21/01/2026
Governança da CCEE entra em nova fase com aval da ANEEL
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (20), o novo estatuto social da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), durante a primeira reunião presencial da diretoria colegiada da Agência em 2026.
A deliberação encerra um dos processos mais longos e sensíveis da agenda regulatória recente e permite a retomada formal da reestruturação da governança da entidade, considerada peça-chave para o funcionamento do setor elétrico brasileiro.
Com a aprovação, ficam destravados os procedimentos necessários para a recomposição do Conselho de Administração da CCEE. A entidade já marcou assembleia para o mês de março e retomou o processo de indicação dos novos conselheiros, movimento que recoloca em marcha uma agenda institucional que vinha represada.
A decisão da ANEEL era aguardada com expectativa pelo mercado, que acompanhava o tema de perto diante das incertezas acumuladas ao longo da tramitação.
Processo sensível
O debate em torno do novo estatuto ganhou força a partir de 2024, quando divergências sobre o modelo de governança e a composição do conselho passaram a preocupar agentes do setor.
O principal ponto de atenção foi o receio de uma maior influência do governo federal sobre a CCEE, organização central para a operacionalização da comercialização de energia elétrica no país...
Fonte: Canal Solar
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ANEEL confirma R$ 8,59 milhões em penalidades no setor elétrico
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve multas que somam R$ 8,59 milhões após negar recursos apresentados pela Amazonas Energia, pela usina termelétrica Suape II, em Pernambuco, e pela PCH (Pequena Central Hidrelétrica) São Carlos, em Santa Catarina.
A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência em reunião realizada nesta terça-feira (20).
A Amazonas Energia foi penalizada em R$ 2,23 milhões por realizar a transferência de recursos à Oliveira Energia sem a autorização prévia da ANEEL. A Oliveira Energia assumiu o controle da distribuidora em 2018, durante o processo de privatização da companhia.
A UTE Suape II, instalada no Complexo Industrial Portuário de Suape, no município de Cabo de Santo Agostinho (PE), também recebeu multa no valor de R$ 4,92 milhões.
Segundo a Agência reguladora, a penalidade decorre de falhas na gestão, manutenção e operação da usina, que resultaram em baixo desempenho operacional.
A autuação foi aplicada inicialmente pela ARPE (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco) e posteriormente confirmada pela ANEEL.
No caso da PCH São Carlos, localizada em Lacerdópolis (SC), a empresa São Carlos Energia S/A foi multada em R$ 1,43 milhão em razão do atraso no cronograma de implantação do empreendimento.
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/aneel-milhoes-penalidades-setor-eletrico/
ICMS sobre energia: riscos e efeitos da autorregularização
Em 1.º de abril de 2025, a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) iniciou uma ação de autorregularização fiscal voltada a grandes consumidores de energia elétrica – sejam ou não contribuintes habituais do ICMS – como shoppings, hospitais e bancos. O foco está na cobrança retroativa do ICMS sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd) e a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (Tust), rubricas polêmicas no campo tributário.
Os notificados terão 60 dias para regularizar os débitos, com pagamento à vista, parcelamento ou compensação com créditos acumulados de ICMS.
A medida decorre do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema 986, que reconheceu a legalidade do ICMS sobre Tusd e Tust quando destacados na fatura como encargos do consumidor final. Assim, perdeu força a tese que sustentava a exclusão dessas tarifas da base de cálculo.
A iniciativa da Sefaz-SP oferece aos contribuintes a chance de regularizar sua situação com menos custos e menor risco jurídico. Programas de autorregularização costumam evitar multas pesadas – que, em caso de autuação, podem chegar a 75% do tributo devido, além de juros...
Fonte: Abinee - O Estado de SP
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Sabesp entra na fase final para assumir controle da Emae, mas aguarda ritos contratuais após aval regulatório
A aquisição da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) avançou para sua etapa decisiva, mas ainda não foi juridicamente consumada. Em comunicado ao mercado divulgado na noite de terça-feira, 20 de janeiro, a Sabesp informou que a conclusão da transferência do controle societário depende do cumprimento de “formalidades adicionais” previstas nos contratos firmados com as vendedoras Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) e Axia Energia.
O movimento ocorre após a companhia de saneamento obter aval dos dois principais órgãos reguladores envolvidos na operação: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ambos rejeitaram recursos apresentados pela Phoenix Água e Energia S.A., empresa ligada ao empresário Nelson Tanure, que tentava barrar o processo de privatização da Emae.
Com isso, a transação entra oficialmente na fase conhecida como closing, quando se encerram as disputas regulatórias e passam a prevalecer apenas os ritos contratuais e financeiros entre as partes envolvidas...
Fonte: Cenário Energia
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Reforma do Setor Elétrico: Lei 15.269/2025 redesenha o mercado e impõe novos desafios regulatórios
O setor elétrico brasileiro atravessa um dos períodos de transformação regulatória mais profundos das últimas décadas. A promulgação da Lei nº 15.269/2025 não é apenas um novo conjunto de regras; é um ponto de inflexão que busca consolidar debates de mais de dez anos sobre a modernização do marco legal. O objetivo é claro: adaptar um sistema desenhado originalmente para hidrelétricas a uma nova realidade de fontes variáveis, armazenamento e empoderamento do consumidor.
Débora Yanasse, sócia da área de Energia do Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown, observa que este movimento atual resgata a necessidade de reformas estruturais que não eram vistas desde a virada do milênio. Ao contextualizar o peso histórico deste momento e a necessidade de evolução da matriz, a especialista aponta para o retrovisor.
“Essa movimentação intensa ocorreu há mais de 20 anos, em 2004, quando se instituiu o modelo de leilões por menor preço para incentivar a expansão da geração e a diversificação da matriz, estrutura muito dependente de hidrelétricas”, afirma...
Fonte: Cenário Energia
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ANEEL homologa leilões de transmissão e energia existente de 2025
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) homologou, nesta terça-feira (20), os resultados do Leilão de Transmissão 4/2025 e de três Leilões de Energia Existente realizados ao longo de 2025. As decisões foram aprovadas em reunião da diretoria colegiada e confirmam investimentos bilionários no setor elétrico.
No caso do Leilão de Transmissão 4/2025, a ANEEL homologou e adjudicou os cinco lotes e quatro sublotes (6A, 6B, 7A e 7B). O certame prevê investimento estimado em R$ 5,5 bilhões, com potencial de gerar mais de 13 mil empregos diretos e indiretos. Os empreendimentos contemplam a construção e manutenção de 1.081 quilômetros de linhas de transmissão, além da instalação de 2.000 MW (megawatts) em capacidade de transformação e sete compensações síncronas, distribuídos em 12 estados. O prazo para conclusão das obras varia entre 42 e 60 meses, e as concessões terão duração de 30 anos.
Na mesma reunião, a agência também homologou os resultados dos Leilões de Energia Existente 5/2025, 6/2025 e 7/2025, conhecidos como “A-1”, “A-2” e “A-3”. Os certames, realizados em novembro de 2025, contrataram energia de 42 usinas já em operação, de diferentes fontes, para suprir distribuidoras de 10 estados...
