31/08/2026
Neoenergia revê processos para atrair clientes da baixa tensão no mercado livre
A Neoenergia está revisando os processos de migração para o mercado livre de energia para receber clientes de baixa tensão a partir de 2027, segundo a diretora comercial da companhia, Rita Knop.
“Nós estamos falando de 6 milhões de clientes que vão estar disponíveis. Então a gente sai de uma casa onde as empresas têm dois, três, dez mil clientes para 1 milhão. Requer uma preparação muito forte sobre o processo, os sistemas e, naturalmente, as ofertas de produtos e atendimentos cada vez mais personalizados”, disse a diretora em entrevista à agência eixos.
A Neoenergia tem cerca de 3 mil clientes nessa modalidade atualmente. Segundo Knop, companhia busca tornar a jornada do cliente mais simplificada e investir na experiência do consumidor, de olho no novo momento do mercado.
“A capacidade dele [cliente de baixa tensão] de negociação, de entendimento e de lidar com problemas é diferente. Então, tem que ser uma jornada, na nossa avaliação, transparente para o cliente”, afirmou Knop...
Fonte: Eixos
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ANEEL mantém bandeira amarela em setembro diante do avanço do despacho térmico no SIN
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de setembro. A deliberação estende pelo quarto mês consecutivo o repasse de custos adicionais aos consumidores do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), dando sequência ao padrão tarifário aplicado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) desde maio.
A decisão regulatória é fundamentada no estreitamento da margem hídrica nos principais reservatórios do país, dinâmica característica do ápice do período seco no Centro-Sul. A redução nas afluências exige a maior integração de usinas termelétricas com Custo Variável Unitário (CVU) mais elevado para assegurar a potência e a estabilidade da rede nos momentos de pico de carga.
Impacto tarifário e mitigação de déficits na CVA
A vigência da bandeira amarela estabelece a cobrança de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos no ACR. O mecanismo opera como um instrumento de sinalização econômica em tempo real, conectando a fatura do consumidor às oscilações do Custo Marginal da Operação (CMO)...
Fonte: Cenário Energia
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Governo de Minas formaliza indicação de Márcio Nunes para o comando da Cemig
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou ao mercado, por meio de fato relevante divulgado na noite desta sexta-feira (28), que o Governo do Estado de Minas Gerais formalizou a indicação de Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para exercer o cargo de presidente da estatal. A movimentação oficializa o processo de sucessão na liderança executiva do grupo elétrico mineiro.
A reformulação na alta administração da companhia abrange também a reconfiguração de assentos no colegiado superior. O atual CEO, Alexandre Ramos, foi indicado pelo acionista controlador para integrar o Conselho de Administração e assumir a presidência do órgão deliberativo. O governo mineiro também encaminhou o nome de Sérgio Pessoa de Paula Castro para ocupar uma cadeira de conselheiro na concessionária.
Tramitação nos comitês de governança e compliance
As indicações apresentadas pelo Estado passarão agora pela fase de avaliação dos órgãos internos de conformidade da Cemig. O fato relevante ressalta que o rito de posse dos indicados permanece sujeito ao cumprimento integral dos procedimentos de governança alinhados à Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016) e às diretrizes do Estatuto Social da companhia...
Fonte: Cenário Energia
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Fórum das Associações do Setor Elétrico apresenta agenda para os primeiros 100 dias do próximo governo
Agenda assinada por 15 organizações coloca armazenamento, redução do curtailment e resposta da demanda entre as prioridades para 2027 a 2030
O FASE (Fórum das Associações do Setor Elétrico) elaborou uma agenda com sete compromissos e 50 propostas para o setor elétrico brasileiro, voltadas ao período de 2027 a 2030.
Construído com a participação de 15 associações, o documento reúne ações consideradas prioritárias para os primeiros 100 dias do próximo governo federal.
Entre os principais temas estão governança, segurança energética, redução de custos, transparência na conta de luz, expansão da infraestrutura e melhor aproveitamento das fontes renováveis.
Governança é o primeiro compromisso
O primeiro compromisso apresentado na agenda é o fortalecimento da governança do setor elétrico. A avaliação é de que o país não precisa de uma ruptura institucional, mas de uma estrutura capaz de funcionar de forma mais coordenada e eficiente...
Fonte: TagdLaw
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Venda da Origem Energia avança com quatro interessados
Avançaram para a segunda fase de negociações de aquisição da Origem Energia, controlada pela Prisma, quatro proponentes, apurou o Pipeline. A operação, que pode incluir a totalidade da empresa, é avaliada entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, como revelou a coluna em julho. A venda só deve ser concluída após as eleições.
Agora começam as tratativas para chegar à oferta vinculante. Na primeira fase, um número mais amplo de interessados avaliou o negócio, mas nem todos seguem. A Âmbar, por exemplo, controlada pelos irmãos Batista, olhou o negócio - mas resolveu não fazer proposta.
Já a Eneva apresentou oferta, mas discutia se seguiria ou não no processo competitivo, segundo fontes. Fundos e estrangeiros, como a americana New Fortress Energy, estão engajados.
A Origem atua na exploração, estocagem e distribuição de gás liquefeito (LNG), além de geração de energia de energia via usinas termelétricas, com operações nos estados da Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Em Alagoas, a empresa tem a operação de escoamento conectada à malha da Transportadora Associada de Gás (TAG) e conta com um terminal de exportação em Maceió...
Fonte: Pipelinevalor
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28/08/2026
Como a Equatorial melhorou a qualidade dos serviços e virou potência no setor elétrico
A Equatorial Energia cresceu no setor elétrico ao assumir distribuidoras com problemas operacionais e financeiros e melhorar seu desempenho. O primeiro passo foi dado em 2004, com a compra da antiga estatal Cemar, no Maranhão. Desde então, o grupo passou a controlar sete concessionárias, responsáveis pelo atendimento de 13% dos consumidores brasileiros em uma área equivalente a 31% do território nacional. Nos últimos anos, a companhia incorporou operações em Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul. Em 2025, os aportes nas distribuidoras chegaram perto de 8 bilhões de reais. O Pará recebeu 3,5 bilhões de reais, 33% mais que no ano anterior. Os indicadores financeiros acompanharam o movimento: no primeiro trimestre de 2026, a receita líquida aumentou 12%, para 12,8 bilhões de reais, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 11%, alcançando cerca de 3 bilhões de reais. A expansão dos negócios e o histórico de recuperação de concessionárias levaram a Equatorial ao primeiro lugar do setor de energia elétrica no ranking TOP30.
O Pará mostra os resultados desse trabalho. Quando a Equatorial assumiu a concessão, em 2012, mais de 40% da energia distribuída se perdia no caminho, e o fornecimento era marcado por falhas frequente. Desde então, bilhões de reais foram destinados à modernização da rede, ao combate a ligações irregulares e à melhoria dos serviços. Em 2025, o índice de perdas havia caído para 28%, ao mesmo tempo que a duração das interrupções diminuiu. “Em todas essas empresas, replicamos o nosso modelo, de ver valor onde outros não viram”, afirma Augusto Miranda, CEO da Equatorial Energia...
Fonte: Veja.abril
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Coelba, Cosern e Energisa Sergipe renovam concessões por 30 anos com aval do TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) avalizou os processos que garantem mais 30 anos de concessão para distribuidoras de energia que atendem Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe. Juntas, Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Energisa Sergipe anunciaram R$ 30,5 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030 para ampliar e modernizar suas redes nos três estados nordestinos.
A decisão foi tomada pelo plenário do TCU na quarta-feira (26), dentro do acompanhamento feito pela Corte sobre a prorrogação das concessões. O tribunal concluiu pela inexistência de obstáculos à continuidade dos contratos, depois de analisar os procedimentos conduzidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os contratos das três distribuidoras já haviam sido prorrogados pelo Ministério de Minas e Energia em 8 de maio. A análise do TCU funciona como etapa de fiscalização do processo e, portanto, não significa que o tribunal tenha concedido ou renovado diretamente as concessões. O julgamento alcançou ainda CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso e Neoenergia Elektro.
O maior volume de investimentos entre as três distribuidoras nordestinas está na Bahia. A Neoenergia Coelba prevê R$ 24,7 bilhões entre 2026 e 2030, montante 70% superior ao ciclo anterior, segundo a companhia. A concessão foi prorrogada até 2057...
Fonte: Movimento Econômico
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Da usina ao poste, riscos do clima à infraestrutura de energia viram tema obrigatório nas empresas
O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos começa a mudar a forma como empresas do setor elétrico avaliam riscos, operam ativos e planejam investimentos. Vento, calor, chuva, alagamento, seca e queimada impõem desafios distintos a usinas e redes de transmissão e aumentam a preocupação não só com a integridade da infraestrutura, da turbina ao poste de distribuição, mas também com a capacidade de restabelecer a operação em caso de pane.
A adaptação à instabilidade do clima virou tema do planejamento de longo prazo no setor.
Resiliência deixou de ser tema de manutenção e passou a ser de concepção do projeto — diz Vinicius Crema, diretor de Operações da Alupar, que atua em geração, transmissão e comercialização de energia.
A companhia detém participação em 45 concessões de transmissão no Brasil, Colômbia e Peru e soma 798,5 MW de capacidade instalada em 12 empreendimentos de geração hidrelétrica, eólica e fotovoltaica. Para linhas de transmissão, o mais preocupante são eventos como tempestades e ventos severos, raios, alagamentos, deslizamentos e queimadas, capazes de afetar ao mesmo tempo vários alvos, incluindo linhas, subestações, sistemas de comunicação e até a logística necessária para uma resposta eficiente...
Fonte: O Globo
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Com energia de sobra e bilhões em investimentos, Rio mira se tornar polo de IA na América Latina
O Rio quer se transformar na capital da tecnologia e inovação da América Latina por meio de um movimento estratégico que une infraestrutura de larga escala, disponibilidade de energia limpa e parcerias com gigantes do setor privado.
A Invest.Rio, agência de promoção e atração de investimentos da Prefeitura do Rio, estima que, no futuro, existirão apenas de 15 a 20 cidades globais que liderarão a economia digital, focam no uso intensivo de dados, tecnologias de computação, redes de conectividade e inteligência artificial (IA). São essas cidades que passarão a concentrar valor, talento e capital.
— Apenas duas ou três dessas cidades estarão localizadas na América do Sul, e o trabalho prioritário da Invest.Rio é fazer do Rio de Janeiro uma delas — diz Sidney Levy, presidente da Invest.Rio.
O projeto Rio AI City é um dos pilares para viabilizar essa infraestrutura de processamento e viabilizar a transição econômica da cidade, diz Levy. Trata-se de um hub na Barra da Tijuca criado para atrair não apenas data centers, mas uma cadeia completa de IA, nuvem, telecomunicações e cibersegurança...
Fonte: O Globo
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Governo de MG decide trocar comando da Cemig três meses após posse de CEO
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) passará por uma nova mudança no topo do seu comando executivo, apenas três meses após a posse do atual CEO, Alexandre Ramos. A decisão de indicar um novo nome para a presidência da estatal foi tomada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, motivada por alinhamentos políticos e reorganização de forças partidárias no estado.
A troca prematura na liderança ocorre em um momento de afunilamento do calendário eleitoral mineiro. Na estratégia desenhada pelo Palácio Tiradentes, a reconfiguração da diretoria busca estreitar o diálogo com legendas aliadas e acomodar grupos políticos na estrutura da maior concessionária de energia da região, inserindo um componente de instabilidade institucional na gestão da elétrica.
Nomes indicados passam por comitês de compliance
Para dar andamento ao processo de sucessão, dois nomes foram submetidos à avaliação formal dos comitês de governança e integridade da Cemig. O ex-presidente da Copasa e da Gasmig, Marcio Nunes, desponta como o favorito para ocupar o cargo executivo principal, respaldado por articulação ligada ao União Brasil e acumulando uma trajetória de 28 anos no grupo Eletrobras e na diretoria financeira de Furnas...
Fonte: Cenário Energia
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Setembro deve ter bandeira amarela e PLD de R$ 165/MWh, projeta Armor Energia
A bandeira tarifária para o mês de setembro deve permanecer no patamar amarelo, gerando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos na tarifa regulada. A projeção da Armor Energia indica uma melhora significativa nas condições de suprimento do Sistema Interligado Nacional (SIN) em comparação ao mesmo período de 2025, quando a escassez hídrica exigiu o acionamento da bandeira vermelha patamar 2.
A desaceleração dos custos térmicos neste encerramento do período seco decorre de uma conjunção favorável de fatores hidráulicos e operacionais, mitigando a necessidade de despachos de maior Custo Marginal de Operação (CMO).
Condições hídricas e oferta contratada aliviam o CMO
A recuperação dos volumes afluentes na Região Sul atua como vetor primário para a contenção dos custos de geração no curto prazo. Simultaneamente, a integração de novos montantes de potência garante maior robustez para o atendimento aos picos de carga do sistema.
Ao avaliar o comportamento das variáveis que sustentam a projeção para o próximo mês, o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes, destaca a combinação entre fatores climáticos e avanços na infraestrutura contratada: “Além das chuvas, a entrada em operação dos contratos do LRCAP 2026 amplia a capacidade de resposta do sistema e contribui para um cenário de maior segurança no atendimento à demanda.”...
Fonte: Cenário Energia
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BNDES e Curitiba firmam acordo para enterrar 120 km de redes e modernizar infraestrutura urbana
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura de Curitiba firmaram, nesta terça-feira (25), um protocolo de intenções para estruturar um projeto de modernização da infraestrutura urbana da capital paranaense. A proposta prevê a implantação de 120 quilômetros de redes subterrâneas de energia elétrica e telecomunicações, integrada a soluções de segurança e gestão de cidades inteligentes, com investimento estimado em mais de R$ 1,2 bilhão.
O acordo abre a etapa de estudos para definir o modelo técnico, econômico-financeiro, jurídico e regulatório do projeto. Além do enterramento da infraestrutura, a iniciativa contempla a modernização e a zeladoria do cabeamento aéreo remanescente, bem como a instalação de tecnologias como videomonitoramento, sensores e sistemas integrados de gestão urbana.
A estruturação terá de considerar as interfaces com concessões e contratos já existentes e com a regulação dos setores elétrico e de telecomunicações. O objetivo é estabelecer um modelo capaz de viabilizar investimentos em uma infraestrutura compartilhada, envolvendo agentes submetidos a diferentes regimes regulatórios...
Fonte: Cenário Energia
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Furtos de energia chegam a 45 TWh e geram prejuízo de R$ 11,5 bilhões
O furto de energia elétrica atingiu em 2025 o maior volume absoluto dos últimos 15 anos no Brasil, com 45 terawatt-hora (TWh) desviados por ligações clandestinas e outras irregularidades. O montante corresponde a 7,1% de toda a eletricidade produzida no país no período.
Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consolidados pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), e foram divulgados pelo blog da jornalista Míriam Leitão, de O Globo.
Segundo a Abradee, a quantidade de energia furtada seria suficiente para suprir todo o consumo de eletricidade do Brasil durante 26 dias. O volume também supera em 47% toda a energia produzida pela usina hidrelétrica de Belo Monte ao longo de 2025.
