46 dos 51 lotes ofertados pela agência reguladora, conquistando 12 empreendimentos...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
13/07/2026
“Nunca mais veremos uma abertura do mercado livre de energia dessa dimensão”, diz executivo da EDP
A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão promete inaugurar uma nova fase do setor elétrico brasileiro.
Mais do que permitir que milhões de consumidores escolham seu fornecedor de energia, o movimento deve alterar a dinâmica competitiva do mercado, impulsionar novos modelos de negócios e atrair investimentos para diferentes segmentos da cadeia.
Na avaliação de Tomás Baldaque, diretor de Soluções para Clientes da EDP na América do Sul, trata-se de uma transformação sem precedentes. Segundo ele, dificilmente outro país viverá um processo semelhante nas próximas décadas, principalmente pela dimensão territorial do Brasil e pelo volume de consumidores que poderão migrar para o ambiente livre de contratação.
“Não me lembro de uma abertura do mercado livre de energia desta dimensão. Nunca mais vamos viver algo assim nas nossas vidas”, afirmou em entrevista ao Canal Solar
A declaração parte da experiência de quem acompanhou outros processos de liberalização ao redor do mundo. Português e com passagem pelo setor de telecomunicações na Europa, Baldaque afirma que o Brasil reúne características únicas para protagonizar uma mudança histórica...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/nunca-mais-veremos-abertura-mercado-livre-executivo-edp/
MacLean, da Blackstone, compra brasileira de equipamentos elétricos
A MacLean Power, empresa controlada pela gestora norte-americana Blackstone, recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para comprar 100% da Indel Bauru, fabricante brasileira de equipamentos usados em redes de distribuição de energia elétrica. O valor do negócio não foi informado.
A aquisição também inclui a Indel Bauru USA, responsável por atividades comerciais complementares nos Estados Unidos, além dos imóveis utilizados pela companhia brasileira em suas operações. Com a conclusão da transação, a MacLean passará a controlar integralmente as duas empresas.
Segundo as empresas, a compra permitirá à MacLean ampliar e expandir suas atividades, enquanto a Indel poderá acelerar seu crescimento com o apoio da estrutura organizacional da nova controladora.
A operação também deve facilitar a entrada da fabricante brasileira em novos mercados no Brasil e no exterior, além de ampliar o acesso da companhia a tecnologias e permitir o desenvolvimento de novos produtos.
Equipamentos para redes elétricas
Com sede em Bauru, no interior de São Paulo, a Indel atua no desenvolvimento, fabricação e comercialização de equipamentos para sistemas de distribuição de energia elétrica...
Fonte: Megawhat.uol
Leia mais em:
Alupar obtém LI unificada do Ibama para linha de 500 kV e recebe aval para obras
A Alupar Investimento S.A. superou a última barreira regulatória para dar início ao cronograma físico de um de seus principais ativos de transmissão em carteira. Por meio de sua controlada TECP – Transmissora de Energia Central Paulistana, a companhia obteve o sinal verde definitivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para mobilizar os canteiros de obras do projeto.
O órgão ambiental expediu a Licença de Instalação (LI) nº 1566/2026, que autoriza tanto a implantação da linha de transmissão de 500 kV Silvânia – Nova Ponte 3 – Ribeirão Preto quanto a ampliação de todas as subestações associadas ao empreendimento. O ativo consiste em circuitos duplos (C1 e C2) em circuito duplo (CD), configurando um corredor robusto para o escoamento de energia entre os subsistemas regionais.
Unificação e substituição da LI nº 1561/2026
O novo documento emitido pela autarquia ambiental altera a dinâmica jurídica e operacional detalhada no Comunicado ao Mercado de 20 de maio de 2026. A nova Licença de Instalação nº 1566/2026 substitui integralmente a LI nº 1561/2026, que havia sido liberada dias antes pelo Ibama...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
ANEEL descarta obrigatoriedade de redes subterrâneas e alerta para impacto bilionário nas tarifas
A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) recomendou a manutenção do atual modelo regulatório para redes de distribuição, descartando a criação de obrigações para o enterramento de cabos ou incentivos regulatórios específicos para a adoção de redes subterrâneas pelas distribuidoras.
A conclusão consta em Análise de Impacto Regulatório (AIR) que será submetida à diretoria da agência e que avalia alternativas para ampliar a resiliência do sistema elétrico diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos no país.
Segundo o estudo, a substituição das redes aéreas por infraestrutura subterrânea teria custos entre quatro e dez vezes superiores aos modelos convencionais, com impacto direto sobre as tarifas pagas pelos consumidores.
Custo elevado inviabiliza universalização
A avaliação técnica da agência aponta que, para que o enterramento produzisse ganhos relevantes de resiliência, seria necessário um percentual elevado de conversão das redes atualmente existentes, o que exigiria investimentos considerados incompatíveis com a realidade econômico-financeira das concessões...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
EPE projeta R$ 79,1 bilhões em investimentos para o sistema de transmissão no novo ciclo PET/PELP
O planejamento da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil ganhou novas diretrizes e projeções robustas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou oficialmente o Programa de Expansão da Transmissão (PET) e o Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP) referentes ao primeiro semestre de 2026. O documento consolida as obras recomendadas nos estudos de planejamento técnico até maio de 2026 que ainda não foram licitadas ou autorizadas, já contabilizando os resultados do Leilão de Transmissão 001/2026, ocorrido em março.
Com um horizonte que divide as ações entre determinativas (PET, para os próximos seis anos) e indicativas (PELP, a partir do sétimo ano), o relatório serve como principal bússola de previsibilidade para investidores, consórcios e fornecedores da cadeia de alta tensão. O montante global estimado para viabilizar os empreendimentos mapeados atinge a marca de R$ 79,1 bilhões.