Fonte: Agência Infra
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https://agenciainfra.com/blog/aneel-homologa-leiloes-de-transmissao-e-energia-existente-de-2025/
Mercado livre de energia avança e amplia liberdade de escolha para o consumidor brasileiro
O mercado livre de energia elétrica segue em expansão acelerada no Brasil. Esse ambiente de contratação livre registrou, em 2025, a entrada de mais de 21,7 mil novos consumidores, totalizando aproximadamente 85 mil participantes, responsáveis por cerca de 43% de toda a eletricidade consumida no país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse avanço reforça a modernização do setor elétrico nacional e a adesão crescente de empresas e empreendimentos a um modelo que oferece mais autonomia, competitividade e liberdade na contratação de energia, inclusive de fontes renováveis.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expansão do mercado livre de energia representa um passo estratégico para fortalecer a segurança energética, além de estimular a atração de investimentos e preparar o setor para um ambiente mais aberto, competitivo e alinhado às necessidades do consumidor.
“O crescimento do mercado livre de energia mostra como o país está avançando na modernização do setor elétrico. Estamos ampliando a liberdade de escolha do consumidor, promovendo mais competitividade e criando um ambiente favorável à atração de investimentos em todas as regiões brasileiras. Agora, com a Reforma do Setor Elétrico, a abertura do mercado para os pequenos consumidores (baixa tensão) será feita de forma gradual e responsável, sempre com um olhar voltado para a segurança energética e para as necessidades da população”, disse...
Fonte: Gov.br
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19/01/2026
Terceirização na construção de subestações por data centers
O Brasil apresenta uma oportunidade significativa para atrair data centers, devido à disponibilidade de energia renovável. Contudo, o processo de construção desses empreendimentos ainda representa um desafio significativo para o setor. Teoricamente, uma instalação de grande porte pode ser construída em nove meses, mas a conexão de energia leva mais tempo.
De olho nesse gap, algumas empresas estão mirando no desenvolvimento de terrenos, ou seja, na localização, compra e questões burocráticas, como um novo negócio que pode acelerar a implementação de data centers. O modelo é simples: elas identificam locais adequados, principalmente pela facilidade de conexão às redes de distribuidoras de energia, e desenvolvem o local para os empreendedores.
Outra parte importante do processo é a implantação de subestações para atender aos novos data centers. Muitas vezes, essa é uma necessidade do projeto e essa fase entraria no cronograma da distribuidora, que tem prazos padrões para construção do ativo. O problema, novamente, é o tempo necessário para isso...
Fonte: Além da Energia.Engie
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https://www.alemdaenergia.engie.com.br/terceirizacao-na-construcao-de-subestacoes-por-data-centers/
Governança da CCEE volta ao centro do debate e pode ter desfecho conclusivo
Um dos temas mais sensíveis e debatidos do setor elétrico brasileiro pode ganhar novo rumo já nos próximos dias. A discussão sobre a nova estrutura de governança da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) voltou à pauta com a expectativa de que a diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresente, finalmente, um posicionamento conclusivo sobre o assunto na primeira reunião presencial de 2026, agendada para amanhã, dia 20.
O processo, que se arrasta há meses, está sob voto-vista do diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, e é acompanhado de perto pelos agentes do mercado. O ponto de maior tensão é a nova composição do conselho de administração da CCEE. A proposta original busca aumentar a influência direta do governo, permitindo que o ministério indique a presidência e a maioria dos membros do conselho.
A manifestação da Aneel é vista como crítica para destravar uma agenda considerada estratégica. A definição sobre a governança da CCEE não envolve apenas aspectos formais de administração, mas tem reflexos diretos sobre a condução do mercado de energia, a segurança institucional e o equilíbrio entre os diferentes interesses representados na câmara...
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/governanca-ccee-debate-volta-aneel/
Investimento chinês pode reforçar cadeia de armazenamento no Brasil
A chinesa Sany avalia instalar uma unidade produtiva no Brasil. O conglomerado busca oportunidades de investimento no país, incluindo atividades ligadas à fabricação de equipamentos e soluções que podem contribuir diretamente para o processo de transição energética.
O interesse desperta atenção especial porque o armazenamento é visto como peça-chave para enfrentar desafios crescentes do sistema elétrico brasileiro, marcado pela rápida expansão de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.
A instalação de uma planta industrial voltada a esse segmento poderia fortalecer a cadeia produtiva local, reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade do país de integrar novas fontes à matriz elétrica com maior segurança e flexibilidade.
Perfil global
A Sany é um dos maiores conglomerados industriais da China, com atuação global e portfólio diversificado. O grupo é conhecido internacionalmente pela produção de máquinas pesadas, equipamentos para construção, soluções para o setor de energia e tecnologias industriais avançadas...
Fonte: Canal Solar
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ONS e EPE delimitam espaço na rede e dão sinal verde, com cautela, aos LRCAPs de 2026
A poucos meses da realização dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2026, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) deram publicidade a um dos documentos mais estratégicos para o sucesso dos certames: a Nota Técnica NT-ONS DPL 0005/2026, que estabelece os quantitativos da capacidade remanescente do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o escoamento de novos projetos de geração.
Publicada em 16 de janeiro, a nota técnica funciona como uma verdadeira radiografia da rede de transmissão brasileira, indicando onde há espaço físico e elétrico para a conexão de usinas termelétricas e hidrelétricas despacháveis e, principalmente, onde os limites técnicos impõem cautela aos empreendedores. O documento será referência obrigatória para os investidores interessados nos leilões marcados para 18 e 20 de março de 2026, que contratarão potência com início de suprimento escalonado entre agosto de 2026 e outubro de 2031.
Mais do que um levantamento numérico, o estudo explicita o grau de maturidade, e também as fragilidades, da infraestrutura de transmissão diante da necessidade crescente de confiabilidade do sistema elétrico, em um contexto de expansão acelerada de fontes intermitentes...
Fonte: Cenário Energia
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CPFL Energia aprova reorganização societária para integrar ativos de geração e comercialização
O Grupo CPFL Energia deu um passo decisivo em sua estratégia de simplificação administrativa e eficiência operacional. Em fato relevante publicado nesta sexta-feira (16), a companhia comunicou a aprovação, por unanimidade em Assembleia Geral de Debenturistas e Assembleia Geral Extraordinária, do pedido de cancelamento de registro da CPFL Geração como emissora de valores mobiliários na categoria “B” perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A movimentação é o preâmbulo de uma reorganização societária mais profunda: a incorporação da CPFL Geração pela CPFL Comercialização Brasil S.A. A estratégia busca unificar os braços de produção e venda de energia do grupo, criando uma estrutura mais ágil para enfrentar a crescente competitividade do mercado livre de energia no Brasil.
Sinergia operacional e otimização de portfólio
A integração entre o braço de geração e a comercializadora não é meramente contábil. No setor elétrico, a gestão unificada de ativos de geração com uma mesa de comercialização permite o que se chama de “otimização do portfólio energético”. Na prática, a CPFL passa a gerir de forma centralizada o risco hidrológico (GSF), a sazonalização da garantia física e as estratégias de venda de excedentes ou compra para lastro...
Fonte: Cenário Energia
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China produz 40% a mais de eletricidade do que EUA e UE juntos, diz estudo
A China é o país com a maior geração de eletricidade no mundo. A infraestrutura chinesa produziu 10.086 terawatts-hora em 2024. Para se ter uma ideia, a quantidade de energia gerada na China é 40% superior à soma da produção americana, 4.634 TW/h, e da União Europeia, 2.794 TW/h, no mesmo ano.
Os números são do Energy Institute e foram levantados em colaboração com as consultorias KPMG, Kearney e a Universidade de Heriot-Watt.
Investimentos e diversificação da matriz energética justificam a diferença entre a geração de energia na China frente à economia de países desenvolvidos.
Entre 2014 e 2024, a China apresentou um crescimento anual de 5,7% em sua produção de eletricidade, enquanto os Estados Unidos tiveram um aumento anual de 0,6% e a União Europeia teve uma redução anual de 0,2%.