O prejuízo provocado pelos furtos foi estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões no ano. Desse total, R$ 7,9 bilhões acabaram incorporados às tarifas e, portanto, pagos pelos consumidores que mantêm suas contas de luz em dia. Outros R$ 3,582 bilhões foram absorvidos pelas distribuidoras...
Fonte: Brasil 247
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Mercado de data centers no Brasil deve dobrar de tamanho até 2030 impulsionado por inteligência artificial
Projeções apontam para uma forte expansão da capacidade instalada de infraestrutura digital no país, atraindo bilhões em investimentos privados e pressionando o setor elétrico
O que aconteceu
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Expansão Acelerada: A capacidade dos data centers no Brasil deve dobrar de tamanho até o final desta década (2030), impulsionada pela demanda crescente por inteligência artificial generativa e computação em nuvem.
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Hub da América Latina: O país consolida sua posição como o principal polo de infraestrutura digital da região, concentrando mais de 60% da capacidade instalada sul-americana.
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Gargalo Energético: O crescimento da infraestrutura impõe um desafio de escala para a matriz elétrica, exigindo novas fontes limpas de suprimento contínuo e conexão rápida à rede.
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Atratividade de Capital: Gigantes globais de tecnologia (hyperscalers) reforçam planos de capex no mercado brasileiro para sustentar a baixa latência de novos modelos de IA...
Fonte: Isto É Dinheiro
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EDP investirá R$ 450 milhões em transmissão de energia em Goiás até 2028
A EDP vai investir cerca de R$ 450 milhões na infraestrutura de transmissão de energia em Goiás entre 2026 e 2028. O programa prevê a ampliação e modernização de linhas de transmissão e subestações, além da instalação de sistemas de proteção e automação, fibras ópticas e novos pontos de conexão.
A companhia pretende utilizar os investimentos para elevar a capacidade operacional e a confiabilidade da rede no estado, que vem ganhando relevância para atividades de maior demanda elétrica, como data centers, computação em nuvem, inteligência artificial, indústria de alta tecnologia e agronegócio automatizado. A estratégia também posiciona Goiás como centro de referência da EDP para o desenvolvimento de competências e soluções aplicadas ao negócio de transmissão.
Modernização prepara rede para novas cargas
O pacote de investimentos inclui melhorias em subestações, modernização de equipamentos e implantação de tecnologias destinadas a tornar a operação da rede mais digital e resiliente. A instalação de fibras ópticas e sistemas avançados de proteção e automação deverá ampliar a capacidade de monitoramento e resposta da infraestrutura...
Fonte: Cenário Energia
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26/08/2026
Equatorial celebra 20 anos na B3 com R$ 50 bi em valor de mercado e BAR de R$ 35 bilhões
O Grupo Equatorial completou duas décadas de listagem na B3, consolidando uma trajetória marcada pela expansão de ativos, diversificação setorial e forte crescimento dos indicadores financeiros. A companhia, que iniciou sua história no mercado de capitais a partir da aquisição da antiga Cemar, no Maranhão, alcançou valor de mercado próximo de R$ 50 bilhões e operações estruturadas em distribuição, transmissão, geração de energia elétrica e saneamento básico.
A abertura de capital começou a ser desenhada em 2004, com a compra da Cemar, e culminou na oferta inicial de ações em 2006, quando captou R$ 540 milhões. Em 2008, a companhia migrou para o Novo Mercado da B3, nível máximo de governança corporativa da bolsa brasileira. Desde então, entre 2005 e 2025, o EBITDA ajustado saltou de R$ 188,6 milhões para R$ 12,2 bilhões, com a receita líquida avançando de R$ 1 bilhão para R$ 34,9 bilhões. No mesmo intervalo, a Base de Ativos Regulatória (BAR) expandiu-se de R$ 800 milhões para R$ 35 bilhões.
Da distribuição regional à plataforma integrada de infraestrutura
A transformação do grupo ocorreu por meio de aquisições estratégicas e diversificação de receitas reguladas. O primeiro grande movimento além da distribuição ocorreu em 2016, com o ingresso no segmento de transmissão. Na distribuição de eletricidade, o grupo expandiu sua presença para além do Maranhão ao arrematar as concessionárias do Piauí e de Alagoas e, posteriormente, incorporar a CEEE-D, no Rio Grande do Sul...
Fonte: Cenário Energia
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Enel Rio registra furto de 4 km de cabos elétricos no primeiro semestre de 2026
A Enel Rio registrou o furto de 4 quilômetros de cabos elétricos em vias públicas de sua área de concessão no primeiro semestre deste ano — quantidade equivalente à extensão total da orla de Copacabana. Campos dos Goytacazes, Niterói, Teresópolis, Rio das Ostras, Itaperuna, Petrópolis, Iguaba Grande e Maricá lideram o ranking desse tipo de ocorrência. Ao todo, cerca de 300 clientes da concessionária foram impactados pelo crime nas 66 cidades atendidas pela empresa.
Para combater o furto de componentes da rede elétrica, a Enel Rio tem substituído cabos por materiais de menor valor comercial, sem comprometer a qualidade do serviço, e atua em parceria com autoridades de segurança. No Rio de Janeiro, a distribuidora integra um grupo de trabalho que reúne a Secretaria de Estado da Polícia Militar (SEPM), por meio da Subsecretaria de Inteligência (SSI), e outras concessionárias de serviços públicos, com o objetivo de combater diversos delitos.
Crime em rota de ascensão
Segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), o roubo de cabos de energia é um crime que vem se espalhando pelas cidades brasileiras. Um estudo da entidade mostra que o número de ocorrências relacionadas ao roubo de cabos triplicou de 2024 para 2025, com prejuízos de R$ 90 milhões para as distribuidoras apenas no ano passado. O volume de cabos furtados no país atingiu 975 toneladas em 2025, mais do triplo das 300 toneladas registradas em 2024...
Fonte: O Globo
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Prisma coloca Origem Energia à venda
A Prisma Capital está avançando em um processo para vender a Origem Energia, uma junior oil que nos últimos anos se tornou uma das maiores produtoras independentes de gás do País.
A gestora de ativos alternativos de Marcelo Hallack, João Mendes e Lucas Canhoto entrou na companhia no final de 2020. A Origem foi fundada há uma década pela engenheira de petróleo Luna Viana.
A saída agora é vista como um movimento natural para a Prisma após seis anos, e a decisão por um M&A ocorre devido ao mercado ainda fechado para IPOs, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal.
A Prisma investiu na Origem quando esta ainda se chamava Petro+ e tinha apenas alguns campos exploratórios. Após uma fusão com a Eagle, outro veículo de óleo e gás de seu portfólio, surgiu a Origem, que cresceu comprando campos operacionais desinvestidos pela Petrobras: os pólos Alagoas e Tucano Sul.
Entre 2022 e 2026, a produção nos campos da Origem, todos em terra, saltou de 4 mil para perto de 20 mil barris de óleo equivalente por dia, posicionando-a entre as maiores junior oils nacionais – atrás de PRIO, Brava e PetroRecôncavo.
A companhia também arrematou contratos para construir mais de 300 megawatts em termelétricas a gás no leilão de capacidade de energia promovido pelo Governo em junho...
Fonte: Braziljournal
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https://braziljournal.com/prisma-coloca-origem-energia-a-venda/
Aneel autoriza ISA Energia a ofertar baterias para clientes corporativos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a ISA Energia Brasil a prestar serviços de eficiência energética e gestão de consumo para clientes corporativos por meio de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês). A atividade foi enquadrada como atípica, permitindo que a transmissora desenvolva o negócio com sua própria estrutura, sem necessidade de constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE).
O pedido havia sido protocolado pela companhia em agosto de 2024. A autorização permite a entrada da ISA Energia no mercado privado de soluções de armazenamento, mas estabelece como condição a segregação integral dos ativos, custos e receitas da nova atividade em relação à concessão de transmissão.
A medida ocorre em meio à expansão das aplicações de baterias no setor elétrico brasileiro, tanto para serviços associados ao sistema quanto para soluções voltadas diretamente a consumidores de maior porte.
Receita terá parcela destinada à modicidade tarifária
Por não integrar as atividades originalmente previstas no contrato de concessão, a operação foi classificada pela Aneel como atividade atípica na categoria de serviços de engenharia. O enquadramento determina o tratamento regulatório da receita obtida com a prestação dos serviços...
Fonte: Cenário Energia
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Gestão de carga, BESS e mobilidade orientam diversificação no mercado livre
A transformação do papel do consumidor no setor elétrico brasileiro, motivada pela abertura gradual do Ambiente de Contratação Livre (ACL), pela queda nos custos de armazenamento e pelo avanço da eletrificação, vem impulsionando novos modelos de negócios focados na gestão integrada de insumos energéticos. Nesse cenário, a comercializadora e consultoria catarinense Artéria Energia, que acumula mais de R$ 20 milhões em economia gerada para cerca de mil clientes, amplia seu portfólio para atuar na convergência entre contratação livre, sistemas de armazenamento por baterias (BESS) e infraestrutura de recarga para veículos elétricos.
A estratégia visa atender ao perfil de demanda emergente nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para a base industrial e comercial de Santa Catarina. Além da economia financeira direta proporcionada pela migração ao ACL, o foco operacional passa a incorporar o gerenciamento do perfil de consumo, a previsibilidade orçamentária e a redução de emissões no escopo de sustentabilidade corporativa (ESG).
Ao analisar a transformação do perfil dos consumidores, a fundadora e CEO da Artéria Energia, Casiane Moczulski, afirma que a motivação para a migração e a adoção de novas tecnologias ultrapassou a busca pontual por redução de custos: “A economia vem da combinação entre negociação, gestão estratégica do consumo e escolha adequada do fornecedor. Empresas com consumo relevante e perfil de demanda mais previsível tendem a capturar oportunidades maiores no mercado livre.”...
Fonte: Cenário Energia
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ANEEL abre consulta para discutir metas de enterramento de redes de distribuição
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) abriu a Consulta Pública nº 29/2026 para discutir a adoção de metas regulatórias para o enterramento de redes de distribuição de energia elétrica. O processo avalia a possibilidade de estabelecer obrigações para que distribuidoras e permissionárias substituam trechos de redes aéreas por infraestrutura subterrânea.
A consulta terá início nesta quinta-feira (27) e receberá contribuições até 12 de outubro. A discussão envolve um dos principais desafios para a modernização da distribuição: conciliar ganhos de confiabilidade e segurança operacional com o elevado investimento necessário para a conversão da infraestrutura e os possíveis impactos sobre a tarifa de energia.
Atualmente, apenas 0,4% da rede de distribuição brasileira é subterrânea. A ANEEL avalia que a expansão desse modelo pode reduzir a exposição da infraestrutura a eventos climáticos extremos, diminuir interrupções no fornecimento e contribuir para o combate às perdas comerciais associadas ao furto de energia.
Redes subterrâneas podem ampliar resiliência
A discussão ocorre em um cenário de maior preocupação com a resiliência das redes elétricas diante da intensificação de eventos climáticos severos. Redes aéreas estão mais expostas a vendavais, tempestades e à queda de árvores, fatores que podem provocar interrupções e elevar o tempo necessário para a recomposição do serviço...
Fonte: Cenário Energia
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Aneel rejeita perícia pedida pela Enel e dá 10 dias para empresa apresentar defesa final
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou nesta segunda-feira (24) o pedido de prova pericial feito pela Enel Distribuição São Paulo no processo administrativo que avalia a recomendação de extinção do contrato de concessão da empresa.
Com a decisão, a fase de instrução do processo foi encerrada. A Enel terá agora 10 dias para apresentar suas alegações finais, antes da deliberação definitiva da agência sobre a recomendação de caducidade. As informações são da Agência Brasil.
Considerada uma medida extrema, a caducidade (ou extinção do contrato) pode ocorrer quando confirmado que a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população.
A concessionária havia pedido a realização de uma perícia independente sob o argumento de que o processo envolve questões de elevada complexidade técnica, incluindo aspectos meteorológicos, operacionais, estatísticos e regulatórios.
Segundo a empresa, a perícia seria necessária para revisar premissas utilizadas pela fiscalização, esclarecer pontos considerados controversos e avaliar os impactos do evento climático ocorrido em dezembro de 2025.
A Enel também argumentou que uma perícia externa ajudaria a garantir maior imparcialidade à análise. A empresa questionou o fato de a Aneel concentrar as funções de fiscalização, instrução e julgamento do processo e afirmou que o caso não deveria ser decidido apenas com base em manifestações produzidas pelos próprios técnicos da agência...
Fonte: G1.Globo
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24/08/2026
GE Vernova lança sistema de energia de média tensão para data centers de IA
A GE Vernova Inc. (NYSE:GEV) lançou um novo sistema de alimentação ininterrupta (UPS) de média tensão projetado para atender às crescentes necessidades de eletricidade de data centers, infraestrutura de inteligência artificial e outras instalações com alto consumo de energia.
O novo sistema MV-UPS transfere a proteção de energia para o nível de média tensão, em vez de depender principalmente da proteção de baixa tensão tradicionalmente usada em data centers. A GE Vernova afirma que essa abordagem pode proporcionar uma proteção mais coordenada em seções maiores de uma instalação, além de ajudar a gerenciar requisitos de energia cada vez mais complexos.
MV-UPS visa atender às crescentes demandas de energia dos data centers
O sistema é posicionado entre a entrada de energia elétrica de uma instalação e suas cargas críticas, permitindo que uma única plataforma forneça proteção a uma área mais ampla da infraestrutura elétrica.
A GE Vernova afirma que o projeto também pode ajudar a limitar o impacto de mudanças repentinas na demanda de eletricidade na rede elétrica em geral ou nos ativos de geração localizados na usina.
Essa capacidade está se tornando cada vez mais importante, visto que os centros de dados de IA exigem quantidades substanciais e variáveis de eletricidade, criando novos desafios para a estabilidade da rede e o gerenciamento de energia no local...
Fonte: Advfn
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https://br.advfn.com/jornal/2026/08/ge-vernova-sistema-ups-energia-data-centers-ia
Liberdade de escolha, novos riscos e novas oportunidades no mercado livre para baixa tensão
O setor elétrico brasileiro atravessa uma transformação estrutural que ultrapassa os limites das tradicionais discussões sobre geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. Gradativamente, o próprio papel do consumidor dentro dessa estrutura vem sendo reformulado.
Historicamente, grande parcela dos consumidores brasileiros esteve vinculada ao Ambiente de Contratação Regulada – ACR, no qual a aquisição de energia ocorre por intermédio da distribuidora responsável pela área de concessão. A progressiva abertura do Ambiente de Contratação Livre – ACL, contudo, tem alterado essa lógica ao conferir a determinados consumidores a possibilidade de escolher o fornecedor da energia elétrica consumida.