Divisão de aportes e foco no escoamento de fontes renováveis
Dos R$ 79,1 bilhões globais previstos pela empresa pública, a maior fatia será destinada à implantação física de novas redes. As linhas de transmissão demandarão R$ 49,0 bilhões (62% do total), enquanto os projetos de subestações absorverão R$ 30,1 bilhões (38%). Sob a ótica regulatória de outorgas, as obras de caráter licitatório somam R$ 67,3 bilhões (85%), restando R$ 10,8 bilhões (15%) para as ampliações por meio de autorizações diretas...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
ANEEL muda regras de leilões após rombo de R$ 495 milhões entre distribuidoras
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou o edital dos leilões de energia existente A-1, A-2 e A-3, destinados ao suprimento das distribuidoras em 2027, 2028 e 2029.
Além do cronograma dos certames, a Agência propôs mudanças nas regras de contratação com o objetivo de reduzir o risco de inadimplência entre os vendedores de energia.
Os chamados leilões de energia existente são realizados anualmente para permitir que as distribuidoras ajustem seus portfólios de contratação por meio da compra de energia proveniente de usinas já em operação ou de comercializadoras.
A principal novidade, proposta pela diretora e relatora Agnes da Costa, altera a forma como é definido o submercado onde ocorrerá a entrega da energia negociada. Atualmente, essa escolha é feita pelo vendedor.
Pela proposta da ANEEL, essa definição passará a ser responsabilidade do comprador. A mudança busca reduzir os riscos associados ao chamado descolamento de preços entre os submercados do SIN (Sistema Interligado Nacional), dividido em Norte, Nordeste, Sul e Sudeste/Centro-Oeste...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/aneel-muda-regras-leiloes-rombo-distribuidoras/
Crise no mercado livre de energia reforça a importância de contratos empresariais bem estruturados
Empresas que migraram para o mercado livre de energia em busca de redução de custos e previsibilidade têm enfrentado um cenário inesperado. Fornecedores promovem rescisões unilaterais e obrigam a empresa a recomprar energia a preços muito mais altos. No meio desse processo, ela descobre riscos que não tinha avaliado com cuidado na hora de contratar.
O problema não se limita à volatilidade do setor. Em muitos casos, o que separa quem absorve o impacto da crise de quem fica protegido é a forma como o contrato foi negociado, as garantias que ele prevê e o cuidado que a empresa teve ao avaliar a saúde financeira da contraparte antes de assinar.
O momento atual do mercado livre de energia expõe um ponto que a rotina de quem compra energia costuma deixar de lado. O desconto conseguido na contratação só compensa quando a empresa também administra com cuidado o risco da contraparte.
Boa parte das empresas brasileiras não compra energia das distribuidoras tradicionais. Elas atuam no chamado mercado livre, um ambiente em que se negocia diretamente com as comercializadoras o preço, o prazo e a quantidade de energia que vai consumir...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
10/07/2026
EPE projeta R$ 79,1 bilhões em investimentos para o sistema de transmissão no novo ciclo PET/PELP
O planejamento da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil ganhou novas diretrizes e projeções robustas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou oficialmente o Programa de Expansão da Transmissão (PET) e o Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP) referentes ao primeiro semestre de 2026. O documento consolida as obras recomendadas nos estudos de planejamento técnico até maio de 2026 que ainda não foram licitadas ou autorizadas, já contabilizando os resultados do Leilão de Transmissão 001/2026, ocorrido em março.
Com um horizonte que divide as ações entre determinativas (PET, para os próximos seis anos) e indicativas (PELP, a partir do sétimo ano), o relatório serve como principal bússola de previsibilidade para investidores, consórcios e fornecedores da cadeia de alta tensão. O montante global estimado para viabilizar os empreendimentos mapeados atinge a marca de R$ 79,1 bilhões.
Divisão de aportes e foco no escoamento de fontes renováveis
Dos R$ 79,1 bilhões globais previstos pela empresa pública, a maior fatia será destinada à implantação física de novas redes. As linhas de transmissão demandarão R$ 49,0 bilhões (62% do total), enquanto os projetos de subestações absorverão R$ 30,1 bilhões (38%). Sob a ótica regulatória de outorgas, as obras de caráter licitatório somam R$ 67,3 bilhões (85%), restando R$ 10,8 bilhões (15%) para as ampliações por meio de autorizações diretas...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Prisma mira ao menos US$ 1,5 bilhão em venda da Origem Energia
O processo de venda da Origem Energia, empresa de produção de gás natural e geração de energia controlada pela gestora Prisma Capital, está avançando e a etapa de assinatura de acordos de confidencialidade (NDAs) está prevista para ser concluída até o fim do mês, apurou o Pipeline.
A operação, que pode incluir a totalidade da empresa, é avaliada entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões e tem assessoria do Bradesco BBI. Alguns grupos nacionais como a Âmbar e Eneva chegaram a olhar o ativo, mas a Eneva já desembarcou, segundo fontes com conhecimento do assunto. Estrangeiros e fundos também negociam.
A empresa é hoje a quarta maior produtora de gás natural do Brasil, com uma produção média diária de gás de 1,45 mil metros cúbicos por dia e de 12,3 mil barris de óleo equivalente no primeiro trimestre. A Origem atua na exploração, estocagem e distribuição de gás liquefeito (LNG), além de geração de energia de energia via usinas termelétricas, com operações nos estados da Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Em Alagoas, a empresa tem a operação de escoamento conectada à malha da Transportadora Associada de Gás (TAG) e conta com um terminal de exportação em Maceió...
Fonte: Pipeline Valor.Globo
Leia mais em:
Como furtos e roubos de cabos se tornaram uma ameaça ao setor elétrico brasileiro
O aumento significativo das ligações clandestinas e do furto de cabos de energia no Brasil tem sido – além de um grave problema de segurança pública – um dos principais desafios econômicos e operacionais do setor elétrico. É um cenário preocupante para um segmento que vive um momento de crescente pressão por modernização da infraestrutura energética e redução de custos, o que leva distribuidoras a conviver com perdas bilionárias, interrupções no fornecimento e aumento da pressão tarifária sobre consumidores e empresas.
Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) revelam o tamanho do problema. Apenas em 2024, mais de 22,5 bilhões de kWh foram desviados por meio de furtos de energia, volume equivalente a quase o dobro de toda a produção anual de Belo Monte, no Pará, segunda maior usina hidrelétrica do país. Trata-se de energia suficiente para abastecer toda a região Sudeste por aproximadamente um mês.