A média mundial de crescimento na geração de eletricidade entre 2014 e 2024 é de 2,6%.
Outro ponto é a diversificação da matriz energética. Em 2024, a China tinha o carvão, as energias renováveis (solar e eólica) e a hidrelétrica como as principais fontes de energia. No mesmo ano, os Estados Unidos concentraram sua fonte de energia no gás natural, e a União Europeia, nas fontes de energia renováveis...
Fonte: CNN Brasil
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ISA ENERGIA BRASIL obtém licença ambiental para Projeto Fernão Dias e reforça a infraestrutura elétrica de São Paulo
A ISA ENERGIA BRASIL deu um passo decisivo para o fortalecimento da infraestrutura elétrica paulista ao conquistar a Licença Ambiental de Instalação (LI) do Projeto Fernão Dias. O empreendimento envolve o seccionamento da Linha de Transmissão 440 kV Bom Jardim – Água Azul e sua conexão à Subestação Fernão Dias, localizada no município de Atibaia (SP). Com 33 quilômetros de extensão, o projeto é considerado estratégico para ampliar a robustez, a flexibilidade operativa e a confiabilidade do sistema elétrico do Estado de São Paulo, especialmente em um contexto de aceleração da demanda por energia de alta qualidade.
A obtenção da licença ambiental marca o encerramento de uma etapa crítica do licenciamento e permite o início efetivo das obras, destravando um investimento previsto superior a R$ 300 milhões. Para o setor elétrico, o avanço do projeto representa mais do que a expansão física da rede: trata-se de um reforço estrutural em uma região que concentra grandes centros urbanos, polos industriais e, cada vez mais, empreendimentos intensivos em consumo energético, como data centers...
Fonte: Cenário Energia
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16/01/2026
Coelba remove cerca de 130 mil ligações irregulares de energia em 2025
Em média, distribuidora removeu 356 ligações por dia no estado; volume de energia recuperado poderia abastecer Salvador por 45 dias.
Em 2025, a Neoenergia Coelba identificou e removeu cerca de 130 mil ligações irregulares de energia em toda a Bahia. A quantidade é 17% superior quando comparada a 2024 e representa o maior volume registrado no estado. As ações recuperaram 476 milhões de quilowatts/hora de energia, suficiente para abastecer 3,8 milhões de residências por um mês ou todo o município de Salvador por 45 dias.
Para alcançar os resultados, a Neoenergia Coelba investiu em ferramentas tecnológicas e sistemáticas que permitem uma maior assertividade na identificação das fraudes. Em 2025, a quantidade de inspeções em campo foi inferior à 2024, porém o volume de fraudes encontradas foi maior. Em campo, a empresa também adquiriu novos drones para facilitar a identificação das ligações clandestinas.
“Nossas ações de combate ao furto de energia beneficiam toda a Bahia, assegurando aos consumidores regulares um fornecimento mais seguro e confiável, além de garantir que os impostos arrecadados retornem à sociedade na forma de investimentos no estado”, destaca a gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Coelba, Narah Rank...
Fonte: TRBN
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Menor município do país se torna o mais moderno em distribuição de energia
O município de Serra da Saudade, localizado na região centro oeste de Minas Gerais, é o menor município em número de habitantes do país. Segundo os dados de 2025 do IBGE, são 856 moradores.
Nesta quinta-feira (15), a localidade se tornou a mais moderna em distribuição de energia do país por meio de um projeto pioneiro no Brasil que reúne armazenamento inovador, geração solar dedicada à recarga, medição inteligente e automação avançada do sistema, em um investimento de R$ 7 milhões. A iniciativa é da CEMIG, a concessionária de energia elétrica de Minas Gerais.
O sistema instalado em Serra da Saudade tem capacidade de 2,0 MWh e possui um gerador fotovoltaico que, em vez de injetar energia diretamente na rede convencional, carrega um banco de baterias.
Em casos de falhas na rede principal, o equipamento é projetado para sustentar a demanda de energia da cidade por até 48h. O sistema de baterias também melhora a qualidade da energia fornecida, reduzindo distúrbios e mantendo a tensão estável dentro dos níveis regulatórios.
Segundo a concessionária, o projeto coloca não só Serra da Saudade, mas Minas e o Brasil na vanguarda de inovação do setor energético...
Fonte: CNN Brasil
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AGU cria grupo para apurar apagões de energia em SP
A Advocacia-Geral da União (AGU) instituiu um grupo de trabalho para apurar as medidas adotadas pela Enel SP após os episódios recorrentes de interrupção no fornecimento de energia elétrica na Região Metropolitana de São Paulo. A criação do grupo foi formalizada por meio da Portaria Normativa nº 206, de 15 de janeiro de 2026, publicada nesta sexta-feira (16) no Diário Oficial da União.
A equipe será responsável pela elaboração de um relatório circunstanciado sobre a atuação da concessionária e poderá sugerir a adoção de providências judiciais e extrajudiciais relacionadas à prestação do serviço público de distribuição de energia, em articulação com os órgãos competentes.
A medida atende a despacho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado em 12 de janeiro, que determinou à AGU a consolidação de documentos e informações desde a primeira interrupção considerada relevante no sistema elétrico atendido pela empresa.
O grupo será constituído a partir da próxima segunda-feira (19) e contará com representantes da Procuradoria-Geral Federal (PGF), da Procuradoria-Geral da União (PGU) e da Consultoria-Geral da União (CGU). Também participarão integrantes da Procuradoria Federal Especializada da PGF junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Consultoria Jurídica da CGU vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A coordenação ficará a cargo da Secretaria-Geral de Consultoria da AGU...
Fonte: Money Report
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https://www.moneyreport.com.br/brasil/agu-cria-grupo-para-apurar-apagoes-de-energia-em-sp/
Leis 15.269 e 15.270 de 2025: dobradinha legislativa e impactos para o setor de energia
Em menos de dois dias seguidos, tivemos a publicação de duas leis que devem movimentar o tabuleiro para os próximos anos.
A lei federal nº 15.269, de 24 de novembro de 2025, que tem como propósito modernizar o marco regulatório do setor elétrico para promover a modicidade tarifária e a segurança energética, estabelecer as diretrizes para a regulamentação da atividade de armazenamento de energia elétrica, prever medidas para facilitar a comercialização do gás natural da União, criar incentivo para sistemas de armazenamento de energia em baterias, entre outras providências.
E a lei federal nº 15.270, de 26 de novembro de 2025, que trouxe a isenção do imposto de renda para as pessoas físicas que recebem até R$ 5.000,00 por mês e introduziu a tributação de dividendos para a alta renda, além dos lucros e dividendos pagos ao exterior.
Como se não bastasse, ainda pende a regulamentação da reforma tributária sobre o consumo, introduzida com a Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025. Desabafo à parte, até os tributaristas estão cansados e desanimados com tantas mudanças.
O que dirá as empresas, que nesse manicômio tributário não sabem nem por onde começar. Estão mais para goleiro em como atacar todos esses temas, cujo objetivo central do governo é arrecadar para suportar suas despesas que nunca diminuem.
O presente artigo não pretende analisar as mudanças introduzidas para o setor elétrico, que também são para lá de confusas e longe de modernizar o setor, mas tão somente às questões tributárias introduzidas por ambas as leis.
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/dobradinha-legislativa-setor-energia/
Nova subestação da Cemig promete reforçar fornecimento de energia para 50 mil clientes
Entregue nesta quinta-feira (15/1) pelo governo de Minas Gerais e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a nova Subestação Santo Antônio do Monte 1, localizada na região Centro-Oeste do estado, deve beneficiar cerca de 50 mil clientes. Segundo o Executivo estadual, a obra integra o programa Mais Energia, que prevê a interligação de 200 novas subestações ao sistema elétrico mineiro até 2027.