Esse movimento atingiu um novo estágio com a Lei nº 15.269, de 24 de novembro de 2025, diploma que promoveu extensa modernização do marco regulatório do setor elétrico e incorporou à Lei nº 9.074/1995 instrumentos destinados à ampliação da liberdade de escolha, ao tratamento da abertura do mercado e à criação do Suprimento de Última Instância – SUI.[1]
O Decreto nº 13.097, de 12 de agosto de 2026, insere-se nesse contexto e regulamenta pontos necessários para que a abertura alcance os consumidores atendidos em tensão inferior a 2,3 kV.[2] A relevância do Decreto, entretanto, não deve ser reduzida às datas estabelecidas para a liberalização...
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/escolha-oportunidades-mercado-livre-baixa-tensao/
Aneel aprova reestruturação acionária em 16 concessionárias de transmissão da Neoenergia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chancelou a reestruturação do controle societário direto e indireto de 16 concessionárias de transmissão de energia elétrica operadas pela Neoenergia. A deliberação foi oficializada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24/08/2026), por meio do Despacho nº 3.033, emitido pela Superintendência de Fiscalização Econômica, Financeira e de Mercado (SFF). O ato regulatório baseia-se nas diretrizes da Resolução Normativa nº 948/2021 e nas análises da Nota Técnica nº 188/2026-SFF/Aneel, visando ao alinhamento operacional e à otimização da governança dos ativos em âmbito nacional.
Na primeira frente da reorganização, o órgão regulador autorizou a transferência do controle societário direto e indireto de sete transmissoras do grupo para a Neoenergia Transmissão S.A., mantendo-se a titularidade indireta na holding Neoenergia S.A. Esta etapa abrange as concessionárias Potiguar Sul, Neoenergia Vale do Itajaí, Neoenergia Paraíso, Neoenergia Guanabara, Neoenergia Alto Paranaíba, Neoenergia Estreito e Neoenergia Morro do Chapéu.
Remanejamento de controle indireto e trâmites regulatórios
Em paralelo, a Aneel anuiu o remanejamento do controle societário indireto de outras nove concessionárias de transmissão do portfólio para que sejam exercidas de forma unificada diretamente pela holding Neoenergia S.A. O bloco engloba os ativos Neoenergia Jalapão, Neoenergia Santa Luzia, Neoenergia Rio Formoso, Neoenergia Sobral, Neoenergia Atibaia, Neoenergia Biguaçu, Neoenergia Dourados, Neoenergia Itabapoana e a SE Narandiba S.A...
Fonte: Cenário Energia
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ONS realiza segundo corte emergencial de energia neste ano
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o corte na geração distribuída de energia neste domingo para evitar a sobrecarga da rede. É a segunda vez que o órgão aciona o mecanismo neste ano para equilibrar a carga de energia no sistema. O sistema elétrico precisa manter equilíbrio permanente entre a energia produzida e a consumida. Quando a geração fica muito acima da demanda, aumenta o risco de desligamento automático de equipamentos.
Geração distribuída é a modalidade em que o próprio consumidor residencial ou empresarial produz sua energia e pode vender o excedente para o sistema. No Brasil, o tipo mais comum é com energia solar.
O plano emergencial atinge a chamada mini e microgeração distribuída do tipo 3. Essa categoria inclui pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e fontes eólicas e solares de menor porte.
"O recurso é indicado para manter o equilíbrio do sistema frente à geração da micro e minigeração distribuída, combinada a uma carga menor por causa do final de semana", disse o ONS em comunicado.
As distribuidoras de energia foram informadas neste sábado de que seria necessário acionar o plano de gestão de excedentes no domingo. O corte começou às 11h e seguiu até as 13h30, segundo o pedido do ONS às empresas. O ONS não tem controle sobre essas fontes e, por isso, precisa acionar as distribuidoras...
Fonte: Jornal do Comércio
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Conta de luz: consumidor poderá escolher fornecedor de energia; mudança promete economia
Novas regras do setor elétrico vão permitir que, em breve, todos os consumidores escolham o próprio fornecedor de energia.
Uma empresa de logística de São Bernardo do Campo (SP) pagava uma conta de eletricidade bem alta. R$ 37 mil por mês, mas, há dois anos, passou a comprar energia no mercado aberto e a conta caiu quase 30%.
Em 2024, os grandes consumidores — indústrias, shoppings, empresas maiores — puderam deixar de comprar energia da distribuidora e passaram a negociar preços menores com comercializadoras de energia.
O pequeno consumidor vai poder fazer o mesmo. A partir de novembro do ano que vem, lojas de rua, padarias, restaurantes e outras pequenas empresas vão ter o direito de escolher de quem vão comprar energia. E em novembro de 2028, chega a nossa vez, os consumidores residenciais.
Antes de fazer planos, é bom entender as regras e como o serviço pode melhorar para o consumidor.
Isso não deve mudar com a troca, porque a distribuição continuará a ser feita pela concessionária de cada cidade, com a infraestrutura que já existe.
O que muda é que empresas vão ser criadas para comprar a energia das geradoras e vender ao consumidor -- que pode contratar diretamente, cumprindo contrato de pelo menos 12 meses.
Funcionará de um jeito parecido com o mercado de telefonia no Brasil...
Fonte: G1.Globo
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Concessionárias agora são obrigadas a vistoriar medidor de luz antes da mudança de titularidade da conta
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro promulgou, nesta sexta-feira (21), a Lei nº 9.564/2026, que obriga as concessionárias de energia elétrica a realizarem a vistoria no medidor antes da mudança de titularidade da conta de luz.
A medida pretende evitar que defeitos no medidor de energia ou irregularidades deixadas pelo antigo titular da conta gerem custos excessivos ou prejuízos aos novos moradores do imóvel.
Com a vistoria, o novo titular fica protegido de ser responsabilizado por possíveis irregularidades cometidas pelo antigo morador ou por defeitos no relógio de luz.
Pela legislação, se algum problema for constatado durante a vistoria, o equipamento deverá ser substituído pela concessionária. A substituição do aparelho será a condicionante para a troca da titularidade da conta.
Com a publicação em Diário Oficial, a lei entra em vigor nesta sexta-feira (21).
Fonte: Diário do Rio
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IA pressiona infraestrutura elétrica e data centers no Brasil, aponta estudo da AXIA
A expansão da inteligência artificial (IA) para aplicações comerciais começa a pressionar a infraestrutura necessária para sustentar o processamento de dados no Brasil. Estudo da AXIA Energia, com apoio metodológico da Innoscience, mostra que 35,6% das startups pesquisadas já tiveram projetos, atendimento a clientes ou crescimento operacional limitados por restrições na infraestrutura de processamento.
O levantamento ouviu 90 fundadores e líderes de tecnologia e aponta que a passagem da IA do ambiente experimental para aplicações em produção amplia a necessidade de capacidade computacional, segurança, conectividade, data centers e fornecimento de energia elétrica confiável.
A pressão tende a aumentar nos próximos meses. 75,6% das empresas consultadas projetam ampliar a demanda por infraestrutura computacional nos próximos 12 meses, indicando potencial crescimento das cargas associadas às aplicações de IA e da necessidade de infraestrutura capaz de suportá-las.
Infraestrutura passa a limitar escala
O tipo de modelo de negócio determina como o gargalo de infraestrutura atinge a empresa. Para as startups AI-native, a limitação computacional é uma ameaça existencial imediata à receita e à capacidade de escala. Já no caso das operações AI-enabled, onde a ferramenta atua de forma complementar, os efeitos surgem de maneira gradual na perda de eficiência operacional, compressão de margens e atraso no lançamento de soluções...
Fonte: Cenário Energia
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21/08/2026
Axia fecha acordo de R$ 1,3 bi no STF com Piauí e União para encerrar disputa da Cepisa
A Axia Energia firmou um Termo de Transação com a União e o Governo do Estado do Piauí para extinguir a Ação Cível Originária (ACO) 3.024 em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo pacifica uma disputa jurídica histórica sobre reequilíbrios financeiros decorrentes do processo de privatização da Companhia Energética do Piauí (Cepisa).
Pelo arranjo pactuado, a companhia pagará R$ 1,3 bilhão ao estado do Piauí em duas parcelas fixas de R$ 650 milhões. A primeira quota vence em até cinco dias úteis após o trânsito em julgado da homologação do acórdão pelo Plenário do STF, enquanto a segunda está agendada para 20 de dezembro.
A tese do Estado e as origens da controvérsia
O litígio remontava ao arcabouço contratual do final da década de 1990, quando a União assumiu o controle das distribuidoras estaduais para posterior alienação. O governo piauiense alegava ter sofrido prejuízos financeiros pela demora na conclusão da alienação...
Fonte: Cenário Energia
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TAESA conclui retrofit de Saíra 20 meses antes do prazo e eleva RAP para R$ 195,9 milhões
A TAESA energizou a última etapa do Projeto Saíra, empreendimento de transmissão responsável por conectar os sistemas elétricos do Brasil e da Argentina. Com capacidade de transmissão de 2,2 GW e investimento total de R$ 1,17 bilhão, a obra marca o primeiro retrofit em alta tensão em corrente contínua (HVDC) realizado no setor elétrico nacional. A entrega ocorreu com aproximadamente 20 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para março de 2028.
Localizada entre os estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, a infraestrutura atua como o maior sistema back-to-back do mundo. A modernização substituiu antigos componentes de controle por plataformas digitais de última geração, a exemplo da tecnologia MACH, otimizando a precisão no direcionamento do fluxo de potência e elevando a segurança operacional do intercâmbio binacional de energia.
Tecnologia digital e testes em tempo real
A intervenção no ativo exigiu a instalação de mais de 6 mil placas eletrônicas modulares em instalações em plena operação há duas décadas. Como parte do arranjo tecnológico implementado, foi construída uma réplica funcional do sistema para permitir ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a execução de simulações em tempo real. A estrutura viabiliza testes prévios de condições operativas críticas sem colocar em risco o fornecimento contínuo à rede...
Fonte: Cenário Energia
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Aneel diz não ter verba para divulgar mercado livre de energia
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não tem os recursos necessários para executar o plano de comunicação da abertura do mercado livre de energia aos consumidores residenciais, atribuição dada à agência pelo decreto do governo que regulamentou a medida.
O diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, disse, nesta 5ª feira (20.ago.2026) durante evento na sede da Aneel, em Brasília, que a reguladora não tem espaço em seu orçamento para conduzir uma campanha de conscientização sobre a possibilidade de os consumidores migrarem para o mercado livre, medida considerada pelo setor elétrico como necessária para a efetividade da nova política.
“Eu não tenho estrutura de comunicação aqui para preparar uma campanha de âmbito nacional. Eu não tenho recurso financeiro. Uma campanha dessa, eu tenho que contratar uma agência de publicidade, uma agência de comunicação e o recurso é muito elevado para isso. Eu não tenho no meu orçamento”, disse Sandoval a jornalistas...
Fonte: Poder 360
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Setor de energia crescerá com chegada do mercado livre para todos
Consumidores residenciais poderão escolher de quem comprar energia a partir de novembro de 2028, assim como ocorre com a telefonia hoje. E a chegada do chamado mercado livre de energia para todos os brasileiros deverá ampliar o número de comercializadoras e o tamanho desse setor. Hoje, o segmento é restrito a grandes empresas.
O que você precisa saber
Enquanto a mudança será feita para os consumidores residenciais apenas no fim de 2028, para pequenas indústrias, a alteração acontecerá já no fim do ano que vem. "A abertura do mercado vai criar uma expansão dos comercializadores e vai ter muita oportunidade para o crescimento. O mercado ficará maior e mais líquido", disse Lino Lopes Cançado, CEO da Eneva, nesta quinta-feira (20), no MinutoMega Talk - evento promovido pelo MegaWhat, site parceiro do UOL.
A promessa do mercado livre é dar às famílias um poder que hoje pertence aos grandes consumidores: escolher de quem comprar energia. O resultado, segundo os representantes do setor, dependerá da clareza das ofertas, da segurança das empresas e do desconto que efetivamente chegar à conta de luz…
Fonte: Economia.uol
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Drones, IA e hidrogênio: empresas do setor elétrico usam novas tecnologias para enfrentar desafios
A transição sem precedentes pela qual passa o setor elétrico combina a descentralização da oferta e consumo, impulsionada pela potencial abertura do mercado livre em 2028 e por mais de quatro milhões de prosumidores (consumidores que geram energia) de geração distribuída, a novos vetores de demanda, representados pela mobilidade elétrica e pelas robustas infraestruturas de dados. Em outra frente, a crise climática exige repensar a resiliência dos ativos e se antecipar a eventuais problemas. Diante desses desafios, o investimento em eficiência e inovação tornou-se imperativo de sobrevivência e competitividade.
Uma das dez mais inovadoras do país e líder no ranking setorial, a Axia Energia tem investido na melhor gestão das suas 80 usinas de geração e mais de 70 mil quilômetros de linhas de transmissão com base em investimentos em inteligência artificial (IA) e análise de dados para aumentar sua resiliência climática e aumentar eficiência. A maior geradora e transmissora de energia elétrica do país desenvolveu um modelo de infraestrutura de computação em nuvem (neocloud), voltado para processamento de dados que exigem alto desempenho, como IA...
Fonte: Época Negócios
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ANEEL debate impactos do Super El Niño e discute caminhos para fortalecer a resiliência do setor elétrico
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sediou nesta quarta-feira (20/8) o evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, que reuniu especialistas, representantes do governo, agentes do setor elétrico e pesquisadores para debater os impactos dos eventos climáticos extremos sobre o Sistema Elétrico Nacional. O encontro contou com transmissão ao vivo pelo canal da ANEEL no YouTube.
Integraram a mesa de abertura o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa; o secretário nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), João Daniel Cascalho; a diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cristiane Battiston; o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Armin Braun; o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea; a presidente executiva da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto; a presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi; e a diretora da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Camilla Fernandes.
O encontro ocorreu em um contexto de crescente atenção com os efeitos climáticos na infraestrutura energética mundial. No Brasil, as características do sistema tornam os debates em torno do fortalecimento e da capacidade de adaptação do setor elétrico um tema cada vez mais relevante...
Fonte: Gov.br
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Enel SP aponta cerceamento de defesa e pede 30 dias para estudo técnico no processo de caducidade na ANEEL
A Enel São Paulo solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) um prazo adicional de 30 dias para apresentar, às próprias custas, um estudo técnico independente dentro do processo administrativo que pode culminar na recomendação de caducidade de sua concessão. O requerimento integrou as alegações finais protocoladas na última quarta-feira (19) no processo nº 48500.903331/2024-72, no qual a companhia acusa o cerceamento de defesa devido ao encerramento prematuro da fase de instrução.
A distribuidora argumenta que o Ofício 15/2026-GAB II-AMAC/ANEEL encerrou a etapa instrucional e abriu o prazo para alegações finais sem manifestação prévia sobre o pedido de perícia técnica formulado no início do processo. A empresa argumenta que a controvérsia exige pareceres multidisciplinares para pacificar divergências metodológicas. Caso a Diretoria Colegiada mantenha o indeferimento da perícia formal, a concessionária pede a concessão de 30 dias para a entrega do estudo técnico e a consequente devolução integral do prazo de alegações finais após a análise da Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT)...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/20/enel-sp-caducidade-aneel-prova-tecnica-cerceamento-defesa/
Cepel lança monitorador para subestações digitais com potencial de reduzir custos em até 80%
O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) lançou o SAGE Monitorador de Rede, ferramenta voltada ao monitoramento da infraestrutura de comunicação de subestações digitais. Integrada ao Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia (SAGE), a solução acompanha o tráfego de dados em tempo real, identifica anomalias e emite alertas para apoiar o diagnóstico de falhas e a manutenção das instalações.