Segundo especialistas, o impacto financeiro é direto: de cada R$ 100 pagos na conta de luz pelos brasileiros, cerca de R$ 35 estão relacionados às perdas provocadas pelos chamados “gatos”...
Fonte: Gazeta do Povo
Leia mais em:
Consulta externa abre nova etapa para evolução dos modelos do setor elétrico
O Comitê Técnico PMO/PLD abriu uma consulta externa destinada a definir as prioridades para a próxima agenda de aperfeiçoamento dos modelos computacionais utilizados pelo setor elétrico brasileiro.
As contribuições poderão ser encaminhadas até 7 de agosto e servirão de subsídio para orientar os trabalhos do colegiado, que reúne a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
A iniciativa busca identificar, junto aos agentes do mercado, quais temas devem receber tratamento prioritário na evolução das ferramentas que sustentam o planejamento da operação, o despacho das usinas e a formação do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças).
A consulta abrange sugestões relacionadas às metodologias, aos dados de entrada e aos parâmetros utilizados pelos modelos computacionais. A proposta é que as contribuições ajudem a estruturar o ciclo seguinte de desenvolvimento dessas ferramentas, em um momento de profundas transformações da matriz elétrica brasileira...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/consulta-externa-nova-etapa-setor-eletrico/
Isa Energia conclui megaprojeto de transmissão com uso inédito de torres tipo cálice
Ampliar a infraestrutura de transmissão é um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro, especialmente em um momento em que a expansão da geração renovável esbarra na falta de capacidade para escoar a energia produzida.
Nesse contexto, o SIN (Sistema Interligado Nacional) acaba de ganhar um importante reforço. A Isa Energia Brasil concluiu, com 16 meses de antecedência, o Projeto Piraquê, empreendimento que recebeu investimentos de R$ 3,85 bilhões.
Com a entrada em operação, a companhia passa a ter direito a uma RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 343,1 milhões. Arrematado no leilão de transmissão de 2022, o projeto é composto por oito linhas de transmissão – sete em 500 kV e uma em 345 kV – que somam aproximadamente 1.000 quilômetros de extensão entre Minas Gerais e Espírito Santo.
O empreendimento também inclui a construção de duas novas subestações, Janaúba 6 e Capelinha 3, além da ampliação das subestações Jaíba, Janaúba 3, Governador Valadares 6, João Neiva 2, Viana e Viana 2.
Um dos principais diferenciais do projeto foi a adoção, pela primeira vez no Brasil, de torres do tipo cálice, desenvolvidas para atender às características geográficas do Espírito Santo...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/isa-energia-megaprojeto-torres-tipo-calice/
VR Energia Consolida Reposicionamento de Mercado e Passa a se Chamar VIORA Energia
O mercado varejista de energia elétrica e o segmento de Geração Distribuída (GD) registram um importante movimento de marca. A VR Energia anunciou um reposicionamento institucional completo e passa a operar sob o nome VIORA Energia. Com sede em Florianópolis (SC), a mudança reflete o amadurecimento e a escalabilidade do modelo de negócios da companhia, focado no conceito de energia por assinatura para os mercados das regiões Sul e Sudeste do Brasil.
O anúncio ocorre em um contexto de transformações estruturais na base de consumo brasileira, onde fatores como bandeiras tarifárias e a volatilidade dos preços regulados impulsionam a busca corporativa e residencial por previsibilidade orçamentária. Ao migrar a infraestrutura tradicional para soluções de Energy as a Service (EaaS), energia como serviço, a empresa consolida uma carteira de mais de 12 mil clientes, englobando residências, condomínios e grandes marcas do setor de varejo e turismo, como o Grupo Oceanic...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Neoenergia Brasília anuncia novo diretor-presidente e projeta plano de investimentos até 2030
A Neoenergia Brasília deu início a uma importante transição em sua governança corporativa de alta liderança. O grupo Neoenergia anunciou o engenheiro eletricista André Santos como o novo diretor-presidente de sua subsidiária no Distrito Federal, abrindo uma frente operacional focada no robustecimento dos ativos de distribuição e na continuidade dos planos de modernização da rede na capital do país. O reposicionamento do corpo executivo antecipa os movimentos estratégicos da concessionária de utilities, que prepara a apresentação iminente de seu plano plurianual de investimentos com vigência estendida até o ano de 2030.
O executivo assume o posto em substituição a Frederico Candian, que encerrou seu ciclo de gestão após liderar a distribuidora ao longo dos últimos cinco anos. Sob o comando de Candian, a Neoenergia Brasília executou um agressivo programa de aportes em infraestrutura que somou mais de R$ 1,4 bilhão. O montante superou em mais de quatro vezes as cifras registradas no ciclo anterior à privatização e resultou em uma trajetória de recomposição dos indicadores de qualidade técnica e comercial do serviço concedido no Distrito Federal...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Abertura da baixa tensão inaugura nova era do mercado livre e pode reduzir conta de luz em até 18%
O setor elétrico brasileiro iniciou a transição para uma das mudanças mais profundas desde a reestruturação do mercado ocorrida nos anos 1990. A sanção da Lei 15.269/2025 estabeleceu as bases para a abertura integral do mercado de energia elétrica aos consumidores atendidos em baixa tensão, permitindo que pequenos comércios, indústrias e, posteriormente, residências possam escolher livremente seus fornecedores de energia.
A medida amplia para milhões de consumidores um benefício que, até então, estava restrito aos grandes consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL): a possibilidade de negociar preços, prazos, indexadores e características da energia contratada diretamente com comercializadoras e geradores.
