22/07/2022

Modernização de UHEs agregaria 4,7 GW ao Brasil, afirma BID

A modernização de hidrelétricas poderia resultar em 4,7 GW de energia adicional ao sistema elétrico brasileiro. A estimativa do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID) é uma das principais propostas que derivam de um trabalho feito nos últimos oito meses em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética e o Fórum Econômico Mundial (WEF), que criaram um grupo de trabalho para identificar as oportunidades de aportes estratégicos em energia sustentável no Brasil.

O levantamento levou em consideração a participação de 50 partes interessadas entre os setores público e privado, com a concepção de ações que poderão servir de base para futuras iniciativas de política, planejamento e regulação.

O documento intitulado Mobilizing Investment for Clean Energy in Brazil  Country Deep Dive apresenta três áreas prioritárias: financiamento para Geração Distribuída, acesso à energia limpa pelos sistemas isolados e a já referida modernização das UHEs, que segundo o BID requereria US$ 15 bilhões em investimentos nos próximos oito anos. Ao mesmo tempo, traria a redução de 57 milhões de toneladas de CO2, por conta do deslocamento de térmicas a gás natural...

Fonte: Canal Energia

Leia mais em:

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53219279/modernizacao-de-uhes-agregaria-47-gw-ao-brasil-afirma-bid

Enel Rio finaliza melhorias da SE Entroncamento Araruama

A Enel Rio concluiu a obra de modernização da Subestação Entroncamento Araruama, localizada na Região dos Lagos. A distribuidora investiu cerca de R$ 2 milhões no projeto e a subestação, que atende diretamente os moradores de Araruama, ganhou uma nova saída de rede de distribuição de 15kV.

Segundo a Enel Rio, a modernização irá beneficiar mais de 40 mil clientes da cidade. “A partir dessa subestação, foi construído um novo alimentador, que é mais uma rede de distribuição para atender a população local. Essa iniciativa tem como objetivo aliviar a carga e melhorar a qualidade do fornecimento de energia para os nossos clientes. Hoje, se tivermos algum defeito na rede, uma menor quantidade de clientes será afetada por causa dessa divisão”, explica Rover França, responsável por Obras de Alta Tensão na Enel Distribuição Rio.

Fonte: Canal Energia

Leia mais em:

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53219238/enel-rio-finaliza-melhorias-da-se-entroncamento-araruama

A Associação Brasileira de Comercializadores de Energia enviou carta à Diretoria Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica de apoio ao pedido de sandbox regulatório sobre “open energy”. A proposta apresentada pela Lemon Energia prevê autorização temporária para que os agentes do setor desenvolvam modelos de negócios inovadores, com a testagem de tecnologias dentro de critérios e de limites estabelecidos pelo órgão regulador, mas com procedimento facilitado.

Inspirado no conceito de “open banking”, o “open energy” parte do princípio de que o consumidor é dono dos seus próprios dados de consumo de energia elétrica e deve ter liberdade para compartilhá-los quando e como desejar, de acordo com o que permite a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Para a Abraceel, haveria uma redução da assimetria da informação entre os agentes do setor, inclusive consumidores, além de redução dos custos operacionais, o que levaria a tarifas menores. Em nota, a associação afirma que dar ao consumidor o direito de compartilhar os dados de consumo com outras empresas em busca de ofertas melhores é um procedimento importante dentro do processo de modernização do modelo do setor elétrico, o que contribui para a digitalização e abertura do mercado de energia no Brasil…

Fonte: Canal Energia

Leia mais em:

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53219185/abraceel-defende-em-carta-a-aneel-proposta-de-open-energy

Geração de energia eólica cresce no Brasil

Os ventos já são a segunda maior fonte de geração de energia no Brasil e sua importância cresce ano após ano. Dados do Global Wind Energy Council colocam o país como o sexto maior produtor de energia eólica no mundo, com um salto da capacidade instalada de 1 gigawatt de potência, em 2011, para 21 gigawatts em janeiro de 2022. O número já representa 11% da matriz energética nacional, segundo o Governo Federal, e tende a aumentar: apenas as usinas eólicas em construção devem somar mais 5,5 gigawatts a esta conta, sendo que 2,95 gigawatts devem ser entregues ainda este ano.

Conscientes da crescente importância da utilização de energia de fontes renováveis, diversas empresas já começam a priorizar investimentos neste setor e adotar uma matriz energética limpa em suas operações. Um exemplo é o Grupo Moura que, hoje, tem cerca de 90% da energia utilizada em suas operações vindas de fontes renováveis. Para alcançar o resultado, a empresa pernambucana de baterias e acumuladores firmou parceria com a Casa dos Ventos para abastecer suas operações com a energia renovável do Complexo Eólico Rio do Vento, localizado no Rio Grande do Norte…

Fonte: Terra

Leia mais em:

https://www.terra.com.br/noticias/geracao-de-energia-eolica-cresce-no-brasil,b3b6d1fbb8e2b30884ea6c1466df1b19gm6eek1h.html

A WEG reportou que o aumento na demanda por geração solar distribuída (GD) no Brasil foi um fator importante no desempenho da empresa no segundo trimestre de 2022. A companhia registrou lucro de R$ 912,9 milhões no período.

Durante a teleconferência de apresentação de resultados financeiros, realizada nesta quinta-feira (21/07), o diretor de finanças e relações com investidores da WEG, André Salgueiro, afirmou que a empresa acredita na continuidade do desenvolvimento do mercado de GD solar no País.