De acordo com o Cepel, a tecnologia tem potencial para reduzir entre 70% e 80% os custos de implantação e operação em comparação com soluções tradicionais de mercado. O desenvolvimento ocorre em um momento de maior digitalização das subestações e de expansão da utilização do padrão IEC 61850, que estabelece protocolos para a comunicação entre equipamentos e sistemas de automação elétrica.
A proposta é ampliar a supervisão para além dos ativos físicos, permitindo acompanhar também a rede responsável pelo intercâmbio de informações críticas entre os dispositivos da subestação...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/20/cepel-sage-monitorador-subestacoes-digitais-iec61850/
Aneel prioriza SUI e sobrecontratação para abertura do mercado na baixa tensão
A regulamentação para a abertura do mercado livre de energia aos consumidores conectados em baixa tensão terá como prioridades iniciais a definição das regras do Supridor de Última Instância (SUI) e da metodologia para tratar a sobrecontratação das distribuidoras. A avaliação foi apresentada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, durante agenda institucional em Brasília.
De acordo com Feitosa, as duas matérias já estão em processo de instrução técnica dentro da agência e podem avançar em prazo compatível com o cronograma de abertura do mercado. A expectativa é que as regras fundamentais estejam consolidadas até novembro de 2027, período previsto para a regulamentação das mudanças.
A abertura da baixa tensão amplia o universo de consumidores aptos a escolher seu fornecedor de energia e, consequentemente, exige a criação de mecanismos para preservar a continuidade do atendimento e distribuir os efeitos financeiros da migração entre os diferentes agentes do setor...
Fonte: Cenário Energia
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19/08/2026
Enel SP citará alta de 73% em investimentos e vai pedir manutenção da concessão
Ao apresentar hoje sua defesa final à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no processo que pode recomendar o fim da concessão, a distribuidora Enel SP, que atende a Grande São Paulo, pretende alegar que aumentou seus investimentos de R$ 1,6 bilhão em 2023 para R$ 2,8 bilhões em 2025, alta de 73%. Segundo apurou a Coluna, a companhia sustentará que tem condições de continuar com o contrato e que investiu R$ 1,5 bilhão neste primeiro semestre, mesmo durante o processo aberto após três grandes apagões na região. A melhora nos números é explicada, em parte, pela má fase enfrentada pela companhia até 2023. Segundo dados do Ministério Público de São Paulo, a Enel deixou de investir R$ 602 milhões em infraestrutura no Estado de 2020 a 2022.
• DEFESA.
Em nota, a Enel SP contestou o Ministério Público e disse que entre 2021 e 2025 investiu R$ 10 bilhões. “O montante é 2,6 vezes superior ao investido nos cinco anos anteriores à aquisição da Eletropaulo pela Enel”, afirmou a distribuidora italiana.
• VEJA BEM.
Os dados que a Enel SP usará nas alegações finais à Aneel também apontam que a empresa teve a maior alta de investimentos no setor de 2024 a 2025. Ainda segundo a companhia, o tempo médio de atendimento a emergências caiu 55% desde 2023, e no primeiro semestre deste ano foi o sétimo melhor resultado do País...
Fonte: Abinee - O Estado de SP
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Fitch eleva rating da Light para ‘BB(bra)’ após conclusão de reestruturação financeira
A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou, nesta terça-feira (18), os ratings de crédito de longo prazo do grupo Light e de suas subsidiárias operacionais, a distribuidora Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light Sesa) e a geradora Light Energia S.A.
Na escala nacional, a nota corporativa saltou de D(bra) para BB(bra). No âmbito internacional, o rating de emissor de longo prazo em moedas local e estrangeira subiu do nível de inadimplência (D) para B-. A perspectiva para todas as classificações foi fixada em estável, sinalizando a neutralidade de novas pressões imediatas sobre os papéis do grupo.
Recuperação de crédito e nova estrutura de capital
O reposicionamento nos graus de risco encerra o ciclo de rating associado ao default decorrente do processo de recuperação judicial da concessionária fluminense. A revisão reflete a homologação e implementação das etapas centrais do plano de reestruturação de passivos da distribuidora.
Ao fundamentar o upgrade das notas de crédito das concessionárias do grupo, a Fitch Ratings destacou que a elevação reflete a conclusão bem-sucedida do processo de reestruturação da dívida da Light Sesa, acompanhada por uma melhora consistente na estrutura de capital do grupo e pelo consequente alívio nos seus níveis de alavancagem financeira...
Fonte: Cenário Energia
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Decreto regulamenta abertura do mercado livre e define novas atribuições da CCEE
O decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão estabelece as condições para a expansão do ambiente de contratação livre e amplia as atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Entre as medidas estão a estruturação do Supridor de Última Instância (SUI), a contabilização de operações emergenciais e a criação de uma plataforma para comparação de preços entre fornecedores.
A abertura ocorrerá em duas etapas. A partir de 25 de novembro de 2027, indústrias e comércios de baixa tensão poderão escolher seus fornecedores de energia. Em 25 de novembro de 2028, o acesso será ampliado aos demais consumidores, incluindo os residenciais, conforme os prazos previstos na Lei 15.269/2025.
Para Ricardo Simabuku, diretor-presidente interino da CCEE, a regulamentação dá maior previsibilidade ao processo de expansão do mercado e prepara a infraestrutura necessária para receber os novos participantes: “o ato traz a confiança necessária para agentes e consumidores nesta nova fase do mercado, em que toda a sociedade terá a liberdade para escolher o seu fornecedor de energia. A Câmara de Comercialização já vem trabalhando na infraestrutura essencial para viabilizar o acesso dos novos interessados no ambiente e está preparada para facilitar e simplificar os processos necessários.”...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/18/decreto-regulamenta-mercado-livre-baixa-tensao-ccee/
Concessionárias adotam IA para auditarem 100% dos vídeos de segurança em redes elétricas
O avanço de eventos climáticos extremos no Brasil, acompanhado de vendavais, alagamentos e tempestades, elevou a pressão operacional sobre as concessionárias de distribuição de energia elétrica. Nesses cenários de contingência, o restabelecimento do fornecimento exige a atuação de equipes de campo em condições adversas, sob elevada pressão por rapidez e expostas a redes danificadas, fiação energizada e estruturas comprometidas. Para mitigar os riscos inerentes a essas operações, a adoção de tecnologias de inteligência artificial e visão computacional passou a integrar a estratégia de segurança do trabalho do setor elétrico.
Dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (ABRACOPEL), apontam que o país registrou 917 acidentes e 646 fatalidades decorrentes de choques elétricos em 2025. O levantamento relaciona grande parte desses eventos a falhas estruturais, falta de manutenção, sobrecargas e não conformidade com normas técnicas de segurança.
Automatização da análise de vídeo e auditoria de EPIs
Para expandir a capacidade de fiscalização em campo, a Fu2re implementou a plataforma Smartvision safety. A solução aplica algoritmos de visão computacional sobre os arquivos de vídeo gravados durante as jornadas operacionais, auditando de forma automatizada a conformidade na utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)...
Fonte: Cenário Energia
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Por que o México, com energia mais cara e fóssil, supera o Brasil em data centers da Odata
O atraso na aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) tem feito o Brasil perder espaço para os países na América Latina. A Odata, desenvolvedora de data centers, hoje tem mais capacidade instalada e demanda no México que no Brasil.
“O México, mesmo com preço de energia cara e não renovável, superou o Brasil”, disse Ricardo Arantes, CEO e cofundador da Odata, durante a 27ª Conferência Anual do Santander. Apenas cerca de 25% da geração de energia daquele país vem de fontes renováveis.
A empresa pertence à Aligned Data Centers, que passou a ser controlada neste ano por fundos globais como Artificial Intelligence Infrastructure Partnership (AIP), MGX e Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock. Na América Latina, a plataforma atua por meio da Odata e mantém presença em São Paulo, Rio de Janeiro, Bogotá, Querétaro e Santiago.
Arantes vê o Brasil com capacidade de quintuplicar em cinco anos a capacidade instalada hoje em data centers, de 1 GW. Mas para isso, o governo precisa regulamentar os incentivos fiscais para atrair os hyperscalers, que são as grandes empresas de tecnologia como Google e Amazon, que fornecem a infraestrutura de armazenamento de computação em nuvem.
A discussão sobre um regime especial para data centers abastecidos por energia renovável, hoje tratada pelo PL 278/2026 aguarda votação no Senado. O mercado também tem discutido a isenção de ICMS sobre equipamentos importados para data centers. Há a opção da criação de Zona de Processamento de Exportação (ZPE) como fez o Ceará. “A Colômbia optou por esse modelo de ZPEs e tem atraído investimentos”, disse Arantes...
Fonte: Pipelinevalor
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Henry Borden completa 100 anos com legado construído por gerações de profissionais
A Usina Henry Borden completa 100 anos de operação em outubro, marcando um século de atividade de um dos principais complexos hidrelétricos do estado de São Paulo. Mais do que a longevidade da infraestrutura, o centenário evidencia a participação de diferentes gerações de profissionais na operação, manutenção e modernização das instalações.
Localizado em Cubatão (SP), o complexo atravessou mudanças tecnológicas e institucionais ao longo de sua história. A evolução da usina exigiu a atualização dos processos operacionais e a incorporação de novas tecnologias, mantendo a experiência acumulada pelas equipes como parte importante da continuidade da operação.
Modernização mantém experiência acumulada
Entre os profissionais que acompanharam parte dessa transformação está Luis Gustavo Salgado Aguiar, supervisor de Operação que trabalha na Henry Borden desde 1996, quando ingressou na então Eletropaulo por concurso público. Ao longo de quase três décadas, ele acompanhou a criação da Emae e processos de modernização das usinas subterrânea e externa...
Fonte: Cenário Energia
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EDP conclui implantação de ADMS e digitaliza operação da rede de distribuição
A EDP concluiu a implantação do Advanced Distribution Management System (ADMS), plataforma que centraliza informações para monitoramento, controle e operação da rede de distribuição de energia em tempo real. A tecnologia amplia a capacidade da companhia de identificar ocorrências, antecipar riscos e coordenar o restabelecimento do fornecimento.
A solução substitui a operação baseada em diferentes sistemas por uma estrutura integrada, reunindo dados operacionais em um único ambiente. A mudança permite às equipes obterem uma visão consolidada da rede e tomar decisões com maior rapidez durante eventos que possam afetar o fornecimento.
ADMS responde à maior complexidade das redes
A implantação ocorre em um momento de transformação da distribuição elétrica, com expansão da geração distribuída, eletrificação de novas cargas, digitalização da infraestrutura e aumento da exposição a eventos climáticos extremos. Esses fatores elevam a complexidade da operação e exigem maior capacidade de monitoramento dos ativos.
Além de apoiar a resposta às ocorrências, o ADMS permite integrar dados, processos e equipes em uma mesma estrutura operacional, criando uma base tecnológica para o gerenciamento de uma rede com fluxos e condições de operação cada vez mais dinâmicos...
Fonte: Cenário Energia
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17/08/2026
Open Energy: Energia vai funcionar igual aos bancos no Brasil — só falta a Aneel decidir quando
Consumidores conectados em alta tensão podem escolher de qual comercializadora comprar energia desde janeiro de 2024. Isso significa que negociam preço, prazo e condições livremente com a empresa que os interessar, seja ela Enel, CPFL ou qualquer outra.
Os usuários residenciais, no entanto, ainda não têm essa opção — ao menos, até o momento. Esse direito deve chegar aos consumidores residenciais até novembro de 2028, prazo previsto para a abertura do mercado livre ao público.
Apesar disso, escolher um fornecedor é uma coisa. Ter os dados necessários para comparar as ofertas é outra. É aí que o Open Energy entra em campo para mudar o jogo.
O que é o Open Energy?
O Open Energy é uma estrutura ainda sem regulamentação definitiva que daria ao consumidor acesso e controle sobre os próprios dados de consumo de energia, para compartilhar — ou não — em busca de melhores propostas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou a discutir formalmente a regulamentação em fevereiro de 2025.
A proposta colocada em consulta pública previa que o consumidor tivesse acesso aos próprios dados a partir de dezembro daquele ano...
Fonte: Seu Dinheiro
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Setor elétrico tem agenda de consenso e propõe medidas ao próximo governo
Com desafios pela frente que vão do curtailment (cortes forçados de geração renovável) à abertura do mercado para consumidores residenciais, o Fórum das Associações do Setor Elétrico elaborou uma proposta de 50 iniciativas "concretas" e "implementáveis" no próximo governo.
Com medidas divididas em sete capítulos, essa agenda 2027-2030 representa um raro consenso entre as entidades do setor, que travam embates frequentes no Congresso Nacional em torno de projetos com interesses contraditórios.
"O Brasil construiu uma vantagem elétrica rara, mas ainda não a converte plenamente em desenvolvimento", diz o documento de 32 páginas do fórum, que ainda não foi lançado e ao qual a CNN teve acesso.
"O desafio do próximo governo não é escolher uma fonte, defender um segmento ou ampliar a oferta de forma descoordenada. É governar o sistema para que energia confiável e competitiva vire produção, investimento, emprego, renda, competitividade e redução do Custo Brasil", acrescenta o texto.
Com suporte técnico da Volt Robotics, uma das consultorias mais prestigiadas do setor, o Fase (como o fórum costuma ser chamado) fala em um conjunto de 11 ações nos primeiros 100 dias de governo. Quinze associações subscrevem as propostas.
Ao todo, são elencadas 50 sugestões de mudanças na lei, decretos presidenciais, resoluções do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), portarias ministeriais e medidas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)...
Fonte: CNN Brasil
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São Vicente começa a instalar medidores inteligentes de energia
São Vicente, no litoral de São Paulo, começou a receber nesta sexta-feira (14) os primeiros medidores inteligentes de energia da CPFL Piratininga. A companhia prevê instalar os equipamentos em aproximadamente 130 mil clientes do município até o fim deste ano.
O primeiro medidor foi instalado no Paço Municipal e marca o início da expansão do projeto de medição inteligente da CPFL na Baixada Santista.
Os novos equipamentos são conectados a uma rede de comunicação que permite o envio de informações diretamente à distribuidora. Com isso, a leitura do consumo poderá ser feita remotamente, sem a necessidade de um funcionário da empresa ir mensalmente até o imóvel.
A tecnologia também deve facilitar a identificação de interrupções no fornecimento e permitir a realização de alguns serviços à distância, como religação e desligamento da energia. Os medidores ainda podem emitir alertas em caso de tentativa de manipulação ou fraude.
Segundo Evaldo Baldin Dias, diretor de Engenharia do Grupo CPFL, os equipamentos funcionam conectados por uma rede de comunicação semelhante a uma rede Wi-Fi.