As estimativas do mercado apontam para economias potenciais de até 18% na parcela referente à compra da energia elétrica, percentual que poderá variar conforme perfil de consumo, região, estratégia contratual e condições de mercado...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
08/07/2026
Light investe em IA e adota sistema da Benner para blindar gestão de contencioso
A Light deu início a uma reestruturação profunda em sua arquitetura de governança corporativa e conformidade legal. A distribuidora de energia elétrica, responsável pelo suprimento de 31 municípios fluminenses e por uma base que atinge 11,6 milhões de consumidores, firmou uma parceria de longo prazo com a Benner para a implementação de sua nova plataforma integrada de gestão jurídica. O projeto de capital tecnológico prevê a ativação simultânea de pelo menos 25 módulos operacionais e a incorporação do sistema de analytics Benner Metrics, cobrindo integralmente o fluxo de dados da diretoria jurídica da concessionária.
O investimento faz parte da estratégia macro de transformação digital da Light e atinge diretamente uma das áreas mais sensíveis para a saúde financeira de qualquer concessionária de distribuição: a gestão de provisões e riscos legais. Em um ambiente operacional complexo como a área de concessão do Rio de Janeiro, caracterizado por altos índices de perdas comerciais e elevado volume de litígios de consumo, a capacidade de antecipar cenários de passivos e automatizar defesas converte-se em fator de sustentabilidade econômica...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Mercado livre de energia: governo prepara regras para consumidor escolher fornecedor de luz
O governo prepara um decreto que prevê a abertura do mercado livre de energia, que permite ao consumidor escolher de que distribuidora contratar a conta de luz. Atualmente, somente empresas consumidoras de um volume substancial de energia têm acesso a esse tipo de contrato.
O decreto trará regras para a entrada de pequenos comércios e indústrias no mercado livre de energia a partir de novembro de 2027. As residências poderão acessar a modalidade um ano depois, em novembro de 2028.
Na sexta-feira, o Ministério de Minas e Energia (MME) enviou uma minuta do decreto à Casa Civil sobre a medida, que integra a reforma do setor elétrico proposta pelo governo e aprovada no Congresso Nacional no ano passado.
O texto que passou no Congresso previa que os prazos fossem regulamentados por um decreto presidencial. A minuta agora está na Casa Civil e a tendência é de que o decreto seja publicado nas próximas semanas...
Fonte: Folha Pe
Leia mais em:
Brasil pode atrair R$100bi em leilões de energia elétrica em 2026
Leilões do setor elétrico realizados em 2026 no Brasil podem resultar em investimentos de cerca de R$100 bilhões (US$19,4bi).
O destaque é o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) para termelétricas e hidrelétricas, realizado em março, que contratou cerca de 20GW, com capex total de R$64,5bi.
A Eneva foi a grande vencedora, com sete termelétricas existentes, somando 1,6GW, e nove novas, totalizando 3,6GW, com investimento de aproximadamente R$26bi.
É possível, no entanto, que o capex total do leilão seja um pouco menor, caso não sejam aceitos os recursos dos consórcios cujos projetos não foram homologados pela Aneel.
No mesmo mês, a agência reguladora promoveu a primeira parte do primeiro leilão de transmissão do ano, atraindo R$3,3bi em investimentos.
Os destaques foram a Cymi Construções e Participações e a Engie, que arremataram dois lotes cada, com investimentos totais de aproximadamente R$3,1bi...
Fonte: BN Americas
Leia mais em:
Brasil pode atrair R$ 3,7 trilhões com data centers, mas energia será o fator decisivo
A disputa global por investimentos em inteligência artificial começa a deslocar o foco das empresas de tecnologia para um elemento muito mais básico: infraestrutura. Se antes a competição estava concentrada no desenvolvimento de softwares e modelos de IA, agora passa pela capacidade de oferecer energia, conectividade, ambiente regulatório estável e infraestrutura física para suportar o crescimento acelerado dos data centers.
Nesse cenário, o Brasil reúne condições para ocupar uma posição estratégica. Um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da Scala Data Centers e da Norgás, conclui que o país possui vantagens competitivas relevantes para se consolidar como um hub internacional de infraestrutura digital. No cenário mais otimista analisado, a expansão do setor poderá mobilizar entre R$ 2,3 trilhões e R$ 3,7 trilhões em investimentos até 2035, além de criar mais de 230 mil empregos permanentes...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
El Niño pode custar R$ 35 bilhões ao setor elétrico, aponta TI Safe
As mudanças climáticas deixaram de representar apenas um desafio operacional para se consolidarem como um dos principais fatores de risco econômico para o setor elétrico brasileiro. O relatório estima que um episódio de El Niño de intensidade moderada a forte pode gerar perdas de até R$ 35 bilhões para os 25 maiores grupos de energia do país. O prejuízo é resultado da combinação entre danos à infraestrutura, aumento de custos operacionais, necessidade de compra adicional de energia e antecipação de investimentos em modernização das redes.
O diagnóstico setorial afasta o fantasma de um “apagão nacional” generalizado, mas acende o alerta máximo para uma combinação onerosa de falhas locais e regionais, custos extraordinários de recomposição de rede, despacho térmico, compra adicional de energia e pesadas compensações regulatórias aos consumidores...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Depois da transição energética, começa a transição digital do setor elétrico
O Energy Summit 2026, realizado na última semana no Rio de Janeiro, mostrou que o setor de energia entrou em uma nova fase. Se há poucos anos as discussões estavam concentradas na expansão das fontes renováveis, hoje o debate evoluiu para um desafio mais complexo: como operar um sistema elétrico cada vez mais distribuído, digital e inteligente.
Essa mudança reflete a própria evolução da matriz energética brasileira. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cerca de 90% da eletricidade produzida no país em 2025 teve origem em fontes renováveis, enquanto a geração distribuída ultrapassou 42 GW de potência instalada, impulsionada principalmente pela energia solar.
Esse avanço representa uma conquista importante, mas também transforma profundamente a operação do setor. Durante décadas, o sistema elétrico foi estruturado para administrar um fluxo relativamente previsível, baseado em grandes usinas de geração. Hoje, milhões de consumidores também produzem energia. Painéis solares, baterias, veículos elétricos e sistemas de microgeração passaram a integrar uma rede muito mais dinâmica e sensível às más condições climáticas e ao comportamento dos usuários...