A estrutura é a primeira subestação da Cemig instalada em Santo Antônio do Monte. Construída com investimento de R$ 29,2 milhões, a estrutura moderniza a rede de distribuição de energia e garante mais qualidade, segurança e confiabilidade no fornecimento, além de criar condições para o crescimento econômico e a atração de novos empreendimentos na região, conforme destacou o governo.
O Executivo informou ainda que o projeto contemplou a construção de uma Subestação Compacta Integrada (Seci), com potência de transformação de 15 megavolt-ampere (MVA). “Além disso, foi implantada uma nova linha de distribuição de alta tensão, com 17,9 quilômetros de extensão, interligando o município de Santo Antônio do Monte à Subestação Pedra do Indaiá 2. A estrutura garante maior flexibilidade operacional e contribui para a redução de interrupções no fornecimento de energia elétrica”, informou o governo estadual.
Mais Energia
Por fim, o Executivo ressaltou que, para 2026, a Cemig projeta investir R$ 2,1 bilhões em subestações e linhas de distribuição de alta tensão, com a expectativa de energizar 38 subestações novas ou ampliadas.
Fonte: O Tempo
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Procon-SP volta a multar Enel por falhas no fornecimento de energia
O Procon de São Paulo aplicou uma nova multa de R$ 14 milhões à Enel por falhas no fornecimento de energia elétrica na capital paulista e na Região Metropolitana no fim do ano passado. As penalidades são referentes aos períodos de 21 a 23 de setembro e de 8 a 14 de dezembro.
Segundo o órgão, as respostas da companhia às notificações do órgão e as reclamações formalizadas por clientes comprovaram as falhas na prestação dos serviços, como a interrupção no abastecimento de energia por 48 horas.
Na avaliação do Procon, isso infringe diretamente o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que aponta obrigação dos órgãos públicos em fornecer serviços essenciais de maneira contínua.
Com a nova multa, a Enel soma nove autuações desde 2019, quando assumiu a concessão do serviço em 24 cidades na região metropolitana de São Paulo e na capital. O valor em multas passa de R$ 90 milhões.
Outros problemas relacionados à empresa de energia também estão em análise pelo Procon, como a falta de respostas sobre as reclamações feitas por consumidores...
Fonte: CBN Globo
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14/01/2026
China “acende” seu sol artificial e avança rumo a uma fonte de energia limpa e quase inesgotável
Enquanto o mundo debate a transição energética, a China resolveu ir direto à origem — literalmente. O país vem acumulando progressos relevantes na busca pelo chamado “sol artificial”, um experimento que tenta reproduzir na Terra o mesmo processo que mantém o Sol “aceso” há bilhões de anos.
O projeto leva o nome técnico de Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST) e figura hoje entre os laboratórios de fusão nuclear mais avançados em operação no mundo.
A proposta é relativamente simples de explicar, mas extremamente difícil de executar: gerar energia unindo átomos, e não quebrando-os. Na prática, trata-se de um reator de fusão nuclear, tecnologia frequentemente apontada como o “Santo Graal” da energia limpa.
A promessa é ousada: produzir eletricidade abundante, em escala quase infinita, sem emissão de carbono e com resíduos muito menores do que os da energia nuclear convencional.
Não é marketing da China: é física de alto nível
Diferentemente das usinas nucleares atuais, que funcionam por fissão — a quebra de átomos —, a fusão faz o inverso: combina núcleos de hidrogênio para formar hélio, liberando energia no processo...
Fonte: Money Times
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Por que data centers consomem tanta energia e água? Entenda impactos
A cada vez que você escreve para o ChatGPT, ou algum outro chatbot do gênero, você está gastando entre 10 e 25 ml de água. Se pedir para ele gerar uma foto, uma pesquisa realizada pelo MIT Technology Review em 2023 estimou que o gasto de recursos pode ser 30 vezes maior do que isso nos data centers da inteligência artificial. É o mesmo tanto de água que gastamos para dar uma carga completa em nossos celulares.
Mas o que justifica consumos tão grandes de recursos? Para criar os textos e imagens com a rapidez que os serviços oferecem, é preciso investir pesado em data centers. Eles processam o que armazenamos em nuvem, os filmes que assistimos no streaming e os nossos prompts de IA, tudo ao mesmo tempo. E você já deve ter reparado como seu computador pessoal aquece quando você quer que ele execute várias coisas ao mesmo tempo.
“Eles funcionam como grandes centrais de processamento e armazenamento de dados, garantindo que serviços digitais como redes sociais, e-mails, sistemas corporativos, streaming e agora também as inteligências artificiais estejam sempre disponíveis e operando com eficiência”, explica Marcelo Henrique Casali, especialista em Gestão de Tecnologia de Informação (TI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)...
Fonte: Metrópoles
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https://www.metropoles.com/ciencia/por-que-data-centers-consomem-agua
Enel diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes, o dobro do divulgado anteriormente
A Enel, concessionária dos serviços de energia da cidade de São Paulo, afirmou que o apagão em 10 de dezembro prejudicou 4,4 milhões de clientes na capital naquele dia. O número equivale ao dobro do que havia sido divulgado pela própria empresa no ano passado.
Os dados foram relatados pela própria Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As informações foram noticiadas pela TV Globo e confirmadas pelo Estadão.
À época, a empresa afirmava que o apagão atingiu 2,2 milhões de clientes sem luz na quarta, após a chegada de um ciclone ao Estado de São Paulo. Segundo a concessionária, os 2,2 milhões de consumidores afetados correspondem ao pico de clientes desligados simultaneamente e não ao volume acumulado ao longo do apagão.
“Foram 12 horas seguidas de fortes ventos e, na medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. O número acumulado de clientes desligados ao longo do dia 10 foi significativamente maior, apurado em análise posterior ao evento climático”, diz a empresa...
Fonte: Eixos
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Reforma Tributária avança com segurança regulatória para o setor elétrico
A sanção da Lei Complementar nº 227/2026 pelo presidente da República representa um marco relevante para a consolidação da Reforma Tributária no Brasil e, em especial, para o setor elétrico. Ao instituir formalmente o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o governo federal confirmou a manutenção das regras de tributação da energia elétrica já estabelecidas na LC 214/2025, preservando o texto aprovado pelo Congresso Nacional e afastando o risco de mudanças estruturais de última hora.
Para os agentes do setor, a decisão tem peso estratégico. A confirmação do desenho tributário para a energia elétrica dentro do novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) garante previsibilidade regulatória em um momento de profundas transformações, tanto no ambiente institucional quanto na dinâmica de consumo, impulsionada pela abertura de mercado, pela digitalização e pela transição energética.
Estabilidade tributária no novo IVA
A LC 214/2025, agora integralmente preservada no que se refere à energia elétrica, definiu parâmetros considerados essenciais para a operacionalização do IBS e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Entre eles, destacam-se as regras sobre o local da operação, a incidência no destino e os mecanismos para evitar bitributação em cadeias complexas como a do setor elétrico, que envolve geração, transmissão, distribuição e comercialização em diferentes unidades da federação...
Fonte: Cenário Energia
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Neoenergia energiza Alto Paranaíba com 21 meses de antecedência e adiciona R$ 432 milhões à RAP
A Neoenergia concluiu e energizou o último trecho da linha de transmissão Alto Paranaíba, um dos maiores projetos de infraestrutura elétrica em implantação no país nos últimos anos. Com as obras 100% finalizadas e a entrada em operação comercial, o empreendimento amplia de forma significativa a capacidade de transmissão entre o norte de Minas Gerais e o estado de São Paulo, duas regiões estratégicas para o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN) em um cenário de rápida expansão das fontes renováveis.