“Esse medidor tem uma tecnologia completamente diferente dos medidores que a gente tinha anteriormente”, afirmou...
Fonte: Santa Portal
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https://santaportal.com.br/baixada/sao-vicente-comeca-a-instalar-medidores-inteligentes-de-energia/
El Niño muito forte acende alerta para setor elétrico brasileiro
Com a previsão de um El Niño de intensidade muito forte a partir da primavera, o governo federal e o setor elétrico já adotam medidas preventivas para garantir o abastecimento de energia no país.
Entre elas está a antecipação da contratação de energia de reserva, aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
A movimentação acende o alerta sobre os possíveis impactos do fenômeno climático na matriz elétrica brasileira e sobre os reflexos de um eventual aumento dos custos de geração para o consumidor.
“O El Niño já está estabelecido com intensidade moderada e deve se intensificar e chegar ao patamar de muito forte em outubro”, afirma a meteorologista Edvânia Santos, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Segundo ela, o fenômeno deve permanecer ativo até o primeiro semestre de 2027, com alta confiança na continuidade do episódio durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul.
“Historicamente, o El Niño de intensidade muito forte favorece uma redução das chuvas sobre grande parte do Norte do Nordeste, principalmente entre a primavera e o verão. Isso foi observado em 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016”, explica Edvânia.
Em Pernambuco, ela projeta maior probabilidade de impacto sobre a estação chuvosa do Sertão a partir de dezembro. “O El Niño não atua sozinho. A temperatura do Atlântico Tropical e outros fenômenos climáticos podem reforçar ou amenizar esses impactos”, acrescenta...
Fonte: Folha de Pernambuco
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Armazenamento de energia: de equipamento complementar a ativo estratégico do sistema elétrico brasileiro
Durante grande parte da história do setor elétrico, geração e consumo foram tratados como fenômenos praticamente simultâneos. A energia deveria ser produzida no mesmo instante em que fosse demandada, cabendo ao planejamento assegurar capacidade suficiente para atender às variações da carga e às contingências do sistema. Esse paradigma está sendo alterado.
A expansão das fontes eólica e solar fotovoltaica adiciona ao sistema grandes volumes de geração cuja disponibilidade depende de condições naturais e não coincide necessariamente com os horários de maior consumo.
Paralelamente, a eletrificação dos transportes, a digitalização da economia, o crescimento de data centers, a geração distribuída e o surgimento de consumidores mais ativos tornam o perfil da demanda progressivamente complexo.
O desafio contemporâneo, portanto, não consiste apenas em produzir mais energia. Consiste em produzir, transportar, armazenar e disponibilizar energia no local e no momento em que ela possui maior valor para o sistema. É nesse ponto que o armazenamento se transforma em ativo estratégico.
Um sistema de armazenamento pode absorver energia em períodos de elevada oferta ou menor preço e devolvê-la em horários de maior demanda. Pode responder em frações de segundo a desvios de frequência, oferecer potência em situações críticas, sustentar a tensão da rede, reduzir sobrecargas, auxiliar na recomposição do sistema e aumentar o aproveitamento de empreendimentos renováveis...
Fonte: Canal Solar
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Perda de energia por “gatos” no Ceará poderia abastecer 1,2 milhão de pessoas por um ano
Dados da Enel Distribuição mostram que a quantidade de energia elétrica perdida no Ceará atingiu o índice de 1,6 TWh (Terawatt-hora), volume que poderia abastecer, durante um ano, os municípios de Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Sobral e Eusébio juntos. Nesse período, foram identificadas mais de 31 mil fraudes.
Em 2026, até julho, o volume de energia elétrica perdida no estado já chega a 0,8 TWh. Esse desvio é provocado por ações criminosas, como furto de energia, os chamados “gatos”, que representam um risco à segurança da população.
Combate
A companhia tem realizado ações de combate ao furto de energia. Entre janeiro e julho deste ano, houve 19.334 fraudes identificadas no Ceará.
Nesse período, a distribuidora realizou 103.993 inspeções técnicas e, com o apoio dos órgãos de segurança pública, já realizou 190 operações de combate ao furto de energia, que resultaram em 159 prisões e conduções em flagrante relacionadas ao crime.
Já no ano passado, foram realizadas 148.181 inspeções, com a identificação de 31.733 fraudes. No mesmo período, a Enel Ceará realizou 304 operações conjuntas com os órgãos de segurança pública, que resultaram em 181 prisões relacionadas ao furto de energia...
Fonte: Opinião CE
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Equatorial Maranhão reforça o combate a ligações clandestinas
A Equatorial Maranhão tem intensificado ao longo dos anos ações de combate às ligações clandestinas de energia elétrica no estado e reforça o alerta à população sobre os riscos dessa prática ilegal. Além de configurar crime, o furto de energia representa uma ameaça direta à segurança das pessoas, podendo causar choques elétricos, incêndios e interrupções no fornecimento.
Somente no primeiro semestre de 2026, a Distribuidora realizou 15.647 ações de inspeção no Maranhão, onde foram regularizadas 1.404 ligações clandestinas no estado. Nesse período, a energia consumida e não faturada em decorrência dessas práticas ilegais ultrapassou R$ 30 milhões. Sobre esse montante incidem tributos, como o ICMS, o que representa perdas significativas de arrecadação para o estado do Maranhão.
Ações de fiscalização e regularização
Em 2025, a Distribuidora realizou aproximadamente 195 mil ações de inspeção em todo o Maranhão, identificando irregularidades em unidades consumidoras, tanto por fraudes nos medidores quanto por desvios diretos da rede elétrica. Como resultado desse trabalho contínuo, mais de 14,2 mil ligações clandestinas foram regularizadas em todo o estado...
Fonte: G1.Globo
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Light prevê regulamentação das ASROs e perdas não técnicas pela Aneel no 2º semestre
A Light espera que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avance ainda no segundo semestre de 2026 na regulamentação das Áreas com Severas Restrições Operativas (ASROs), das receitas irrecuperáveis e dos critérios para flexibilização das perdas não técnicas. Para a concessionária, a definição dessas regras é estratégica diante das condições específicas da concessão no Rio de Janeiro, marcada por elevados índices de perdas e limitações de acesso a determinadas regiões.
A expectativa foi apresentada pelo presidente da companhia, Alexandre Nogueira, durante teleconferência de resultados com analistas e investidores nesta sexta-feira (14/08). A Light pretende participar das discussões regulatórias para estabelecer parâmetros que considerem as restrições enfrentadas pelas equipes de campo e os impactos desses fatores sobre a operação e o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.
ASROs e Perdas Entram no Foco da Regulação
O tratamento das ASROs ganhou respaldo com o Decreto nº 12.068/2024, que estabeleceu diretrizes para a prorrogação das concessões de distribuição. A norma abriu espaço para que os contratos considerem condições diferenciadas em áreas onde fatores externos limitam a atuação das distribuidoras...
Fonte: Cenário Energia
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14/08/2026
CPFL Energia lucra R$ 1,44 bilhão no 2T26 com impulso de data centers na distribuição
A CPFL Energia (CPFE3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 1,44 bilhão, cifra que representa uma alta de 21,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado operacional da holding, medido pelo EBITDA, alcançou R$ 3,56 bilhões, avanço de 17,4% sobre o segundo trimestre do ano passado. A receita operacional líquida da companhia atingiu R$ 11,11 bilhões entre abril e junho, registrando crescimento anual de 5,3%.
A performance consolidada foi impulsionada pelo segmento de distribuição, principal unidade de negócios do grupo elétrico, que apurou um EBITDA de R$ 2,3 bilhões no período, aumento de 11,4% em relação ao ano anterior. O avanço refletiu o aumento da carga no mercado cativo e livre em suas áreas de concessão, com destaque para a demanda residencial decorrente de temperaturas mais elevadas e o forte crescimento da carga proveniente da infraestrutura de tecnologia.
Expansão da infraestrutura de tecnologia e demanda por carga
O avanço no consumo do segmento comercial foi fortemente alavancado pela expansão das instalações de processamento de dados no interior do Estado de São Paulo, região que concentra parcela significativa da área de concessão da CPFL e que se consolidou como o ecossistema central desse mercado no país...
Fonte: Cenário Energia
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Cemig registra lucro de R$ 945 milhões no 2T26, queda de 20,4%
A Cemig (CMIG4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 945,44 milhões, cifra que representa uma retração de 20,44% na comparação com os R$ 1,18 bilhão apurados no mesmo período de 2025. O recuo no lucro da elétrica mineira ocorreu a despeito da evolução operacional de seus ativos, sendo fortemente impactado pelo agravamento das despesas financeiras líquidas no período.
A receita líquida da companhia alcançou R$ 11,5 bilhões entre abril e junho, registrando variação de 3,43% em relação ao reportado em igual etapa do ano passado, impulsionada pelo maior volume de energia entregue no mercado de concessão.
Ebitda e Desempenho Operacional em Alta
No ambiente operacional, a holding reportou um EBITDA de R$ 2,239 bilhões no 2T26, expansão de 8,75% ante o segundo trimestre do exercício anterior. Quando observado o EBITDA ajustado, a métrica atingiu R$ 2,47 bilhões, alta de 9,32% em bases anuais.
Em comunicado ao mercado, a administração da estatal atribuiu o avanço do indicador ao ganho de escala no fornecimento bruto de energia e à disciplina no gerenciamento de custos operacionais, fatores que compensaram o aumento natural nas despesas de operação da infraestrutura elétrica: “O aumento no Ebitda está associado, principalmente, ao aumento na receita líquida, especialmente em decorrência do maior fornecimento bruto de energia elétrica, e do controle das despesas operacionais, sendo compensado parcialmente pelo aumento dos custos de operação.”...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/14/cemig-registra-lucro-de-r-945-milhoes-no-2t26-queda-de-204/
Ludimila Lima assume diretoria da ANEEL após fim do mandato de Fernando Mosna
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) passou por uma recomposição temporária em seu colegiado de diretoria. A superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica da autarquia, Ludimila Lima da Silva, foi convocada nesta sexta-feira (14) para ocupar a cadeira vaga com o encerramento do mandato do diretor Fernando Mosna, finalizado nesta quinta-feira (13).
A oficialização no Diário Oficial da União (DOU) assegura a manutenção do quórum de deliberação da agência reguladora enquanto o Poder Executivo e o Senado Federal conduzem a indicação e a sabatina do próximo diretor definitivo.
Mecanismo de Substituição e Temporalidade no Cargo
Pelas regras vigentes para o funcionamento das agências reguladoras federais, a convocação de superintendentes integrantes da lista de substitutos busca evitar a vacância ou perda de governança na diretoria colegiada. O instrumento normativo assegura a continuidade administrativa e a instrução de processos regulatórios estratégicos do setor elétrico nacional.
O ato de convocação estabeleceu que Ludimila Lima exercerá a função de diretora substituta até 8 de janeiro de 2027, ou até que ocorra a posse e nomeação do novo titular aprovado pelo Congresso Nacional...
Fonte: Cenário Energia
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Demanda de energia de data centers dispara na CPFL, mas rede trava expansão
O consumo de energia dos data centers voltou a acelerar na área de concessão da CPFL Energia no segundo trimestre de 2026, reforçando a pressão que a expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem começa a exercer sobre a infraestrutura elétrica brasileira.
Em entrevista à CNN, CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella, disse que a demanda de eletricidade dessas instalações cresceu 35,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. O avanço supera o ritmo observado anteriormente e ocorre mesmo diante das limitações da rede para receber novos empreendimentos.
“Temos crescimentos expressivos de consumo de energia vindo de data centers de 35,8% na comparação com o trimestre do ano passado. É um desafio da indústria de crescer no seu potencial. Temos muitos pedidos de conexão de data centers que têm sido negados”, afirma Estrella.
O dado mostra uma nova aceleração de um movimento que já vinha ganhando força no começo do ano. Em maio, Estrella havia dito à CNN que a demanda de energia dos data centers na área da CPFL havia aumentado 24% entre 2025 e 2026, puxada principalmente por instalações voltadas à inteligência artificial e a serviços de computação em nuvem na região da Grande Campinas. Naquele momento, o segmento já correspondia a 8% do consumo da classe comercial da distribuidora...
Fonte: CNN Brasil
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Light espera regulamentação de áreas com restrições operativas ainda em 2026
O presidente da Light, Alexandre Nogueira, disse nesta sexta-feira (14) que espera a regulamentação das ASROs (Áreas com Severas Restrições Operativas), receitas irrecuperáveis e perdas não técnicas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), ainda neste ano. Os temas são importantes para a concessionária que atua no Rio de Janeiro e tem um dos maiores índices de furtos de energia do país.
“Nossa expectativa é que nesse segundo semestre possamos discutir esses temas. […] Esperamos também, ao longo deste fim de ano, discutir as questões de perdas não técnicas, receitas irrecuperáveis e áreas de risco”, disse Nogueira em conferência com investidores nesta sexta (14).
As ASROs terão tratamento específico, conforme os novos contratos de concessão assinados pelo governo com 14 distribuidoras, entre elas a Light. O Decreto 12.068/2024, que disciplina os novos termos, prevê tratamento específico para essas áreas, com a possibilidade de implementação de tarifas diferenciadas, por exemplo.
Nogueira destacou ainda que o investimento intraciclo já será discutido na consulta pública da ANEEL sobre mudanças no mecanismo conhecido como “fator X”. O índice serve como um redutor dos reajustes tarifários ao dividir os ganhos de produtividade das empresas com os consumidores. As distribuidoras pleiteiam um ajuste que permita um reconhecimento maior dos investimentos em um intervalo menor que cinco anos, como é hoje.
Fonte: Agência Infra
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Abertura do mercado livre: o que pensam indústria, comercializadoras e o setor de renováveis sobre o novo decreto?
Representantes da indústria, da geração solar e da comercialização avaliaram positivamente a ampliação da liberdade de escolha do fornecedor de energia, mas chamaram atenção para diferentes pontos que precisarão ser tratados antes da entrada de milhões de novos consumidores no ACL (Ambiente de Contratação Livre).
O movimento ocorre um dia após a publicação do Decreto nº 13.097, de 12 de agosto de 2026, que regulamenta etapas da abertura prevista pela Lei nº 15.269/2025.
Pelo cronograma estabelecido, consumidores industriais e comerciais atendidos em tensão inferior a 2,3 kV poderão acessar o mercado livre a partir de novembro de 2027. Os demais consumidores, incluindo os residenciais, poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2028.
Embora exista convergência sobre a importância da abertura, os posicionamentos divulgados após a publicação do decreto mostram que cada segmento concentra atenção em diferentes desafios para a implementação do novo modelo...
Fonte: Canal Solar
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Abertura do mercado dispensa medidor inteligente e fixa regra para retorno
O governo federal regulamentou a abertura do mercado livre de energia para consumidores atendidos em baixa tensão e estabeleceu as principais regras para a migração, o retorno ao mercado regulado e o funcionamento do suprimento de última instância (SUI).