Fonte: Abinee - Mobile Time.org
Leia mais em:
Leilão da Aneel destrava projetos paralisados e reforça segurança regulatória na transmissão, avalia Thymos Energia
A segunda sessão do Leilão de Transmissão nº 001/2026, realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última sexta-feira (3/7), na B3, marcou a retomada de empreendimentos considerados estratégicos para a expansão da Rede Básica. O certame relicita quatro lotes originalmente concedidos nos leilões de 2020 e 2021, cujas obras não avançaram após o descumprimento dos contratos pelos antigos concessionários.
Com investimentos estimados em R$ 1,76 bilhão, os projetos contemplam 61 quilômetros de linhas de transmissão e 2.400 MVA de capacidade de transformação, distribuídos entre os estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O leilão registrou deságio médio de 53,2%, o terceiro maior percentual observado desde 2017, além de uma economia estimada em R$ 4,2 bilhões para os consumidores ao longo da vigência das concessões...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
https://cenarioenergia.com.br/2026/07/06/leilao-transmissao-aneel-2026-relicitacao-thymos/
Energia e data centers assumem protagonismo nas fusões bilionárias impulsionadas pela inteligência artificial
A inteligência artificial está redefinindo o mercado global de fusões e aquisições (M&A). Se nos últimos ciclos tecnológicos o capital se concentrou em empresas de software e plataformas digitais, a nova corrida dos investidores passou a mirar a infraestrutura que viabiliza o funcionamento dos modelos de IA em larga escala. Data centers, sistemas elétricos, conectividade, armazenamento e soluções de eficiência energética ganharam espaço nas estratégias de fundos de investimento e grandes grupos corporativos.
A mudança reflete uma necessidade operacional. O avanço da inteligência artificial exige capacidade crescente de processamento, armazenamento de dados e fornecimento contínuo de energia, tornando esses ativos essenciais para sustentar a expansão do setor. Como consequência, operações envolvendo infraestrutura digital atingiram volumes recordes nos últimos anos e tendem a permanecer no centro das estratégias de investimento...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Inteligência Artificial Eleva Eficiência de Distribuidoras no Combate a Furtos
As perdas não técnicas permanecem entre os principais desafios estruturais enfrentados pelas distribuidoras de energia no Brasil. Além de comprometerem a sustentabilidade financeira das concessionárias, os furtos de energia impactam a qualidade do fornecimento, dificultam o planejamento da operação das redes e acabam refletindo, em parte, nas tarifas pagas pelos consumidores regulares.
Em um cenário de fraudes cada vez mais sofisticadas, a digitalização dos processos de fiscalização tem se consolidado como uma alternativa para elevar a eficiência das distribuidoras. Soluções baseadas em inteligência artificial, análise de dados e visão computacional começam a substituir modelos tradicionais de inspeção, permitindo identificar com maior precisão as unidades consumidoras com maior probabilidade de irregularidades.
É nesse contexto que a startup carioca Fu2re desenvolveu o EnergyWatch, plataforma que utiliza algoritmos preditivos para apoiar concessionárias na identificação de fraudes. A solução foi selecionada como um dos cases de destaque do painel de medição inteligente do Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica (CIDE), realizado em São Paulo...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
06/07/2026
Mais Energia: Equatorial inaugura nova Subestação em Senador José Porfírio e fortalece o sistema elétrico no Sudoeste do Pará
O Pará Equatorial inaugura, nesta sexta-feira (03), a nova Subestação do Senador José Porfírio, um investimento que marca um momento histórico para o município e reforça o compromisso da distribuidora com a expansão e a modernização do sistema elétrico no Pará. A obra beneficia diretamente mais de 18 mil pessoas, garantindo um fornecimento de energia mais seguro, estável e confiável.
A nova subestação integra o plano de investimentos do Pará Equatorial trouxe ao fortalecimento da infraestrutura elétrica em todo o estado. Com potência instalada de 25 MVA, o empreendimento amplia em quase 50% a capacidade do sistema elétrico que atende o Senador José Porfírio, proporcionando maior segurança operacional, mais facilidade para manobras no sistema e redução dos impactos de eventuais ocorrências no fornecimento de energia.
Além da construção da subestação, o projeto contempla a recapacitação da rede elétrica do circuito principal do município, reforçando a distribuição de energia, reduzindo oscilações e aumentando a eficiência do sistema. Com mais energia, uma nova estrutura atende à demanda de novos empreendimentos, impulsionando o turismo, o comércio e a produção agrícola, áreas em expansão na região...
Fonte: Equatorial Energia
Leia mais em:
Denúncias de furto de energia crescem 69% em MT e reforçam papel da população
A participação da população tem sido cada vez mais importante no combate ao furto de energia elétrica em Mato Grosso. Dados do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) apontam que, somente nos cinco primeiros meses de 2026, foram registradas 149 denúncias relacionadas a suspeitas de furto de energia no estado. O número já representa cerca de 69% das 216 denúncias recebidas ao longo de todo o ano de 2025.
O crescimento das denúncias reforça o papel da sociedade no enfrentamento às ligações clandestinas e às fraudes no sistema elétrico. O furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena de até quatro anos de reclusão. Além das consequências legais, as ligações clandestinas colocam vidas em risco e podem provocar acidentes graves, como choques elétricos e incêndios.
“As denúncias anônimas têm contribuído para direcionar fiscalizações e operações realizadas em parceria entre a concessionária e as forças de segurança pública. Nos últimos meses, as ações de combate ao furto de energia foram intensificadas e resultaram em fiscalizações, autuações e prisões em diversas regiões de Mato Grosso”, afirma Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso...
Fonte: G1.Globo
Leia mais em:
“Sol Artificial” chinês começará a produzir eletricidade em 2030
No fim de junho, 2 ímãs supercondutores desenvolvidos na China para um reator de fusão nuclear, conhecido como “sol artificial”, concluíram os testes de aceitação técnica e de desempenho em condições reais de operação.
Entre os equipamentos aprovados está a bobina solenóide central supercondutora de alta temperatura, componente essencial do dispositivo experimental compacto de fusão nuclear. A conclusão do equipamento é esperada para o fim de 2027. A expectativa é que ele produza a 1ª geração de eletricidade a partir da fusão nuclear por volta de 2030.