“Inflação e câmbio podem impactar nos custos de equipamentos, mas o Brasil possui a combinação de boa irradiação solar e custos de energia relativamente altos. A solar continua fazendo sentido, independentemente do cenário macroeconômico. O que pode mudar é a velocidade do crescimento”, declarou Salgueiro.

O executivo ainda avaliou que as mudanças trazidas pelo marco legal da GD não devem representar um entrave para o mercado no próximo ano. Conforme a Lei 14.300, a primeira janela de transição, em que os sistemas fotovoltaicos mantém o atual regramento de compensação de créditos até 2045, será encerrada em janeiro de 2023...

Fonte: Portal Solar

Leia mais em:

https://www.portalsolar.com.br/noticias/negocios/empresas/weg-reporta-aumento-da-demanda-por-gd-solar-no-brasil-no-segundo-trimestre

MME diz que diretrizes para renovação de contrato de distribuição saem este ano

O Ministério de Minas e Energia (MME) espera ter prontas e divulgadas até o fim do ano as diretrizes para a renovação de concessões de distribuidoras de energia elétrica que vencerão a partir de 2024, disse hoje o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Econômicos do MME, Gustavo Manfrim. Segundo ele, a pasta vem tratando do tema “de maneira bastante intensa” e que o cenário atual é diferente do que aconteceu em 2015, quando dezenas de concessões de distribuidoras venceram, junto com dezenas de linhas de transmissão e de usinas hidrelétricas.

O tema é considerado relevante no setor porque o projeto de lei 414/2021, de revisão do marco legal do setor elétrico, permite a abertura do mercado livre para a baixa tensão, hoje gerida pelas distribuidoras, como residências e imóveis comerciais. A baixa tensão reúne a grande maioria das 87 milhões de unidades consumidoras de eletricidade.

O PL propõe a mudança no modelo de negócios das distribuidoras, reforçando o caráter de provedora de infraestrutura de rede elétrica. A discussão sobre a renovação de concessões tende a ser pautada já de olho no novo modelo comercial e regulatório para o segmento. O objetivo, afirmou Manfrim, é que os benefícios com as renovações sejam revertidos para os consumidores de eletricidade…

Fonte: Abinee - Valor Econômico

Leia mais em:

http://www.clipping.abinee.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=347700&sid=105

Cogeração de energia avança no Brasil

A prática da cogeração, em que é possível aproveitar um mesmo combustível para produzir mais de uma forma de energia (por exemplo, térmica e elétrica), tem crescido no cenário nacional. De acordo com dados da Associação da Indústria da Cogeração de Energia (Cogen), o País alcançou neste ano a marca de 20 mil MW de potência instalada nessa modalidade (o que seria suficiente para atender à demanda média de eletricidade de cinco estados, como o Rio Grande do Sul).

Apesar da evolução, o diretor de Tecnologia e Regulação da Cogen, Leonardo Caio Filho, recorda que a matriz elétrica brasileira é composta por cerca de 183 mil MW de capacidade instalada. “Então, em torno de 11% da matriz elétrica é advinda da cogeração e, quando a gente vê esse número isoladamente, parece bem representativo, mas a média mundial, hoje, é de 16% proveniente de cogeração”, comenta o dirigente. Ou seja, há ainda espaço para essa atividade crescer dentro do Brasil.

Caio Filho detalha que a maior parte da cogeração realizada no País é através das biomassas (matéria orgânica), com um pouco mais de 16 mil MW de capacidade instalada, sendo a cana-de-açúcar o principal destaque, com aproximadamente 12 mil MW. Já com o gás natural a potência em cogeração é de cerca de 3,1 mil MW. O diretor da Cogen ressalta que a energia elétrica oriunda dessa prática pode ser comercializada através de leilões promovidos pelo governo federal para atender à demanda do Sistema Interligado Nacional, pelo mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão comprar) e também destinada ao autoconsumo…

Fonte: Jornal do Comércio

Leia mais em:

https://www.jornaldocomercio.com/economia/2022/07/856205-cogeracao-de-energia-avanca-no-brasil.html

Por que a França quer estatizar totalmente a companhia de energia do país

Há muitos paralelos entre a gigante de energia da França, EDF, e a Petrobras brasileira. Duas multinacionais, no modelo de participação mista, tendo o Estado como sócio majoritário, e, nos últimos meses, a forte pressão pública para a redução nos preços elevados no setor de energia, impulsionados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Entretanto, enquanto no Brasil houve um alívio temporário no preço do combustível mais consumido no país, em função da queda do petróleo no mercado internacional, na França, a crise energética está se agravando. O governo do país europeu pede a redução do consumo atual, temendo uma escassez no inverno, quando a demanda naturalmente é elevada.

No contexto de forte inflação no setor de energia, Emmanuel Macron está buscando estatizar integralmente a gigante de energia EDF, no acordo estipulado em 9,8 bilhões de euros. Para os acionistas privados que representam 15,92% de participação, o Ministro da Economia e Finança, Bruno Le Maire, anunciou esta semana a oferta de 12 euros por ação. O valor é 0,25% acima dos 11,75 euros por ação, na cotação hoje, 20 de julho…

Fonte: Veja

Leia mais em:

https://veja.abril.com.br/economia/por-que-a-franca-quer-estatizar-totalmente-a-companhia-de-energia-do-pais/