As regras estão no Decreto 13.097, que foi assinado ontem pelo presidente Lula em uma cerimônia e foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira, 13 de agosto. O texto mantém a abertura partir de 25 de novembro de 2027 para consumidores industriais e comerciais da baixa tensão e de 25 de novembro de 2028 para os demais consumidores, incluindo residenciais.
Entre as regras, o decreto estabelece que a troca do sistema de medição não será condição para a migração da baixa tensão ao mercado livre e fixa em um ano o prazo de antecedência para o consumidor que quiser retornar ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Esse prazo poderá ser reduzido pela distribuidora ou por regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A norma detalha parte da abertura prevista pela Lei 15.269/2025 e concentra na Aneel a regulamentação dos mecanismos necessários para que a liberalização ocorra nos prazos estabelecidos...
Fonte: Megawhat.uol
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Expansão de data centers no Brasil aumenta demanda por energia e desafios contratuais
A expansão da infraestrutura de inteligência artificial e computação em nuvem no Brasil começa a criar novos desafios para os projetos de data centers, especialmente em contratos de engenharia, fornecimento de equipamentos e energia. Microsoft e Amazon Web Services (AWS) estão entre as empresas que anunciaram os maiores investimentos: R$ 14,7 bilhões e cerca de R$ 10,1 bilhões, respectivamente, em projetos no país.
A expansão ocorre em um segmento que exige elevada disponibilidade de energia e infraestrutura de conexão, além de obras civis, equipamentos especializados e licenciamento ambiental. Com projetos de maior escala, aumenta também a necessidade de coordenação entre operadores, fornecedores, construtoras e agentes do setor elétrico.
Para Marcello Guimarães, presidente da SWOT Global Consulting, a expansão da inteligência artificial precisa ser analisada também sob a ótica da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da capacidade computacional: “A inteligência artificial depende de uma infraestrutura extremamente sofisticada. Quanto maior a escala desses projetos, maior também a necessidade de contratos robustos, gestão preventiva de riscos e mecanismos capazes de evitar que dificuldades técnicas ou regulatórias se transformem em disputas de alto impacto financeiro.”...
Fonte: Cenário Energia
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Lula assina decreto que abre mercado livre de energia para consumidores residenciais e pequenos estabelecimentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (12) decreto que regulamenta a abertura de mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão (inferior a 2,3 kV) a partir de novembro de 2027.
O decreto estabelece as regras para que consumidores como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica.
Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, essa possibilidade estará disponível a partir de novembro de 2028.
O presidente assinou a medida durante cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pequenos estabelecimentos poderão ter redução de até 20% na conta de luz com a medida.
No evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin também reforçou que mudança deve baratear o valor da energia.
"Hoje os grandes consumidores conseguem ter acesso ao mercado livre e conseguem energia 23% mais barata, mas consumidor de menor tensão não consegue. Esse decreto assinado permite que no ano que vem o comércio e a pequena indústria entrem no mercado livre e em seguida o consumidor residencial, então vai baixar o preço da energia para todo mundo, nada que a competição, de se abrir mercado para todo mundo."...
Fonte: G1.Globo
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Distribuidoras projetam R$ 258 bilhões em investimentos e aceleram digitalização das redes
As distribuidoras de energia elétrica devem investir aproximadamente R$ 258 bilhões entre 2026 e 2030 na expansão, modernização e renovação de suas redes, segundo projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Ao mesmo tempo, o parque gerador brasileiro deve incorporar 9,1 GW de capacidade em 2026, majoritariamente a partir de fontes renováveis.
A combinação entre expansão da infraestrutura, maior participação de fontes intermitentes e aumento da exposição da rede a eventos climáticos extremos amplia a complexidade da operação. Nesse cenário, tecnologias digitais deixam de ser apenas ferramentas de modernização e passam a integrar a gestão de ativos, a manutenção e a resposta a ocorrências.
A tendência é de maior utilização de sensores, sistemas de supervisão, inteligência artificial, análise de dados e dispositivos móveis conectados aos centros de operação. O objetivo é antecipar falhas, direcionar equipes com maior precisão e reduzir o tempo necessário para recompor o fornecimento.
IA avança na manutenção de ativos
A digitalização modifica principalmente a forma como as concessionárias monitoram equipamentos e identificam sinais de degradação. Dados coletados continuamente em redes e subestações podem alimentar modelos analíticos capazes de reconhecer padrões associados a falhas e apoiar decisões de manutenção antes da ocorrência de interrupções...
Fonte: Cenário Energia
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12/08/2026
TAESA registra EBITDA de R$ 1,14 bilhão no semestre com avanço de novas concessões
A TAESA encerrou o primeiro semestre de 2026 com EBITDA consolidado de R$ 1,14 bilhão, alta de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pela entrada em operação de novos projetos de transmissão e pela expansão da receita regulatória, em um cenário no qual a companhia manteve elevados níveis de disponibilidade dos ativos e disciplina sobre os custos operacionais.
A Receita Líquida Regulatória avançou 9,5% no 1S26, impulsionada pelas energizações de Pitiguari, Saíra, Ananaí e da parcela já concluída de Tangará, além de reforços realizados em TSN, São Pedro, ATE III e ATE.
O EBITDA alcançou R$ 1.139,3 milhões no acumulado do ano, com margem de 85,4%. O resultado operacional, entretanto, não se refletiu integralmente na última linha do balanço. O Lucro Líquido Regulatório somou R$ 399,4 milhões no semestre, queda de 16,4% na comparação anual, pressionado principalmente pelo resultado financeiro e pelos efeitos macroeconômicos registrados no período.
Disponibilidade dos ativos permanece acima de 99%
A performance operacional da transmissora permaneceu elevada no semestre. O Índice de Disponibilidade dos ativos chegou a 99,91%, indicando manutenção da confiabilidade da rede mesmo diante de ocorrências pontuais...
Fonte: Cenário Energia
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Blockchain e IA avançam no setor de energia e ampliam espaço para novos modelos de negócios
Blockchain, inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e computação em nuvem começam a ampliar sua presença na cadeia energética brasileira, com aplicações que vão da gestão de ativos à rastreabilidade de energia e combustíveis renováveis. O avanço tecnológico, combinado à evolução do ambiente regulatório, abre espaço para novos modelos de transação, tokenização e automação de contratos no setor.
O tema foi discutido nesta terça-feira (11), durante a Rio Innovation Week 2026, no painel “Blockchain e IA na Cadeia da Matriz Energética Brasileira”. O debate reuniu representantes dos setores de tecnologia, energia, óleo e gás e direito, sob mediação de João Carvalho, CEO e fundador da Mentors Energy Consulting.
A discussão ocorre em um momento de transformação do setor elétrico, marcado pela expansão das fontes renováveis, descentralização da geração, digitalização das redes e necessidade de maior flexibilidade operacional. Nesse cenário, tecnologias capazes de processar grandes volumes de dados e automatizar transações ganham relevância estratégica...
Fonte: Cenário Energia
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Aneel rejeita recurso da Enel em processo que pode levar ao fim do contrato da empresa de energia em SP
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou por unanimidade, nesta terça-feira (11), o recurso apresentado pela Enel contra a abertura de um processo que pode levar ao fim do contrato da empresa responsável pela distribuição de energia elétrica na Grande São Paulo.
Com a decisão, a Enel deve apresentar sua defesa até o início da próxima semana. Depois disso, o colegiado da Aneel voltará a se reunir para decidir se aplica ou não a chamada caducidade da concessão, medida que pode resultar na extinção do contrato da distribuidora.
O processo foi instaurado após uma série de problemas na prestação do serviço de energia na região metropolitana. Entre os episódios analisados estão os grandes apagões registrados em 2023 e 2024 e o vendaval que atingiu a Grande São Paulo em dezembro do ano passado e provocou uma interrupção de energia que deixou mais de 4 milhões de pessoas às escuras.
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou que a situação da concessão vem sendo acompanhada pela agência desde 2023 e citou o histórico de descumprimentos de compromissos assumidos pela empresa...
Fonte: G1.Globo
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Transformação do setor elétrico: como o consumidor passou a decidir mais sobre a própria energia
Se alguém dissesse, há dez anos, que um pequeno empresário ou um consumidor residencial poderia escolher de quem comprar energia, produzir a própria eletricidade e, em breve, armazená-la para utilizá-la no momento mais conveniente, provavelmente isso pareceria um cenário distante. Hoje, essa realidade começa a fazer parte da rotina e representa uma das maiores transformações já vividas pelo setor elétrico nacional.
Durante muito tempo, a relação entre o consumidor e a energia elétrica era muito simples: energia chegava até a residência ou à empresa por meio da distribuidora local e, ao final do mês, bastava pagar a conta. Pouco se discutia sobre a origem daquela energia, sobre alternativas de contratação ou mesmo sobre a possibilidade de produzi-la. As opções existentes eram restritas a grandes consumidores ou segmentos específicos do mercado. No entanto, esse cenário mudou.
Nos últimos aos, a expansão da energia solar aproximou milhares de consumidores da geração de energia. O que antes era visto como um investimento acessível apenas a grandes empresas, passou a integrar a realidade de residências, propriedades rurais e pequenos negócios. Mais do que uma possível alternativa para reduzir custos, a geração distribuída alterou a forma como o consumidor passou a se relacionar com os demais agentes do setor...
Fonte: Diariosm
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Enel Rio investe R$ 880 milhões e abre 16 bases operacionais em 2026
A Enel Distribuição Rio destinou R$ 880 milhões à infraestrutura elétrica no primeiro semestre de 2026, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, e iniciou um plano de expansão que prevê 16 novas bases operacionais até o fim do ano. A concessionária também vai ampliar e revitalizar três unidades existentes, em Cabo Frio, Resende e Petrópolis.
O pacote inclui 2,8 mil novas contratações, das quais 2 mil serão de eletricistas para atuação em campo. Cerca de 1 mil profissionais serão distribuídos pelas novas instalações, que atenderão a área de concessão formada por 66 municípios, com 32.188 km² e aproximadamente 3 milhões de consumidores.
A estratégia ocorre em meio à maior pressão sobre as distribuidoras para ampliar a capacidade de resposta a ocorrências de grande porte na rede elétrica.
Novas bases serão distribuídas pelo estado
As estruturas serão instaladas em áreas consideradas estratégicas para reduzir deslocamentos de equipes e equipamentos durante ocorrências...
Fonte: Cenário Energia
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Decreto para abertura de mercado de energia será assinado em breve, diz ministro
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que nos próximos dias haverá a assinatura do decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para os consumidores de baixa tensão – residenciais e pequenas indústrias. Ele indicou que a norma poderá ser publicada nesta ou na próxima semana.
Em entrevista à CNN Money, ele também voltou a estimar uma redução de 20% a 22% na conta de luz, a partir de novembro de 2028, com a possibilidade de compra de energia diretamente dos comercializadores. Foi explicado ainda que esse porcentual não considera as parcelas fixas no balanço de custos para formação final da tarifa de energia.
Foi a lei sancionada pelo presidente Lula em novembro de 2025 que abriu a possibilidade de consumidores em tensão inferior a 2,3 kV (quilovolt) escolherem, a partir do próximo ano, o seu fornecedor de energia e negociarem condições específicas como preço, prazo, fonte geradora e volume contratado.
De acordo com o cronograma, até novembro de 2027 haverá a abertura para os consumidores das classes industrial e comercial na baixa tensão. Para os consumidores da classe residencial, o prazo é até novembro de 2028...
Fonte: Infomoney
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Metade da indústria brasileira desconhece mercado livre de energia
Metade das indústrias brasileiras que ainda compram energia elétrica diretamente das distribuidoras, no chamado mercado cativo, não sabe se pode migrar para o Mercado Livre de Energia. O desconhecimento pode representar perda de competitividade, especialmente para negócios de menor porte, em um cenário no qual 83% das empresas consideram a energia elétrica determinante para sua competitividade.
Os dados são da Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as federações estaduais. O levantamento mostra ainda que 67% das indústrias tiveram os custos de produção impactados pelas oscilações das tarifas de energia nos últimos 12 meses.
Ao mesmo tempo, os resultados apontam para o potencial de economia entre as empresas que deixaram o mercado cativo. Das indústrias que migraram para o ambiente livre, 73% conseguiram reduzir as despesas com tarifas de energia. Para 23%, a economia ficou entre 10% e 20%. A migração aparece, ainda, como a principal estratégia de redução dos custos com energia para 30% da indústria.
No Mercado Livre de Energia, também chamado de Ambiente de Contratação Livre (ACL), o consumidor pode escolher de quem comprar a energia e negociar condições como preço, prazo, forma de pagamento e fonte de geração. A possibilidade amplia a autonomia das empresas na gestão de um dos principais insumos da atividade industrial...
Fonte: Fiemg
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10/08/2026
Âmbar quer reduzir inadimplência no Amazonas pela metade em até 5 anos
A Âmbar Energia, do grupo J&F, pretende reduzir pela metade a inadimplência dos consumidores de distribuição no Amazonas em até cinco anos. No mesmo período, a intenção é diminuir também o furto de energia na baixa tensão para cerca de 95%. Atualmente, as perdas são superiores a 120%. As metas foram reveladas pelo diretor-presidente da distribuidora, João Pilla, em entrevista à Agência iNFRA.
Os dois problemas, de inadimplência e das altas taxas de furto de energia, são historicamente apontados como os maiores desafios da antiga Amazonas Energia, agora denominada Âmbar Energia Amazonas. À frente da concessão há cerca de quatro meses, o grupo J&F – dos irmãos Wesley e Joesley Batista – prepara um pacote de ações e investimentos para enfrentar esses desafios e melhorar os serviços, segundo Pilla, que prevê R$ 2,3 bilhões para os dois primeiros anos.
A ideia do grupo, de acordo com o executivo, é “resolver a empresa e zerar o jogo” em cinco anos, ou seja, até 2031, equacionando os principais problemas da concessão – incluindo os financeiros –, “para a partir daí trabalhar para ganhar dinheiro”. Esse trabalho já começou com renegociações de contratos com fornecedores e de débitos de prefeituras, retomada de investimentos e elaboração de um plano quinquenal de ações, que foi submetido para homologação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), diz o CEO...
Fonte: Agência Infra
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A transmissão de energia na era dos extremos climáticos
Quando tempestades severas e ventos acima de 100 km/h derrubam dezenas de torres de transmissão ou enchentes sem precedentes alagam cidades inteiras, a sociedade sente na pele a gravidade da nova realidade climática.
A queda de uma torre de transmissão é uma artéria do sistema elétrico que se rompe, desligando subestações e paralisando serviços essenciais, interrompendo o cotidiano de milhares de famílias e negócios. O impacto é amplo e imediato porque o Brasil depende de uma rede continental integrada para levar energia de onde ela é gerada até onde é consumida.
A maioria dos projetos elétricos em operação no país foi concebida sob premissas do passado, com base em séries estatísticas longas que já não capturam a intensidade nem a frequência dos eventos extremos de hoje. Rajadas de vento fora do padrão, queimadas severas, temporais e alagamentos históricos passaram a exigir um novo nível de preparação das redes elétricas.