Para reproduzir o mecanismo de liberação de energia do Sol, o “sol artificial” exige que o combustível seja aquecido a temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius. Nenhum material, porém, suporta esse nível de calor por longos períodos. Por isso, há décadas os cientistas utilizam campos magnéticos intensos para manter o plasma suspenso, impedindo que o combustível entre em contato com as paredes do reator e interrompa a reação de fusão. Na tecnologia mais difundida atualmente, a fusão nuclear controlada utiliza deutério, um isótopo do hidrogênio extraído da água do mar, como combustível...
Fonte: Poder 360
Leia mais em:
AXIA Energia vence três lotes da ex-MEZ e adiciona R$ 50,7 milhões em RAP
A segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026, promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (3) na B3, em São Paulo, consolidou a AXIA Energia como a grande protagonista do certame. A companhia arrematou três dos quatro lotes ofertados, aportando um montante estimado em R$ 668 milhões em investimentos diretos. O ativo restante (Lote 7) foi vencido pelo Consórcio Olympus XX, composto pelas empresas Alupar e Perfin.
No total, o leilão viabilizou R$ 1,8 bilhão em investimentos estruturais para o Sistema Interligado Nacional (SIN), com foco na expansão e confiabilidade da rede nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O resultado geral foi marcado por lances agressivos que alcançaram deságios de até 59% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima estabelecida pelo regulador. A licitação conjunta dos quatro lotes previa uma RAP teto de R$ 315,2 milhões, com prazos de implantação variando entre 42 e 60 meses...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Neoenergia Mobiliza R$ 13,8 Bilhões no Nordeste em Ciclos Recordes para Cosern e Pernambuco
O setor elétrico no Nordeste receberá uma forte injeção de capital nos próximos cinco anos. Em movimentos estratégicos sequenciais, a Neoenergia anunciou os maiores planos de investimento da história de suas distribuidoras no Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern) e em Pernambuco (Neoenergia Pernambuco). Juntas, as concessionárias mobilizarão R$ 13,8 bilhões entre 2026 e 2030.
Os aportes, estruturados após a consolidação de diretrizes de longo prazo, miram o aumento da resiliência dos sistemas frente a eventos climáticos extremos, a digitalização das redes de distribuição e o suporte ao crescimento da carga industrial, turística e do agronegócio na região.
Neoenergia Cosern: Crescimento de 81% no Capex para o Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, o plano plurianual prevê o aporte de R$ 4,1 bilhões, montante que representa uma expansão de 81% frente aos R$ 2,2 bilhões injetados no ciclo anterior (2021-2025). A execução do portfólio de projetos foi viabilizada pela prorrogação antecipada do contrato de concessão da distribuidora potiguar até 2057, conferindo estabilidade regulatória para ativos de longa maturação...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
03/07/2026
Furtos e perdas na distribuição custam R$ 23,2 bilhões; Aneel glosa R$ 3,5 bilhões de distribuidoras
O equilíbrio financeiro e a eficiência operativa do segmento de distribuição voltaram ao centro dos debates regulatórios. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou o relatório anual de perdas de energia elétrica na distribuição, consolidando os dados referentes ao ano civil de 2025. O balanço aponta que as perdas totais no sistema de distribuição alcançaram o patamar de 14,3% de toda a energia injetada nas redes do país.
Em termos de volume físico, o desperdício totalizou 90,2 terawatts-hora (TWh). Desse montante, as perdas técnicas, inerentes às leis da física no transporte e transformação da tensão, responderam por 7,2% (45,2 TWh). Já as perdas não técnicas, causadas principalmente por furtos, fraudes e erros de faturamento, representaram 7,1% (45 TWh). Do ponto de vista econômico, o impacto financeiro na cadeia setorial atingiu a expressiva cifra de R$ 23,2 bilhões, dividida quase igualmente entre limitações técnicas e a criminalidade comercial...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Light identifica 5.326 irregularidades em junho e reforça combate ao furto de energia no semestre
A Light fechou o primeiro semestre de 2026 com reforço nas ações de combate ao furto de energia em toda a sua área de concessão. No período, a companhia identificou 28.193 irregularidades, sendo 5.326 somente em junho, em unidades residenciais e comerciais. As operações são voltadas à fiscalização de ligações clandestinas, fraudes em medidores e outras práticas que colocam a população em risco, sobrecarregam a rede elétrica e prejudicam a qualidade do fornecimento para os clientes regulares.
De janeiro a junho, as equipes da concessionária atuaram em 251 alvos relevantes, em ações realizadas em toda a área de concessão, com maior volume de energia recuperada nas regiões da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. No período, foram recuperados 4,4 GWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 22 mil residências durante um mês.
As operações identificaram ligações clandestinas, desvios de energia e adulterações em sistemas de medição, inclusive em pontos de grande consumo, como mercados, restaurantes e outros estabelecimentos. O resultado representa uma expectativa de R$ 7,7 milhões em valor recuperado. No mesmo período, a companhia também realizou 454 inspeções de segurança, com foco na redução de riscos à rede elétrica e à população...
Fonte: TV Prefeito
Leia mais em:
ANEEL divulga relatório sobre perdas de energia elétrica na distribuição
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou, nesta quinta-feira (2/7), em seu portal na internet relatório com informações sobre perdas técnicas e não técnicas na distribuição no ano de 2025.
O transporte da energia, seja na rede básica ou na distribuição, resulta inevitavelmente em perdas técnicas, pois parte da energia é dissipada no processo de transporte, transformação de tensão e medição em decorrência das leis da física. Já as perdas não técnicas, apuradas pela diferença entre as perdas totais e as perdas técnicas, têm origem principalmente nos furtos (ligação clandestina, desvio direto da rede), fraudes (adulterações no medidor ou desvios), erros de leitura, medição e faturamento.