O projeto foi concebido para responder a uma mudança estrutural do setor elétrico brasileiro, marcada pelo crescimento acelerado da geração eólica e solar, especialmente no interior do país. Ao incorporar critérios técnicos mais aderentes à atual dinâmica de oferta e demanda, a linha Alto Paranaíba fortalece o escoamento de energia renovável e aumenta a segurança elétrica em um dos principais eixos de consumo do Brasil.
Entrega antecipada e impacto econômico relevante
Um dos aspectos que mais chamam a atenção no empreendimento é o cronograma. As obras foram concluídas com mais de 21 meses de antecedência em relação ao prazo estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), um feito relevante em projetos dessa magnitude e complexidade. O investimento total foi de aproximadamente R$ 4,3 bilhões...
Fonte: Cenário Energia
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Relatório da Moody’s prevê US$ 3 trilhões para data centers e novo ciclo de demanda elétrica
Os investimentos globais em data centers caminham para um novo patamar histórico e devem atingir ao menos US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, segundo relatório divulgado pela Moody’s Ratings. O volume expressivo de capital reflete a rápida expansão da inteligência artificial (IA), da computação em nuvem e de aplicações digitais intensivas em processamento, fenômeno que vem reposicionando os data centers como ativos estratégicos não apenas para o setor de tecnologia, mas também para o setor elétrico e de infraestrutura energética.
De acordo com a agência de classificação de risco, esse fluxo de recursos será distribuído ao longo de toda a cadeia de valor dos data centers, abrangendo desde servidores e equipamentos de computação até a construção de instalações físicas e, de forma crescente, a expansão da capacidade de geração e fornecimento de energia elétrica. A combinação entre digitalização acelerada e demanda energética elevada coloca os data centers no centro das discussões sobre planejamento energético, confiabilidade do sistema e investimentos em redes...
Fonte: Cenário Energia
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CESBE e UFPR apostam em inteligência artificial para transformar a manutenção da transmissão de energia no Brasil
A digitalização dos ativos de transmissão e o uso intensivo de dados começam a ganhar tração no setor elétrico brasileiro, impulsionados pela necessidade de maior confiabilidade, eficiência operacional e resiliência do sistema. Nesse contexto, o Grupo CESBE e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciam uma parceria inédita para o desenvolvimento de uma solução de manutenção preditiva baseada em inteligência artificial (IA), voltada especificamente aos ativos de transmissão de energia elétrica.
O projeto, apoiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), marca a entrada mais estruturada do Grupo CESBE no campo da pesquisa aplicada e da inovação tecnológica, conectando engenharia pesada, ciência de dados e automação avançada. A iniciativa também dialoga diretamente com as tendências globais de transição energética, digitalização de infraestruturas críticas e otimização de ativos de longa vida útil, temas cada vez mais centrais para concessionárias, transmissoras e operadores do sistema.
Manutenção preditiva como resposta aos novos desafios da transmissão
A expansão da geração renovável, a maior complexidade da operação do sistema interligado e o envelhecimento de parte da infraestrutura tornam a manutenção da transmissão um desafio crescente. Tradicionalmente, a gestão de ativos elétricos se baseia em inspeções periódicas e manutenção corretiva ou preventiva, modelos que, embora consolidados, apresentam limitações diante de eventos extremos, sobrecargas e falhas inesperadas...
Fonte: Cenário Energia
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Mercado Livre de Energia perde fôlego com preços elevados e novas regras
As mudanças regulatórias e a disparada dos preços de energia vêm desacelerando o crescimento do mercado livre, movimento que deve ganhar ainda mais intensidade ao longo de 2026.
O último balanço divulgado pela CCEE mostra que 20.586 consumidores deixaram o mercado cativo entre janeiro e novembro de 2025 – uma queda de 13,13% na comparação com o mesmo período de 2024.
Em novembro de 2025, apenas 915 cargas migraram para o mercado livre, cerca de um terço do fluxo registrado em janeiro do mesmo ano, quando o movimento ainda seguia aquecido.
O contraste com 2024 é evidente. Naquele ano, o número de consumidores no mercado livre cresceu 236% em 12 meses, com 26.834 cargas migradas. O fluxo recorde foi impulsionado pela combinação de preços historicamente baixos de energia e pela flexibilização das regras do mercado livre, que, a partir de janeiro de 2024, passou a permitir o acesso de todos os consumidores de alta tensão.
Já 2025 começou em ritmo forte, com 3.020 cargas migrando apenas em janeiro, mas os meses seguintes registraram um fluxo gradualmente decrescente.
Segundo Vinícius David, especialista de estudos de mercado da consultoria Envol, a desaceleração é consequência direta do novo patamar de preços. Entre 2022 e 2024, os valores no mercado à vista giravam em torno de R$ 50,00 a R$ 60,00/MWh, o que estimulava a migração...
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/mercado-livre-energia-perde-precos-elevados-novas-regras/
12/01/2026
Drones transformam a inspeção da rede elétrica da Cemig e elevam o padrão de confiabilidade em Minas Gerais
A digitalização das redes elétricas avança de forma consistente no Brasil, e a Cemig tem se destacado ao incorporar tecnologias que ampliam a eficiência operacional e a confiabilidade do fornecimento de energia. Em Minas Gerais, a distribuidora já conta com uma frota de 99 drones dedicados à inspeção de redes de distribuição e de linhas de média e alta tensão, promovendo uma verdadeira mudança de paradigma na manutenção do sistema elétrico.
A iniciativa insere a companhia em um movimento global de modernização das utilities, no qual a inspeção aérea deixa de ser um recurso pontual e passa a integrar de forma estruturada a estratégia de manutenção preventiva e corretiva. Com os drones, a Cemig amplia a capacidade de análise, reduz riscos às equipes de campo e acelera a identificação de falhas, especialmente em trechos de difícil acesso, comuns em um estado com dimensões territoriais e diversidade geográfica como Minas Gerais.
Da inspeção visual ao monitoramento inteligente
Historicamente, a inspeção da rede elétrica dependia quase exclusivamente do trabalho presencial de técnicos especializados, que percorriam quilômetros de linhas observando estruturas, condutores e equipamentos, muitas vezes em áreas rurais, regiões de mata fechada ou locais com acesso restrito. O uso de câmeras termográficas já havia representado um avanço importante, ao permitir a identificação de pontos quentes e frios associados a sobrecargas, conexões defeituosas e anomalias invisíveis a olho nu...
Fonte: Cenário Energia
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Brasil mira hub global de IA com megaprojeto de data centers e tecnologia da Hitachi Energy
O avanço acelerado da inteligência artificial e da computação de alta performance (HPC) está redefinindo as bases da infraestrutura energética global, e o Brasil começa a se posicionar de forma estratégica nesse novo tabuleiro. A Hitachi Energy e a RT-One anunciaram um acordo estrutural para o desenvolvimento da maior plataforma de data centers voltada à IA na América Latina. O projeto, que contempla megacampus em Uberlândia (MG) e Maringá (PR), conecta expansão digital e planejamento elétrico em uma escala inédita no país.
Diferente de instalações tradicionais de TI, os data centers de IA impõem exigências técnicas superiores ao sistema elétrico: consumo contínuo e intensivo, baixa tolerância a oscilações e necessidade de modularidade para expansão. Nesse cenário, a Hitachi Energy atuará como parceira estratégica no fornecimento de sistemas de alta tensão e soluções de conexão de rede, garantindo a confiabilidade e a resiliência operacional necessárias para sustentar serviços críticos de nuvem soberana.