Diante desse cenário, as empresas de transmissão atuam com agilidade e responsabilidade. Ampliamos a resiliência dos ativos ao incorporar sensores IoT, Inteligência Artificial e modelos de previsão meteorológica para apoiar decisões rápidas no campo. Ao mesmo tempo, reforçamos ações essenciais do dia a dia, como a limpeza rigorosa das faixas de servidão para prevenir incêndios e a inspeção contínua de linhas de difícil acesso...
Fonte: CNN Brasil
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https://www.cnnbrasil.com.br/infra/a-transmissao-de-energia-na-era-dos-extremos-climaticos/
Mudança na lei endurece pena para furto de energia; MT registra 160 prisões
O endurecimento das penas para o crime de furto, promovido pela Lei nº 15.397/2026, reforça o combate aos desvios de energia elétrica, prática que já levou mais de 160 pessoas à prisão em Mato Grosso somente neste ano. A alteração na legislação aumenta a pena máxima para o crime de furto de quatro para seis anos de reclusão, mudança que também alcança o furto de energia elétrica, considerado crime pelo Código Penal.
A mudança ocorre em um momento em que as operações de combate às fraudes vêm sendo intensificadas no estado. Em ações realizadas em parceria com as forças de segurança, a Energisa tem identificado ligações clandestinas e adulterações em medidores de energia em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais.
Além do aumento da pena, a legislação traz uma mudança importante na responsabilização dos autores. Como a pena máxima do furto passou a superar quatro anos de reclusão, a fiança deixa de poder ser arbitrada pela autoridade policial na delegacia, cabendo ao Poder Judiciário analisar a situação do preso durante a audiência de custódia...
Fonte: G1.Globo
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Caducidade da Enel SP: ANEEL encerra instrução e dá 10 dias para alegações finais
O processo administrativo que pode culminar na extinção do contrato de concessão da Enel Distribuição São Paulo entrou em sua fase decisiva. A relatora da matéria na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), diretora Agnes Costa, oficializou o encerramento da instrução processual e concedeu o prazo de dez dias contínuos para que a concessionária apresente suas alegações finais.
A notificação foi encaminhada na noite de sexta-feira (7) ao presidente da distribuidora, Guilherme Lencastre, por meio do Ofício nº 15/2026-GAB II – AMAC/ANEEL. O rito cumpre o disposto no artigo 44 da Lei nº 9.784/1999, que rege o processo administrativo no âmbito da administração pública federal.
Parecer jurídico e relatório técnico sustentam decisão
A conclusão do andamento instrutório seguiu as manifestações técnicas e jurídicas conclusivas dos órgãos internos do regulador. A Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT) finalizou a consolidação dos dados operacionais e de desempenho por meio do Memorando nº 416/2026-SFT/ANEEL.
Simultaneamente, a Procuradoria Federal junto à ANEEL (PFANEEL) emitiu o Parecer nº 197/2026/PFANEEL/PGF/AGU. No documento, a representação da Advocacia-Geral da União (AGU) indeferiu o pleito da Enel SP para a realização de prova pericial, apontando a desnecessidade da medida...
Fonte: Cenário Energia
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How utilities use AI to prioritise disaster repairs
Which parts of the infrastructure are down? Where are the trouble spots? Where do you send the repair crews?
A natural disaster can affect thousands of square miles. Utilities receive outage notifications, customer calls and field reports, but these don’t provide a complete picture. Communications may be disrupted, roads blocked and hazardous conditions may prevent crews from reaching affected areas.
Since repair crews are limited, operations need to determine where to send them, which areas require immediate attention, and which risks could become more serious.
The first 72 hours following a disaster are critical and accurate intelligence is essential to restore service quickly and efficiently. AI-powered geospatial analytics can help utilities identify infrastructure changes across a wide area and convert satellite imagery into operational priorities.
Field challenges
Field inspections have always been an essential part of disaster response. Crews sent into problem areas are best qualified to verify failures and complete repairs, but field teams can’t be everywhere...
Fonte: Enlit
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https://www.enlit.world/library/how-utilities-use-ai-to-prioritise-disaster-repairs
A IA está danificando seus próprios data centers — e o problema é a energia
As oscilações bruscas no consumo de energia dos data centers de IA estão sobrecarregando equipamentos críticos, fazendo com que baterias, geradores e sistemas de refrigeração apresentem falhas ou se desgastem muito antes do previsto.
Com a aceleração do boom da IA, esses problemas técnicos sinalizam custos adicionais e imprevistos de confiabilidade — e basta uma interrupção de poucos minutos para impactar a receita dos desenvolvedores. Isso acontece num momento em que investidores e credores já estão apreensivos com os gastos de centenas de bilhões de dólares dos hyperscalers, em meio a preocupações crescentes de que essas instalações podem estar se depreciando muito mais rápido do que o estimado.
Os problemas também representam uma potencial fonte de instabilidade generalizada nas redes elétricas, que já estão no limite para manter as luzes acesas.
“A IA realmente cria uma demanda de energia muito incomum”, diz Amber Villegas-Williamson, consultora principal do Uptime Institute no Reino Unido, que assessora fornecedores de eletricidade e data centers em padrões e confiabilidade. “É como acelerar demais o carro: desgasta o motor muito mais rápido do que manter uma velocidade constante.”...
Fonte: Infomoney
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ONS projeta alta de 4,1% no consumo de energia em 2026 no País, para 84.989 MW médios
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram a segunda Revisão Quadrimestral das previsões de carga para o planejamento da operação de 2026 a 2030. A estimativa é de crescimento médio anual de 4,5% da carga (consumo) do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período.
Segundo o ONS, para 2026 projeta-se aumento de 4,1% na carga global, para 84.989 MW médios. Em 2030, a carga deve alcançar 101.947 MW médios. As estimativas consideram a introdução da micro e minigeração distribuída (MMGD) e a expansão de data centers. Para 2026 e 2027, foram considerados também efeitos do fenômeno El Niño.
Na comparação com a primeira revisão do plano, houve um crescimento médio anual de 1.735 MW médios nas expectativas (1,9%). A estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi revista de 2,0% para 2,1%. Para 2027, a expectativa foi revista de 2,4% para 2,0%, devido à desaceleração do ciclo de cortes de juros e do conflito no Oriente Médio, informou o ONS.
Estimativa de crescimento do PIB em 2026: revista de 2,0% para 2,1%.
Expectativa para 2027: revista de 2,4% para 2,0%, devido à desaceleração do ciclo de cortes de juros e do conflito no Oriente Médio...
Fonte: Jornal do Comércio
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07/08/2026
Copel conclui venda de fatia na UHE Dona Francisca para a Gerdau por R$ 150,7 mi
A Copel concluiu a alienação de sua participação de 23,03% no capital social da Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), concessionária responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Dona Francisca. A fatia societária foi adquirida pela Gerdau S.A. pelo montante de R$ 150.719.205,75, pago em parcela única e já ajustado conforme as cláusulas do Contrato de Compra e Venda de Ações (CCVA).
A efetivação do fechamento financeiro (closing) ocorreu após o cumprimento integral das condições precedentes, incluindo as devidas anuências dos órgãos reguladores e as aprovações corporativas cabíveis. A transação dá continuidade ao processo iniciado em 15 de junho de 2026, quando a empresa comunicou o acordo ao mercado.
Reciclagem de capital e simplificação da estrutura societária
A saída do quadro societário da UHE Dona Francisca insere-se na estratégia da Copel de desinvestimento de participações minoritárias não operadas e simplificação de sua estrutura organizacional. A usina, localizada no Rio Jacuí (RS), possui 125 MW de potência instalada e opera sob regime de concessão no subsistema Sul...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/07/copel-conclui-venda-uhe-dona-francisca-gerdau-150-milhoes/
Alupar amplia receita regulatória em 10,3% no 2T26 e acelera expansão com R$ 10 bilhões em projetos de transmissão
A Alupar divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 registrando crescimento em seus principais indicadores financeiros e operacionais. A receita líquida regulatória consolidada da companhia somou R$ 946,1 milhões entre abril e junho, o que representa uma alta de 10,3% na comparação com os R$ 858,0 milhões apurados no 2T25. No mesmo período, o EBITDA regulatório consolidado atingiu R$ 724,7 milhões, avanço anual de 6,5%, enquanto o lucro líquido regulatório atribuído aos acionistas alcançou R$ 159,0 milhões.
Sob a métrica societária (IFRS), os números demonstraram forte expansão: a receita líquida chegou a R$ 1,6 bilhão, salto de 55,4% frente ao ano anterior, ao passo que o lucro líquido societário somou R$ 416,6 milhões, ante R$ 144,9 milhões no 2T25. Acompanhando o balanço, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 69,2 milhões em dividendos intercalares (R$ 0,07 por ação ordinária/preferencial e R$ 0,21 por unit), com pagamento programado para ocorrer em até 60 dias.
Pipeline de R$ 10 bilhões sustenta expansão na América Latina
A performance no trimestre reflete a maturação do plano de investimentos da geradora e transmissora, que combina geração de caixa previsível e expansão geográfica...
Fonte: Cenário Energial
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https://cenarioenergia.com.br/2026/08/07/alupar-receita-regulatoria-2t26-projetos-transmissao-tecp/
ANEEL analisa recurso da Enel SP contra processo de caducidade em sessão que marca despedida de Fernando Mosna
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) iniciou a análise do recurso apresentado pela Enel Distribuição São Paulo contra a recomendação de caducidade de sua concessão. O tema ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (5), quando o diretor Fernando Mosna, relator do processo, recebeu representantes da concessionária para ouvir os argumentos da empresa antes da deliberação da Diretoria Colegiada.
A reunião, realizada na sede da agência em Brasília a pedido da distribuidora, antecede a 16ª Reunião Pública Ordinária de 2026, marcada para 11 de agosto. A sessão será a última com participação de Mosna, cujo mandato termina em 13 de agosto, e deverá concentrar decisões relevantes para os segmentos de distribuição, geração e comercialização de energia.
Além do caso envolvendo a Enel SP, a pauta inclui recursos relacionados ao Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026) e processos administrativos decorrentes do apagão que atingiu o Sistema Interligado Nacional (SIN) em agosto de 2023...
Fonte: Cenário Energia
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Energia barata e conta cara
A conta de luz dos brasileiros poderia ficar até 32% mais barata se o País promovesse uma reforma estrutural do setor elétrico. A estimativa do Centro de Liderança Pública (CLP), que calculou o peso de itens que não apenas encarecem as tarifas do consumidor, mas, sobretudo, reduzem a atratividade dos investimentos e a produtividade da economia, como os subsídios e os jabutis – emendas estranhas que deputados e senadores penduram em projetos de lei e medidas provisórias.
O tema é bastante atual, haja vista que a Comissão de Serviços de Infraestrutura aprovou, há menos de um mês, uma proposta que resgatou jabutis que já haviam sido rejeitados em ocasiões anteriores para construção de termoelétricas em locais onde não há reservas de gás, gasodutos ou necessidade de consumo. A medida, por óbvio, visa a favorecer grupos de interesse, e, se avançar, terá seu custo repassado pelos parlamentares a todos os consumidores do País, uma legítima cortesia com o chapéu alheio que simplesmente ignora critérios de eficiência econômica e competição...
Fonte: Abinee - O Estado de SP
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https://www.clipping.abinee.org.br/energia-barata-e-conta-cara/
Axia, Auren, Engie e Copel: quais se destacaram mais entre as elétricas no 2º tri?
A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) mostrou realidades distintas para as principais empresas do setor elétrico brasileiro. Enquanto Axia Energia (AXIA3), Copel (CPLE3) e Engie Brasil (EGIE3) registraram crescimento operacional e foram beneficiadas por melhores condições no mercado de geração, a Auren (AURE3) continuou enfrentando pressão de custos de compra de energia e alavancagem elevada, o que pesou sobre seus resultados.
Em uma sessão de forte volatilidade, as ações AXIA3 caíram 0,91% (R$ 53,22) após chegarem a subir mais cedo, enquanto Engie (+0,27%; R$ 29,91) e Copel (CPLE3, +0,27%, R$ 14,90) tiveram estabilidade e as da Auren caíram 1,61%, a R$ 10,98.
Apesar das diferenças, analistas avaliam que os balanços ficaram, em geral, alinhados às expectativas do mercado.
Entre os destaques positivos, a Axia apresentou o maior crescimento operacional do grupo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado atingiu R$ 6,4 bilhões no trimestre, alta de 12% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo negócio de geração. Segundo o UBS BB, a companhia se beneficiou de um GSF mais favorável, preços mais altos de energia no mercado livre e maiores ganhos com modulação. A margem de contribuição da geração avançou 17% em um ano, reforçando a estratégia da empresa de manter uma posição mais exposta às oscilações dos preços de energia...
Fonte: Infomoney
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Setor elétrico já sente primeiros efeitos do El Niño, afirma Axia
A Axia (ex-Eletrobras) afirmou nesta quinta-feira (6) que o setor elétrico brasileiro já sente os primeiros efeitos do fenômeno El Niño, com aumento das chuvas no Sul. Em julho, o volume de precipitações sobre os reservatórios da região foi o maior para o mês em dez anos, segundo a empresa.
Diferentes instituições já preveem um El Niño forte em 2026, o que pode provocar impacto em variados setores da economia. Para o setor elétrico, a expectativa é de maior uso de térmicas e, como consequência, aumento na conta de luz.
Esse cenário pode ocorrer em caso de seca prolongada sobre os reservatórios das regiões Norte e Nordeste e de aumento da temperatura no Sudeste, o que eleva o consumo de energia. No Sul, geralmente, o problema são as fortes chuvas.
Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o volume de chuvas registrado sobre os reservatórios da região Sul nas duas últimas semanas de julho foi quase quatro vezes acima da média histórica. A previsão para agosto é que fique em quase o dobro da média.
Em junho, o operador emitiu alerta para os operadores de hidrelétricas na região, determinando que se preparem para as fortes chuvas. O ONS também iniciou um esquema especial para usar mais energia dessas usinas, ajudando a poupar água nos reservatórios do Sudeste...
Fonte: Jornal do Comércio
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Mudanças climáticas levam setor elétrico a reforçar redes de distribuição
As concessionárias de energia têm enfrentado desafios devido aos fenômenos climáticos. Fios rompidos, postes danificados, árvores caídas e os danos provocados por inundações, tempestades e vendavais levam as operadoras a reconsiderar a necessidade de uma infraestrutura mais sólida e resistente.
Segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), os investimentos anuais das distribuidoras do setor dobraram em comparação a anos anteriores. Os números cresceram de R$ 18 bilhões, em 2021, para R$ 41 bilhões no ano passado, sendo que 40% desse total é destinado à modernização das redes.
De acordo com a presidente da Abradee, Patricia Audi, as distribuidoras aumentaram os recursos destinados à preparação e ao enfrentamento de situações extremas. “A gente não pode evitar que os eventos climáticos aconteçam; nós temos que nos preparar para isso”. Dentre as ações, estão os planos de contingência para que o fornecimento de energia seja restabelecido no menor tempo possível.