Em 2025, as perdas totais representaram 14,3% da energia injetada, sendo 7,2% referente às perdas técnicas (45,2 TWh)* e 7,1% às perdas não-técnicas (45 TWh). Segundo o relatório, as perdas não técnicas reais no País representaram um custo da ordem de R$ 11,5 bilhões. Os dados podem ser acessados no link: Relatorio_Perdas_Energia.pdf
Fonte: Gov.br
Leia mais em:
IA e ITSM avançado viram pilares de resiliência para smart grids e infraestrutura de energia
A busca por resiliência e continuidade operacional ganhou um novo vetor de urgência estratégica nas grandes corporações de infraestrutura. Em um cenário no qual a indisponibilidade de sistemas pode acarretar prejuízos milionários e riscos sistêmicos, variáveis como rastreabilidade, governança robusta e experiência digital passaram a ditar a capacidade de escala das companhias. Essa pressão por eficiência coincide com um momento de forte aceleração tecnológica: projeções globais da consultoria PwC indicam que os ganhos de produtividade impulsionados por Inteligência Artificial (IA) podem expandir a economia global em até 15% até o ano de 2035.
Essa nova era de produtividade híbrida, caracterizada pela sinergia profunda entre força de trabalho humana, agentes inteligentes e fluxos de trabalho automatizados, exige uma reformulação na base tecnológica das organizações. É nesse contexto que o gerenciamento de serviços de TI (ITSM) muda de patamar. Antes restrito ao suporte técnico reativo e à sustentação básica, o ecossistema corporativo redesenhou o papel estratégico do gerenciamento para transformá-lo em um motor de eficiência de ponta a ponta...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
ANEEL avança com consulta para medidores inteligentes e mira abertura da baixa tensão
O avanço em direção às redes elétricas inteligentes (smart grids) e à futura abertura do mercado livre de energia para os consumidores de baixa tensão ganhou um novo e decisivo capítulo regulatório. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) instaurou a segunda fase da Consulta Pública nº 1/2026, com prazo para o recebimento de contribuições entre os dias 1º de julho e 14 de agosto de 2026. O objetivo central é formatar os requisitos mínimos dos sistemas de medição inteligente voltados ao faturamento de unidades residenciais, comerciais e demais integrantes do Grupo B.
Esta nova etapa coloca em debate uma proposta de resolução normativa estruturada para alterar os Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (PRODIST) e a consolidação de direitos e deveres disposta na Resolução Normativa nº 1.000/2021. Pelo texto prévio apresentado pelo regulador, a solução de medição inteligente deixa de ser encarada apenas como um equipamento físico isolado e passa a ser classificada como um ecossistema integrado por quatro componentes indissociáveis: o medidor, a interface de comunicação direta com o usuário, o sistema de transmissão de dados e a plataforma de gestão de informações...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
01/07/2026
Fox ESS reforça presença no Brasil e amplia parcerias na América Latina durante evento na China
A Fox ESS, fabricante global em soluções de armazenamento de energia e inversores solares, reforçou seu compromisso com o crescimento do mercado latino-americano durante o Fox ESS Experience LATAM–China 2026.
O evento reuniu 36 empresas líderes do setor, entre distribuidores, integradores, representantes da mídia e parceiros estratégicos do Brasil e da Argentina para uma semana de imersão técnica, comercial e institucional na China.
Com forte presença de parceiros brasileiros, o programa foi desenvolvido para aproximar o mercado nacional da estrutura global da Fox ESS, com o objetivo de oferecer uma visão mais completa sobre a capacidade industrial, inovação tecnológica e estratégia de expansão da companhia para o Brasil e para a América Latina.
Durante o evento, os participantes visitaram a fábrica da Fox ESS em Wenzhou, participaram de reuniões executivas com lideranças globais da empresa e acompanharam treinamentos técnicos e comerciais sobre o portfólio de soluções Fox ESS...
Fonte: Canal Solar
Leia mais em:
https://canalsolar.com.br/foxess-reforca-presenca-brasil-parcerias-latam-evento-china/
IA e ITSM avançado viram pilares de resiliência para smart grids e infraestrutura de energia
A busca por resiliência e continuidade operacional ganhou um novo vetor de urgência estratégica nas grandes corporações de infraestrutura. Em um cenário no qual a indisponibilidade de sistemas pode acarretar prejuízos milionários e riscos sistêmicos, variáveis como rastreabilidade, governança robusta e experiência digital passaram a ditar a capacidade de escala das companhias. Essa pressão por eficiência coincide com um momento de forte aceleração tecnológica: projeções globais da consultoria PwC indicam que os ganhos de produtividade impulsionados por Inteligência Artificial (IA) podem expandir a economia global em até 15% até o ano de 2035.
Essa nova era de produtividade híbrida, caracterizada pela sinergia profunda entre força de trabalho humana, agentes inteligentes e fluxos de trabalho automatizados, exige uma reformulação na base tecnológica das organizações. É nesse contexto que o gerenciamento de serviços de TI (ITSM) muda de patamar. Antes restrito ao suporte técnico reativo e à sustentação básica, o ecossistema corporativo redesenhou o papel estratégico do gerenciamento para transformá-lo em um motor de eficiência de ponta a ponta...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
ANEEL fixa prazo até 2028 para obras da Light no Complexo Lajes e coloca renovação da concessão sob escrutínio
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) definiu um novo marco regulatório para um dos empreendimentos mais sensíveis da infraestrutura hídrica e energética do Estado do Rio de Janeiro. Em decisão aprovada pela diretoria colegiada, a autarquia estabeleceu que a Light deverá concluir, até 31 de março de 2028, as obras do túnel de transposição de água da Usina Hidrelétrica (UHE) Nilo Peçanha, integrante do Complexo Lajes.
Embora a decisão tenha caráter declaratório, por coincidir com o encerramento da atual concessão de geração, ela produz efeitos relevantes sobre a fiscalização do contrato e sobre o processo de renovação da outorga. Paralelamente à definição do prazo, a ANEEL instaurou um procedimento específico para apurar as razões da paralisação das obras e avaliar eventual descumprimento das obrigações contratuais da concessionária.