Desafios de Carga e Integração ao SIN
A escolha das localidades e a engenharia envolvida respondem a um cenário de pressão sobre a rede elétrica brasileira. Segundo projeções do setor, o consumo de eletricidade no país deve avançar 3,3% ao ano até 2035, impulsionado pela eletrificação industrial e pela crescente demanda de processamento de dados...
Fonte: Cenário Energia
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Novo marco legal reposiciona o setor elétrico e redefine o futuro da energia no Brasil
A sanção do novo marco legal do setor elétrico brasileiro inaugura uma etapa decisiva para a organização, a segurança e a modernização do sistema de energia do país. A nova legislação chega em um momento considerado estratégico por agentes do mercado: o Brasil preserva uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com mais de 80% da geração proveniente de fontes limpas, mas enfrenta desafios crescentes relacionados à robustez da infraestrutura, à estabilidade operativa e à adaptação a eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.
O texto legal busca atualizar instrumentos regulatórios que, em muitos casos, permaneciam ancorados em premissas de um sistema menos complexo e menos digitalizado. Entre os principais objetivos do novo marco estão o fortalecimento da governança setorial, o aumento da previsibilidade regulatória, a ampliação da segurança jurídica e a melhoria dos mecanismos de resposta a falhas sistêmicas, apagões e situações críticas de suprimento.
Para investidores, comercializadores, geradores e consumidores livres, a mudança é vista como um sinal relevante de amadurecimento institucional do setor elétrico brasileiro, alinhando o país às melhores práticas internacionais de planejamento energético e gestão de riscos...
Fonte: Cenário Energia
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Smart grid performance indicators proposed for Europe
EU regulation requires national regulators to monitor the development of smart electricity grids but so far have lacked a common approach for assessing their real world performance.
Following a joint CEER, ACER guidance paper on smart grid performance indicators released in June 2004, the two organisations have now published detailed documents on smart grids at the transmission and distribution levels that are intended to provide a starting point for the national regulators.
The ACER paper addresses transmission smart grid infrastructure with the proposal of three core output indicators to measure infrastructure performance due to smart grid development:
Performance of existing transmission assets in real-time system operations measured through comparison of the ampacity applied by TSOs in real-time system operation with the corresponding static ampacity on key grid elements such as lines and transformers. A value above 1 indicates that grid enhancing technologies or improved operational practices have increased the usable transmission capacity of existing assets...
Fonte: Enlit.World
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https://www.enlit.world/library/smart-grid-performance-indicators-proposed-for-europe
Governo federal manda apurar falhas da Enel no fornecimento de energia em SP e eventual responsabilidade da Aneel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que órgãos do governo federal apurem falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica pela Enel, concessionária responsável pelo abastecimento na capital paulista e em 23 municípios da Grande São Paulo.
O despacho, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (12), também determina a investigação de eventual responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após reiterados pedidos do Ministério de Minas e Energia para abrir processos administrativos. A reportagem procurou a Enel e a Aneel e aguarda posicionamentos.
No despacho, o presidente cita “episódios relevantes de falha na prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica” e determina a atuação do Ministério de Minas e Energia, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) junto à Aneel.
A decisão ocorre após os governos federal, estadual e municipal anunciarem, em dezembro do ano passado, o início do processo de extinção do contrato com a Enel...
Fonte: G1.Globo
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Chineses testam 1º sistema de energia eólica flutuante do mundo
Uma empresa chinesa testou em 5 de janeiro de 2026 o 1º sistema de energia eólica flutuante do mundo. O teste de 30 minutos do S2000 Sawes (Stratosphere Airborne Wind Energy System), foi realizado em Yibin, na província de Sichuan. O equipamento chegou a atingir 2.000 metros de altitude e gerou, no período, 385 kWh (quilowatt-hora). O sistema se assemelha a um dirigível. Tem 60 metros de comprimento, 40 metros de largura e 40 metros de altura. Conta com turbinas eólicas. O projeto foi desenvolvido pela Sawes Energy Technology. A empresa já havia testado um modelo anterior em setembro de 2025, mas o novo tem maior capacidade de carga e mais resistência às condições climáticas –não está claro, no entanto, até que ponto o equipamento aguenta.
Segundo a empresa, o sistema é preenchido com hélio para flutuar, aproveitar a energia eólica e transmiti-la para o solo por meio de um cabo –há uma estrutura que fica em solo. Cada unidade do equipamento é capaz de gerar 3 MW (megawatt). Em entrevista ao site Global Times, da China, o CEO da empresa, Dun Tianrui, disse que a energia gerada em uma hora será capaz de recarregar cerca de 30 carros elétricos de 0% a 100%.
A tecnologia está em fase inicial de testes e precisa ter seus resultados comprovados. Em seu site, a Sawes sugere que seu sistema gera mais energia por ficar a uma altitude maior que uma torre, é mais leve, mais confiável e mais flexível. Um dos desenhos mostra o S2000 a 10.000 metros –o que poderia causar problemas porque aviões comerciais voam nessa altitude...
Fonte: Poder 360
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09/01/2026
Empresas de energia sobem na B3 com apoio de estrangeiros
O setor de energia dominou os ganhos no pregão de ontem na B3. Axia (exEletrobras) subiu 3,41% (ON); CPFL, 3,15%; Copel, 2,15%; e Energisa, 1,58%. O analista Pedro Galdi, da AGF, atribui o movimento ao maior fluxo de estrangeiros assumindo posições no segmento.
Fonte: Abinee - O Estado de SP
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https://www.clipping.abinee.org.br/empresas-de-energia-sobem-na-b3-com-apoio-de-estrangeiros/
Esta empresa mineira de R$ 280 milhões gerencia 4% da energia do Brasil
A Grid Energia é uma das principais plataformas independentes de soluções em energia do país.
A companhia nasceu da união de cinco marcas que atuavam em frentes complementares do setor elétrico e, hoje, combina gestão, inteligência de mercado, eficiência energética e comercialização de energia, atendendo de pequenas a grandes empresas.
Fundada em 2012, em Belo Horizonte, a Grid atua em duas frentes. A primeira é a área de serviços e soluções, voltada a ajudar empresas a entender, contratar e gerenciar energia em um ambiente regulatório e operacional altamente complexo.
O escopo inclui desde o acesso ao mercado livre de energia até a gestão de contratos, relacionamento com distribuidoras, representação junto à Câmara de Comercialização de Energia, análise de riscos, inteligência de preços e projetos de eficiência energética.
“Nessa área, a gente tem mais de 1.500 clientes e já faz a gestão de quase 4% da energia brasileira”, afirma Stéfano Angioletti, diretor institucional e um dos sócios da empresa.
A segunda frente é a comercialização de energia elétrica, tanto no atacado quanto no varejo. Nesse modelo, a Grid compra grandes volumes de energia diretamente de geradores e revende para consumidores industriais, ajustando contratos às necessidades específicas de consumo de cada cliente...
Fonte: Exame
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https://exame.com/negocios/esta-empresa-mineira-de-r-280-milhoes-gerencia-4-da-energia-do-brasil/
Energia furtada em Goiás em 2025 seria suficiente para abastecer Goiânia por seis dias
Levantamento da Equatorial Goiás aponta que o volume de energia desviada no estado ao longo de 2025 alcançou 22,47 gigawatt-hora (GWh), montante capaz de suprir o consumo da capital goiana por seis dias. O número resulta de mais de 370 operações de combate a ligações clandestinas realizadas pela concessionária, com apoio das forças de segurança, que levaram à prisão de 188 pessoas.
Segundo a empresa, a energia consumida de forma irregular no ano passado também seria suficiente para abastecer Anápolis por 23 dias, Aparecida de Goiânia por 19 dias ou Pirenópolis por mais de um ano, considerando apenas o consumo médio residencial. O volume evidencia, de acordo com a distribuidora, o impacto financeiro e operacional provocado pelo furto de energia, além dos riscos à segurança da população.
Os municípios com maior número de irregularidades registradas foram Goiânia (5.118 casos), Região Metropolitana (5.105), Luziânia (4.341), Uruaçu (2.360) e Morrinhos (2.346). Também aparecem na lista Montes Belos, Rio Verde e Iporá...
Fonte: Jornal Opção
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Cade aprova compra da Tempo pela Light Energia e reforça estratégia de entrada no varejo do mercado livre
A Light Energia (LIGT3) deu um passo relevante em sua estratégia de reposicionamento no setor elétrico brasileiro ao obter a aprovação, sem restrições, da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a aquisição da Tempo Comercializadora. O despacho, publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (8/1), elimina o principal entrave regulatório da operação e autoriza o grupo fluminense a atuar formalmente no segmento de comercialização varejista de energia elétrica.
A decisão ocorre em um momento de transformação estrutural do mercado, marcado pela ampliação gradual do acesso de consumidores de menor porte ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Com a operação, a Light passa a controlar uma comercializadora já licenciada, apta a representar clientes junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), simplificando a jornada de migração para pequenas e médias empresas, público que deve liderar a próxima onda de abertura do mercado livre...
Fonte: Cenário Energia
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Bandeira Tarifária: ANEEL divulga calendário de acionamento para 2026
O calendário de acionamento das bandeiras tarifárias que irão vigorar a cada mês no decorrer do ano de 2026 está disponível para consulta dos interessados. Ao longo do ano, a ANEEL divulga, nas datas previstas, a cor da bandeira que estará vigente no mês seguinte.
O sistema implantado em 2015 sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica por meio das cores das bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. Desta forma, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.
Com condições de geração favoráveis, neste mês de janeiro foi acionada a bandeira verde, indicando que não haverá custo adicional nas contas dos consumidores de energia elétrica...
Fonte: Gov.br
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07/01/2026
Geração Distribuída alcança 43,5 GW em 2025 e projeta salto para 50 GW até o fim de 2026
O setor de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) encerrou o ano de 2025 consolidando uma trajetória de crescimento que o posiciona não mais como um segmento emergente, mas como um componente indispensável da matriz elétrica brasileira. Dados consolidados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revelam que o país atingiu a expressiva marca de 43,5 GW de potência instalada, refletindo um amadurecimento regulatório e operacional que permeia desde o ambiente residencial até grandes complexos agroindustriais.
Para 2026, a perspectiva permanece otimista, embora o mercado comece a transitar de uma fase de crescimento puramente quantitativo para um ciclo de sofisticação técnica. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) projeta um avanço de 15% na capacidade instalada para o próximo ciclo, o que levaria o Brasil à marca simbólica de 50 GW. Esse movimento é impulsionado pela estabilidade conferida pelo Marco Legal da GD (Lei 14.300/2022) e pela crescente viabilidade econômica de novas tecnologias...
Fonte: Cenário Energia
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Light investe R$ 12 milhões para reconstruir rede subterrânea no Leme e Copacabana
Após enfrentar um dos episódios mais críticos de interrupção no fornecimento de energia elétrica na zona sul do Rio de Janeiro nos últimos anos, a Light iniciou nesta quarta-feira (7) um amplo processo de renovação da malha elétrica subterrânea nos bairros do Leme e de Copacabana. A intervenção, que envolve um investimento de R$ 12 milhões, ocorre depois da conclusão dos reparos emergenciais que permitiram o restabelecimento da energia e tem como objetivo aumentar a segurança, a confiabilidade e a resiliência do sistema elétrico em uma das regiões mais densamente povoadas e economicamente relevantes da cidade.
A medida surge na esteira de um apagão que deixou milhares de consumidores sem energia por quase três dias, em decorrência do furto de cabos da rede subterrânea. Segundo a concessionária, a sobrecarga causada pela subtração de aproximadamente 3,5 quilômetros de cabos de cobre comprometeu severamente o sistema, exigindo uma resposta emergencial com o uso intensivo de geradores e mobilização contínua de equipes técnicas...
Fonte: Cenário Energia
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Equatorial exerce opção de compra e consolida 95,5% do capital da Equatorial Distribuição
A Equatorial S.A. (EQTL3) comunicou ao mercado nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o exercício integral da opção de compra de ações preferenciais classe A e classe B da Equatorial Energia Distribuição S.A. O movimento, previsto no Acordo de Acionistas firmado com o Itaú Unibanco S.A. em 2019, marca a conclusão de uma etapa estratégica de simplificação societária e fortalecimento do controle acionário do grupo sobre seus ativos de distribuição.
Com a liquidação da operação, a Equatorial passa a deter 95,53% do capital social total da subsidiária. O movimento é lido por analistas do setor como um passo fundamental para reduzir a complexidade da estrutura de capital do grupo, garantindo maior agilidade na tomada de decisão e alinhamento estratégico em um momento de desafios regulatórios crescentes no segmento de distribuição.
Estrutura da Transação e Conversão de Ações
O exercício da opção envolveu o desembolso total de R$ 172,8 milhões por parte da holding. Desse montante, R$ 28,2 milhões foram destinados à aquisição das ações preferenciais classe A (representando 1,66% do capital) e R$ 144,6 milhões para as ações classe B (2,75% do capital). A transação seguiu os termos precificados e ajustados conforme os aditivos contratuais celebrados entre 2019 e 2025...
Fonte: Cenário Energia
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Como funciona o setor elétrico da Venezuela?
A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro colocaram o país sul-americano novamente no centro do debate geopolítico internacional.
O episódio marca uma ruptura relevante em um cenário de mais de uma década de isolamento político, sanções econômicas e forte deterioração institucional.
Em meio às discussões sobre reconstrução econômica, reorganização do Estado e possível reabertura a investimentos externos, outro ponto que passa a ser analisado com mais atenção é o setor elétrico venezuelano.
Isso porque a infraestrutura energética local é hoje um dos principais gargalos do país, com apagões recorrentes e racionamentos prolongados fazendo parte da rotina da população.
Uma matriz concentrada em usinas hidrelétricas
Apesar de possuir uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela opera num sistema elétrico centralizado e fortemente dependente das hidrelétricas.
Dados do World Factbook, da CIA (Central Intelligence Agency), indicam que 77,6% da eletricidade gerada na Venezuela em 2022 teve origem em usinas hidrelétricas, enquanto 22,3% vieram de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural...
Fonte: Canal Solar
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https://canalsolar.com.br/como-funciona-setor-eletrico-venezuela/
Mais de 500 pedidos de outorgas foram revogados pela ANEEL em 2025
Em 2025, foram revogadas 509 outorgas entre usinas solares e eólicas, aproximadamente 22 GW. Essas revogações se referem aos pedidos ordinários de revogação de outorga feitos sob demanda, quando o empreendedor entende que o projeto não é viável.
Importante destacar que a Lei nº 15.269, de 2025 (Lei de conversão da Medida Provisória n° 1.304, de 2025) abriu a possibilidade para a revogação, sem penalidades, de 348 empreendimentos de geração de energia elétrica, que tiveram prorrogação do prazo para enquadramento no desconto das tarifas de uso da rede e que não assinaram o contrato de uso do sistema. O prazo para esse pedido encerrou em 26 de dezembro de 2025.
A tabela abaixo detalha a quantidade de outorgas, potência e valor da garantia dos projetos que solicitaram a revogação no prazo estipulado pela lei e daquelas que não solicitaram...
Fonte: Gov.br
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Energia solar ficará menos vantajosa a partir de 2026 com nova cobrança do Fio B; para quem gera a própria eletricidade, cálculo é alterado e deve impactar os valores
A geração de energia solar no Brasil passará por uma mudança relevante a partir de janeiro de 2026. Consumidores que instalaram sistemas fotovoltaicos homologados após 7 de janeiro de 2023 sentirão um impacto direto no custo da própria geração. A alteração decorre do avanço do cronograma previsto na Lei 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída.
A principal mudança está no aumento gradual da cobrança do chamado Fio B, um dos componentes da tarifa de distribuição de energia elétrica. Na prática, essa cobrança reduz a quantidade de créditos que o consumidor-gerador consegue abater na conta de luz ao injetar energia excedente na rede.
O que muda no cálculo dos créditos de energia solar em 2026
Até 2025, consumidores enquadrados nas regras de transição ainda conseguiam compensar 55% do valor referente ao Fio B. A partir de 2026, esse percentual cai para 40%. Isso significa que 60% desse componente tarifário deixará de ser abatido dos créditos gerados pela energia solar...
Fonte: Click Petróleo e Gás
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05/01/2026
Vulnerabilidade urbana: Furtos de cabos e sobrecarga expõem fragilidade da rede da Light no Rio
A interrupção no fornecimento de energia elétrica em trechos de Copacabana e do Leme entrou no terceiro dia consecutivo nesta segunda-feira, contrariando o anúncio da Light de que o serviço teria sido normalizado na noite de domingo. Relatos de moradores e comerciantes indicam que a energia segue ausente ou instável em diferentes pontos dos dois bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro, com impactos diretos sobre a rotina da população, a atividade econômica e a sensação de segurança.
Desde a tarde de sábado, consumidores convivem com oscilações, apagões prolongados e soluções emergenciais, como o uso de geradores. Em alguns casos, o fornecimento chegou a ser parcialmente restabelecido, mas voltou a falhar horas depois, configurando um quadro de instabilidade que se estende por dias e dificulta a retomada das atividades normais.
Regiões afetadas e operação com geradores
As queixas mais recorrentes se concentram na Avenida Prado Junior, em trechos da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e da Rua Belford Roxo, além da comunidade Chapéu Mangueira, no Leme. Em vários desses pontos, equipamentos de geração provisória foram instalados para suprir temporariamente a ausência de energia elétrica, o que evidencia a gravidade da ocorrência e a complexidade da recomposição do sistema...
Fonte: Cenário Energia
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Com 59% de energia renovável, estado de SP supera média nacional
O BEESP 2025 (Balanço Energético do Estado de São Paulo), divulgado no dia 30 de dezembro pela Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), demonstrou os números sobre o desempenho do estado em relação às fontes renováveis de energia.
Em 2024, a energia solar fotovoltaica representou 12% da eletricidade gerada no estado de SP. Com uma geração de 10,4 TWh, o crescimento foi de 16% em comparação ao ano anterior, quando o estado gerou 8,9 TWh.
Esse aumento consolidou a energia solar como a terceira maior fonte de geração de eletricidade no estado, atrás apenas da energia hidrelétrica e da biomassa. Segundo o balanço, a liderança paulista na geração solar se destaca principalmente no modelo de GD (Geração Distribuída).
Só em 2024, os municípios paulistas alcançaram a capacidade instalada de 6,2 GW nesse modelo, com a instalação de cerca de 1 GW ao longo do ano, posicionando o estado como líder nacional na adoção de sistemas fotovoltaicos distribuídos.
A análise também trouxe uma comparação interessante entre SP o Brasil e outros países: 59% da oferta interna bruta de energia de SP teve origem renovável, colocando o estado à frente da média nacional de 50% e da média dos países desenvolvidos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que registraram 13,2% de renováveis em 2023...
Fonte: Canal Solar
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STJ mantém decisão que obriga companhia de energia a organizar cabos em postes
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, negou pedido da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) para suspender uma decisão da Justiça do Rio Grande do Sul que a obriga a organizar e limpar os cabos instalados nos postes de Porto Alegre.
Entre as medidas mantidas pelo STJ ao rejeitar a suspensão da liminar, está a determinação de que a concessionária apresente, em 30 dias, um plano detalhado para organizar e sanear o cabeamento nos postes, a ser executado em até 120 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A empresa também deve implementar um canal de denúncias e dar destinação ambiental correta aos fios danificados.
O caso teve origem em ação civil pública movida pelo município. A tutela de urgência com as determinações a serem cumpridas pela CEEE-D foi proferida em primeiro grau e mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou pedido de atribuição de efeito suspensivo à decisão...
Fonte: Conjur
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Kaifa anuncia fábrica de hidrômetros inteligentes na ZFM com investimento de R$ 200 milhões
A empresa chinesa Kaifa anunciou um investimento de R$ 200 milhões para a instalação de uma fábrica de hidrômetros inteligentes na Zona Franca de Manaus (ZFM). A nova unidade deverá gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos e reforça o polo industrial amazonense como centro de produção tecnológica e base de exportação para a América Latina.
A decisão está diretamente ligada ao contrato de R$ 3,8 bilhões firmado entre a Sabesp e a Vivo, que prevê a substituição de 4,4 milhões de hidrômetros tradicionais por modelos inteligentes no estado de São Paulo. O projeto é considerado estratégico para a modernização do sistema de abastecimento de água e impulsionou a escolha do Brasil como local de produção dos equipamentos.
Segundo informações divulgadas pela Coluna do Broadcast, do Estadão, a Kaifa avaliou fatores como escala do contrato, ambiente regulatório e estrutura industrial antes de definir Manaus como sede da nova planta. A fabricação local permitirá à empresa reduzir custos logísticos e atender às exigências previstas em contratos públicos de grande porte...
Fonte: Rede Onda Digital
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https://redeondadigital.com.br/economia/kaifa-anuncia-fabrica-hidrometros-zmf
China produz energia das correntes marinhas mais barata que térmica
A China vai investir R$ 1,4 bilhão para construir uma usina capaz de produzir energia elétrica através de correntes marítimas. O empreendimento terá capacidade de 100 MW (megawatts). É uma parceria da Hangzhou Lindong New Energy com a estatal State Power e será instalado em Zhoushan, na província de Zhejiang. O anúncio foi feito na 4ª feira (31.dez.2025). A decisão do investimento foi feita depois de 9 anos de desenvolvimento de projetos de menor escala na região e avanços que reduziram o custo de produção de energia em 99% no período.
Em 2016, o custo para se produzir 1 kWh (quilowatt-hora) por corrente marítima era de 106 yuans (cerca de R$ 82,50), o que tornava o projeto insustentável financeiramente. Já em 2018, esse custo foi reduzido para 8,45 yuans (R$ 6,73). Em 2025, o valor para produzir 1 kWh se tornou 0,30 yuans (R$ 0,23), o que transformou a corrente marítima em uma alternativa mais barata do que a energia térmica, que na China tem um custo médio de 0,38 yuans (R$ 0,30).
O projeto que levou à aprovação da decisão de investimento opera integrada a rede elétrica de Zhoushan há 8 anos e já produziu 9 milhões de quilowatts-hora...
Fonte: Poder 360
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