A Abradee calcula que os investimentos do setor possam atingir R$ 50 bilhões por ano até 2030, em um plano que prevê R$ 260 bilhões para a modernização entre 2026 e 2030. Patrícia ressaltou que, para aumentar a resiliência das redes, é fundamental trabalhar em conjunto com as prefeituras e as defesas civis, além de adotar soluções que sejam adequadas a cada região.
Fonte: Notícias.R7
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Siemens Energy supera expectativas no trimestre com avanço da IA, recorde de pedidos e retomada da Gamesa
A Siemens Energy apresentou resultados acima das expectativas do mercado no terceiro trimestre fiscal de 2026, impulsionada pelo crescimento da demanda por infraestrutura energética para data centers de inteligência artificial (IA), expansão das redes de transmissão e recuperação operacional da Siemens Gamesa. O desempenho levou as ações da companhia à máxima em duas semanas na Bolsa de Frankfurt e reforçou a percepção de que a empresa atravessa um novo ciclo de crescimento.
No trimestre encerrado em 30 de junho, a fabricante registrou lucro líquido de € 1,19 bilhão, avanço de cerca de 71% em relação aos € 697 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou aproximadamente 21% acima do consenso compilado pela S&P Global Visible Alpha, que projetava € 983 milhões.
A receita consolidada também superou as estimativas do mercado ao crescer 17,5% na comparação anual, alcançando € 11,45 bilhões, acima da expectativa de € 11,24 bilhões.
Demanda por IA e expansão das redes elétricas impulsionam crescimento
O principal vetor de crescimento da Siemens Energy continua sendo a forte demanda por infraestrutura elétrica em mercados estratégicos. A divisão de Serviços de Gás ampliou as vendas de turbinas de grande porte, beneficiada principalmente pela construção acelerada de data centers voltados à inteligência artificial nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, investimentos em geração e transmissão de energia no Oriente Médio contribuíram para elevar o volume de contratos do segmento...
Fonte: Cenário Energia
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05/08/2026
Light identifica mais de 6 mil ‘gatos’ de energia em julho no RJ
A Light identificou 6.271 irregularidades no consumo de energia elétrica durante o mês de julho em ações de fiscalização realizadas na capital e na Baixada Fluminense. As operações, realizadas com apoio da Polícia Civil e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), terminaram em oito prisões em flagrante, 26 pessoas conduzidas para prestar esclarecimentos e 31 registros de ocorrência.
As equipes encontraram fraudes tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais, como restaurantes, padarias e outros empreendimentos. Entre as irregularidades identificadas estavam ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, e adulterações em sistemas de medição de energia.
As fiscalizações foram realizadas em diversos pontos da área de concessão da Light, com destaque para os bairros de Engenho da Rainha, Vigário Geral, Copacabana, Recreio dos Bandeirantes, Santa Cruz e Campo Grande, na capital, além dos municípios de Duque de Caxias e São João de Meriti, na Baixada Fluminense...
Fonte: Agenda do Poder
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https://agendadopoder.com.br/light-identifica-mais-de-6-mil-gatos-de-energia-em-julho-no-rj/
Taesa antecipa obras de transmissão e atinge R$ 273 milhões em RAP no Sul e Norte
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) anunciou a obtenção de novos Termos de Liberação emitidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), garantindo o avanço operacional de duas concessionárias estratégicas de seu portfólio. As energizações nas transmissoras Ananaí e Tangará destravam o recebimento de R$ 141,9 milhões adicionais em Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2026-2027, elevando o faturamento operacional consolidado dos dois ativos para R$ 273,2 milhões com efeitos retroativos a 27 de julho de 2026.
Os novos trechos operacionais reforçam a capacidade de execução da companhia ao entrarem em operação comercial com ampla antecipação em relação aos cronogramas regulatórios estipulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A entrega antecipada otimiza a rentabilidade das concessões arrematadas no Leilão de Transmissão nº 02/2022 e injeta flexibilidade operacional em pontos críticos do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Ananaí reforça intercâmbio regional e atinge 97% da receita operacional
Na concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica S.A., 100% controlada pela Taesa, o ONS liberou a operação comercial dos circuitos 1 e 2 da Linha de Transmissão 500 kV Ponta Grossa / Assis. O trecho adiciona aproximadamente R$ 123,6 milhões (ciclo 2026-2027, acrescido de PIS/Cofins) à receita do projeto. Somado aos R$ 45,1 milhões de RAP já habilitados em liberações parciais ocorridas em maio, a concessionária atinge R$ 168,7 milhões em faturamento anualizado, o que representa 97,3% da RAP total do empreendimento (R$ 173,3 milhões)...
Fonte: Cenário Energial
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Brasil lidera mercado de data centers, mas pressão no sistema elétrico ameaça expansão
O Brasil concentra cerca de 49% da capacidade instalada de data centers da América Latina e desponta como principal mercado da região para sustentar o crescimento da inteligência artificial (IA). No entanto, a expansão do segmento dependerá menos da demanda e cada vez mais da capacidade do setor elétrico de fornecer energia firme, ampliar a transmissão e superar gargalos regulatórios e de financiamento, segundo relatório da Moody’s Ratings.
De acordo com a agência de classificação de risco, o Brasil lidera a capacidade instalada de data centers na América Latina, à frente de México (27%) e Chile (9%). A América Latina possui cerca de 2.340 MW de capacidade instalada, com crescimento anual estimado entre 15% e 20%, impulsionado pela demanda de hyperscalers e pela migração corporativa para a computação em nuvem.
Com a alta anual e a tendência de crescimento, o relatório alerta que os novos campi de IA exigem cargas elétricas equivalentes às de grandes consumidores industriais, aumentando a pressão sobre sistemas de transmissão que não foram projetados para atender concentrações elevadas de demanda.
Apesar da abundância de fontes renováveis, especialmente hidrelétrica, eólica e solar no Brasil e no Chile, a região enfrenta limitações relacionadas às filas de conexão, à capacidade de transmissão, ao corte de geração em áreas com elevada geração renovável e aos longos processos de licenciamento para novos empreendimentos...
Fonte: Megawhat.uol
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Armazenamento de energia avança no Brasil: o que muda com as novas regras da Aneel
A expansão das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, tem transformado significativamente a matriz elétrica brasileira nos últimos anos. No entanto, esse avanço também trouxe um novo desafio: como garantir o fornecimento de energia quando o sol não está brilhando ou o vento perde a intensidade?
Parte da resposta está no armazenamento de energia, uma tecnologia que permite armazenar a eletricidade gerada em períodos de alta produção e disponibilizá-la conforme a demanda do sistema. Agora, essa solução ganhou impulso com a publicação da Resolução Normativa nº 1.161 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A normativa estabelece regras específicas para a autorização e operação dos Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE), o que, na prática, representa um passo significativo para consolidar um mercado que deve ganhar relevância nos próximos anos, acompanhando a evolução da matriz elétrica brasileira.
Por que o armazenamento se tornou tão importante?
Durante décadas, o sistema elétrico brasileiro foi estruturado principalmente em torno das hidrelétricas com reservatórios, capazes de armazenar energia na forma de água e ajustar a geração conforme a demanda. Com a expansão das fontes intermitentes (solar e eólica), cresce a necessidade de tecnologias capazes de oferecer flexibilidade ao sistema...
Fonte: Além da Energia.engie
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https://www.alemdaenergia.engie.com.br/armazenamento-de-energia-avanca-no-brasil/
CPFL investe R$ 1,1 bi em medidores inteligentes e eleva meta para 2,7 milhões até 2030
A CPFL Energia encerrou o primeiro ano de execução do seu programa de medição inteligente atingindo a marca de 400 mil medidores eletrônicos com telemedição instalados em sua área de concessão. Em resposta ao ritmo de implantação do projeto, a holding revisou para cima suas projeções operacionais: o plano plurianual agora prevê a substituição de 2,7 milhões de equipamentos até 2030, um incremento de 68% sobre a meta original divulgada ao mercado.
A iniciativa mobiliza um investimento consolidado de R$ 1,1 bilhão e abrange as distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga e CPFL Santa Cruz. O foco do aporte concentra-se na automação da infraestrutura de distribuição, na mitigação de perdas não técnicas e na transição para redes elétricas inteligentes (smart grids), capazes de operar com leitura bidirecional e processamento de dados em tempo real.
Ganho de eficiência de rede e autonomia no consumo
A substituição da medição eletromecânica tradicional por infraestrutura de medição avançada (AMI) permite a leitura remota centralizada, a identificação instantânea de interrupções no fornecimento (outage management) e o religamento automatizado. A tecnologia também confere aos consumidores do mercado regulado maior previsibilidade e acompanhamento do perfil de carga, requisito central para a adoção de tarifas dinâmicas e integração de recursos energéticos distribuídos...
Fonte: Cenário Energia
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ANEEL rejeita perícia da Enel SP e acelera processo de caducidade da concessão
A Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) recomendou o indeferimento do pedido de produção de prova pericial formulado pela Enel Distribuição São Paulo. A concessionária buscava a contratação de uma perícia multidisciplinar conjunta para reavaliar os indicadores de qualidade e a capacidade de resposta da rede em eventos climáticos extremos no âmbito do processo administrativo que analisa a caducidade do Contrato de Concessão nº 162/2008.
As diretrizes da área técnica constam no Memorando nº 416/2026-SFT/ANEEL, assinado pelo superintendente Giácomo Francisco Bassi Almeida e submetido à relatora do processo, a diretora Agnes Maria de Aragão da Costa. A fiscalização concluiu que a instrução processual reúne acervo probatório e documental suficiente, tornando a realização de uma nova perícia impertinente, além de sem previsão no rito sancionador regido pela Resolução Normativa nº 846/2019.
Prerrogativa estatal e limite do rito administrativo
Ao rebater a solicitação da distribuidora, a fiscalização ressaltou que as competências de regulação e fiscalização do setor elétrico são atribuições legais da agência e de suas conveniadas estaduais, respaldadas pelas Leis nº 9.427/1996 e nº 10.871/2004. As conclusões dos laudos regulatórios gozam de presunção de legitimidade e veracidade, que não foram afastadas pelas justificativas apresentadas pela concessionária...
Fonte: Cenário Energia
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03/08/2026
Ynova e Matrix anunciam parceria para expandir atuação em GD e no mercado livre
A Ynova e a Matrix anunciaram nesta segunda-feira, 3 de agosto, uma parceria estratégica para expandir suas atuações no mercado brasileiro de energia, ampliando o acesso a soluções de geração distribuída (GD) e mercado livre por meio de uma plataforma digital integrada.
A Ynova é um marketplace de energia especializado em conectar consumidores e fornecedores por meio de tecnologia. A empresa oferece serviços de migração para o mercado livre e contratação de energia para consumidores de alta tensão, além de conectar clientes de baixa tensão a usinas solares por meio de um sistema inteligente de matchmaking.
“O objetivo da parceria é ampliar exponencialmente o acesso à energia renovável para consumidores de baixa tensão em todo o Brasil”, afirma Guilherme Moya, cofundador e Co-CEO, da Ynova.
A parceria consolida uma relação que já existe há dois anos. Nesse período, a Matrix tornou-se uma das principais fornecedoras de soluções de energia dentro do marketplace da Ynova, contribuindo para o crescimento da plataforma e da oferta de energia em diversas regiões do país...
Fonte: Megawhat.uol
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Crescimento do agronegócio no Brasil supera infraestrutura disponível
O agronegócio brasileiro tem apresentado um crescimento acelerado, superando a capacidade da infraestrutura disponível, o que gera desafios significativos para os produtores rurais. A falta de energia, conectividade e transporte adequado são alguns dos principais obstáculos enfrentados pelo setor.
Desafios enfrentados pelo agronegócio
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Falta de energia elétrica adequada, com custos elevados para instalação.
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Deficiência na conectividade, dificultando o acesso à internet.
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Infraestrutura rodoviária e ferroviária insuficiente, especialmente em épocas de chuva.
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Carência de silos para armazenamento e irrigação adequada.
A importância da ação governamental
Especialistas destacam a necessidade de um projeto governamental que atenda às demandas do agronegócio, considerando sua relevância para a economia brasileira. A privatização e a terceirização dos serviços de energia e infraestrutura devem ser acompanhadas de regulamentações que garantam o atendimento adequado aos produtores...
Fonte: Canal Rural
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Mercado livre de energia entra em nova fase e empresas ampliam critérios para migração
A migração para o mercado livre de energia deixou de ser pautada exclusivamente pela redução da conta de luz. Em um cenário marcado pela alta do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), menor liquidez, encerramento das operações de algumas comercializadoras e aumento das exigências regulatórias, consumidores passaram a incorporar critérios relacionados à gestão de riscos, governança corporativa e capacidade financeira na escolha de seus fornecedores de energia.
A mudança reflete o amadurecimento do Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde a previsibilidade contratual e a segurança das operações ganham importância em um contexto de maior volatilidade dos preços e de maior complexidade na gestão dos contratos de energia.
Governança passa a pesar na decisão dos consumidores
Nos primeiros anos da abertura do mercado livre, o principal fator para a migração era o potencial de economia na fatura de energia. Embora a redução de custos continue sendo um dos principais atrativos, empresas passaram a avaliar também a capacidade das comercializadoras de administrar riscos e honrar compromissos ao longo de contratos de longo prazo...
Fonte: Cenário Energia
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AXIA Energia conclui energização de três subestações no Norte com investimento de R$ 114,2 milhões
A AXIA Energia concluiu a energização de três empreendimentos de transmissão localizados nos estados do Maranhão, Rondônia e Pará, após investimentos de R$ 114,2 milhões voltados à modernização da infraestrutura elétrica da região Norte. Os projetos, autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ampliam a capacidade operativa das instalações, fortalecem a integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e devem acrescentar R$ 10,65 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) à companhia nos próximos anos.
As intervenções foram realizadas nas subestações Presidente Dutra (MA), Pimenta Bueno (RO) e Marabá (PA), consideradas estratégicas para o escoamento e a segurança do suprimento de energia em importantes corredores de transmissão do país. Durante a execução das obras, foram gerados 406 postos de trabalho nas regiões atendidas.
Além do reforço à confiabilidade do sistema elétrico, os investimentos acompanham o aumento da demanda energética associado ao crescimento industrial e econômico observado nos estados da região Norte...
Fonte: Cenário Energia
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https://cenarioenergia.com.br/2026/07/31/axia-energia-energizacao-subestacoes-norte-rap-aneel/
Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre nos últimos dois anos, aponta CNI
Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 41% das indústrias brasileiras migraram para o Mercado Livre de Energia desde janeiro de 2024, quando entrou em vigor a norma do MME (Ministério de Minas e Energia) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente livre de contratação.
De acordo com o estudo, cerca de 73% dos empresários que deixaram o mercado cativo perceberam redução nos custos com energia elétrica. Além disso, 30% das empresas apontam a migração como a principal estratégia para reduzir a conta de luz.
Os dados do estudo apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.
Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre.
Entre as empresas atendidas em alta tensão, 63% já compram energia nesse ambiente. Nas pequenas indústrias, 22% já migraram para o mercado livre, enquanto 45% seguem no mercado cativo...
Fonte: Canal Solar
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