Além dos impactos regulatórios, o caso expõe um desafio econômico ainda sem solução: como viabilizar um investimento estimado em cerca de R$ 800 milhões em um ativo cujo contrato se encerra em menos de dois anos, sem definição sobre a recuperação desses recursos...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
AXIA antecipa obras e conclui retrofit de R$ 1,11 bilhão em SP e PR
A AXIA Energia concluiu um dos maiores investimentos de sua história voltados para o retrofit e modernização de ativos de transmissão de grande porte no país. Com um aporte consolidado de R$ 1,11 bilhão, a companhia finalizou a substituição de nove bancos de capacitores série de 765 kV nas subestações de Ivaiporã (PR) e Itaberá (SP). A entrada em operação comercial das estruturas ocorreu no último sábado (27), antecipando em cinco meses o prazo limite regulamentar estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A entrega antecipada dos empreendimentos otimiza o fluxo de caixa da transmissora e eleva as condições operacionais do Sistema Interligado Nacional (SIN) em um dos principais corredores de escoamento de energia do país. Com as modernizações concluídas, a AXIA Energia atende as Resoluções Autorizativas da ANEEL, de 2022, assegurando o reajuste da Receita Anual Permitida (RAP) para o patamar de R$ 229 milhões...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Mercado livre amplia disputa por consumidores de energia
A abertura do mercado livre de energia entrou em uma nova fase no Brasil. Depois de décadas restrito a grandes consumidores industriais, o modelo começa a se expandir para um universo muito maior. A partir de 2027, pequenas empresas e estabelecimentos atendidos em baixa tensão poderão escolher seu fornecedor de eletricidade. Em 2028, será a vez dos consumidores residenciais.
A mudança altera uma das principais características do setor elétrico brasileiro. No mercado regulado, o consumidor compra energia exclusivamente da distribuidora local, com tarifas definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mercado livre, passa a negociar diretamente com comercializadoras, podendo escolher preços, prazos contratuais e até a origem da energia.
Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), cerca de 85 mil consumidores já participam do mercado livre. Eles representam aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no País. Apenas em 2025, foram registradas 21,7 mil novas migrações para esse ambiente...
Fonte: Estadao
Leia mais em:
EDF Power Solutions une marcas, atinge 2,1 GW e estreia em transmissão no Brasil
A EDF Power Solutions, braço global do Grupo Électricité de France (EDF) voltado à geração de baixo carbono, infraestrutura de transmissão e serviços de flexibilidade, consolida o primeiro ano de sua reestruturação societária no Brasil. O movimento de unificação das antigas operações da EDF Brasil e da EDF Renewables do Brasil, anunciado originalmente em junho de 2025, acompanhou a governança corporativa global da matriz francesa para concentrar a expertise de engenharia e comercialização sob uma única marca no país.
Ao longo deste ciclo inaugural, que incluiu a integração cultural das equipes em uma nova sede corporativa, a companhia reposicionou de forma drástica o seu perfil de ativos no mercado brasileiro. A principal guinada estratégica envolveu o desinvestimento total em ativos fósseis, consolidado pela venda da Usina Termelétrica (UTE) Norte Fluminense. Em contrapartida, a geradora expandiu sua pegada hidrelétrica por meio da aquisição de 75% da Usina Hidrelétrica (UHE) Dardanelos (261 MW), localizada em Mato Grosso...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Data centers e eletrificação devem elevar consumo de energia no Brasil em 130% até 2050
O planejamento de longo prazo do setor elétrico brasileiro ganha novos contornos diante de uma transformação estrutural na curva de carga do país. Impulsionado pela expansão acelerada da infraestrutura digital e pela substituição gradual de combustíveis fósseis por eletricidade na indústria e no transporte, o consumo de energia elétrica no Brasil deverá crescer aproximadamente 130% até 2050.
A projeção consta em um estudo recente da Envol Energy Consulting, que estima que o mercado nacional saltará dos atuais 764 TWh para cerca de 1.754 TWh nas próximas duas décadas e meia. O avanço acompanha uma tendência global consolidada por especialistas como a “Era da Eletricidade”, em que a descarbonização da economia mundial impõe a eletrificação profunda de processos industriais, edificações e frotas veiculares, combinada ao aumento natural do consumo per capita e da renda da população.
A corrida dos data centers e a vantagem da matriz renovável
No centro dessa nova dinâmica de mercado estão os data centers. O Brasil reúne condições competitivas únicas para se posicionar como um polo global de infraestrutura digital, beneficiado por uma matriz elétrica predominantemente renovável que atende às metas corporativas de descarbonização das grandes empresas de tecnologia (big techs)...
Fonte: Cenário Energia
Leia mais em:
Medidores de energia elétrica: ANEEL abre segunda fase da consulta pública
Quais devem ser as configurações para que um medidor de energia elétrica atenda as novas necessidades dos consumidores brasileiros, como uma futura abertura de mercado para usuários de baixa tensão? A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve definir em breve esses requisitos e conta com sugestões da sociedade na segunda fase da Consulta Pública n° 1/2026, de 1º de julho a 14 de agosto. A consulta trata dos requisitos mínimos para os sistemas de medição inteligente utilizados no faturamento de consumidores de baixa tensão, como residências, pequenos comércios e outras unidades atendidas no chamado Grupo B.
A segunda fase da consulta pública apresenta uma proposta de resolução normativa, aberta a sugestões, que altera regras nos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (PRODIST) e na Resolução Normativa nº 1.000/2021. O texto prévio da resolução define o sistema de medição inteligente como uma solução formada por quatro componentes integrados: medidor, interface de comunicação com o consumidor, sistema de comunicação de dados e sistema de gestão de dados. Nessa fase da consulta pública, a ANEEL debaterá pontos como:
o detalhamento dos requisitos mínimos dos sistemas de medição inteligente;
os prazos e formas de disponibilização dos dados ao consumidor;
as funcionalidades necessárias para viabilizar novas modalidades de faturamento, como o pré-pagamento; e
eventuais ajustes relacionados à segurança cibernética, interoperabilidade e qualidade das informações disponibilizadas...
Fonte: Gov.br
Leia mais em:
