13/06/2022

Mesmo com crise mundial de energia, atuação do Brasil é tímida no comércio internacional do setor

Referência em energia limpa, além de grande produtor de petróleo e gás, o Brasil tem atuação tímida no comércio mundial de combustíveis e eletricidade. Devido a uma série de razões, como o próprio perfil da matriz energética, condições geográficas e dificuldades de armazenagem, especialistas não veem mudança no curto prazo, mesmo quando a guerra na Ucrânia valoriza commodities energéticas.

À exceção do petróleo, área em que o país é um exportador líquido, a maioria dos embarques do setor energético teve uma participação inferior a 1% de tudo o que o país vendeu no exterior em 2021, segundo dados oficiais. É o caso da energia elétrica, com uma parcela de só 0,08%. Os principais compradores foram os vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai. A remessa é feita por meio de linhas de transmissão, o que impõe limites geográficos...

Fonte: Um Só Planeta - Globo

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https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2022/06/13/mesmo-com-crise-mundial-de-energia-atuacao-do-brasil-e-timida-no-comercio-internacional-do-setor.ghtml

Radar setorial: BBCE registra melhor mês desde abril de 2021

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) registrou em maio o melhor mês desde abril de 2021. Na comparação com maio do ano passado, a alta é de 37,2% no volume energético (GWh) e de 41,3% na quantidade de ofertas lançadas na plataforma. Ao todo, foram 23.201 GWh transacionados.

Porém, houve redução anual de 29,8% em quantidades de contratos. Em relação a abril, houve avanço de 33,6%. O volume financeiro foi de R$ 3,9 bilhões, 75% abaixo de maio de 2021. Com isso, a alta no volume médio por contrato foi de 82,7%.

ONS: perspectiva positiva para reservatórios

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) com as previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para a semana de 10 a 17 de junho, aponta reservatórios com bons níveis de armazenamento...

Fonte: Portal Solar

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https://www.portalsolar.com.br/noticias/mercado/mercado-livre/radar-setorial-bbce-registra-melhor-mes-desde-abril-de-2021

Ao mesmo tempo em que avançam os trabalhos para a conclusão do processo de capitalização da Eletrobras, com liquidação prevista para amanhã, a empresa e o governo avançam as tratativas relativas à assinatura de novos contratos de concessão de 22 usinas hidrelétricas, que passarão a poder vender energia a preços de mercado, no Ambiente de Comercialização Livre (ACL).

Conforme definiu o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o valor adicionado pelas novas concessões envolve R$ 67 bilhões. Desse total, R$ 25,3 bilhões serão pagos à União, em uma única parcela, a título de bonificação pela outorga dos novos contratos, como prazo de 30 anos.

Nos novos contratos, boa parte das hidrelétricas sairá do atual regime de cotas – que só remunera operação e manutenção e no qual o risco hidrológico é alocado ao consumidor – e passará ao regime de produção independente, dando à companhia mais liberdade de comercialização, mas também exigindo a administração dos riscos associados à oscilação da produção por causa das chuvas. A Eletrobras também terá novos contratos de concessão das usinas de Tucuruí, Mascarenhas, Sobradinho e Itumbiara…

Fonte: Abinee - O Estado de SP

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http://www.clipping.abinee.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=346961&sid=105

CEO da Engie diz que Eletrobras privatizada estimula investimentos e competição no setor de energia

Com a privatização da Eletrobras, a Engie perdeu o primeiro lugar no ranking e assumiu a vice-liderança entre as empresas privadas de energia no país.

Maurício Bähr, principal executivo da companhia francesa no Brasil, avalia que a concorrente, agora sem controlador definido, deve fomentar um ambiente de mais investimentos no setor, com foco em fontes renováveis de energia. Espaço para crescer e para competir no Brasil não falta, avalia.

Segundo ele, o consumo de uma família americana é equivalente a dez vezes o de uma brasileira. A empresa está de olho na transição energética para uma economia de baixo carbono, que ganhou fôlego com a escalada do petróleo, na esteira do conflito entre Rússia e Ucrânia. No Brasil, há projetos de energia eólica no Nordeste e discussões de acordos para hidrogênio verde. O que falta, afirma, é rever a legislação para incentivar novas fontes…

Fonte: Abinee - O Globo

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http://www.clipping.abinee.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=346962&sid=105

Avanços na modernização do setor elétrico, com a aprovação dos projetos de lei 414 e 1917, ampliação do mercado livre, adoção do modelo de formação de preços por oferta, redução de encargos incidentes sobre a conta de energia e aumento da convergência com o setor de gás natural estão entre as propostas que a Confederação Nacional da Indústria preparou para os pré-candidatos à Presidência da República.

Foram produzidos, no total, 21 documentos com sugestões que serão discutidas no dia 29 de junho, em Brasília, no evento Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência da República. Cinco desses estudos estão na área de infraestrutura, mais especificamente energia, transporte e regulação, e na de meio ambiente e sustentabilidade, com os temas economia de baixo carbono e licenciamento ambiental.

As propostas da indústria são tradicionalmente apresentadas em ano de eleição presidencial, desde 1994. Um dos documentos produzidos para 2022 mostra que o preço da energia em 2019 para o consumidor industrial do mercado regulado era o segundo mais caro, na comparação com os sete países que mais exportavam para o Brasil...

Fonte: Canal Energia

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https://www.canalenergia.com.br/noticias/53214893/propostas-da-cni-para-presidenciaveis-incluem-modernizacao-e-interacao-com-setor-de-gas

Setor elétrico aguarda o PL 414/2021, mas enquanto isso o mercado continua em movimentação

Iniciamos o ano de 2022 com boas expectativas para aprovação, ainda no primeiro semestre, do Projeto de Lei 414/2021, que discute a portabilidade da conta de luz e moderniza o marco regulatório do setor elétrico para ampliar o mercado livre. Mas o tempo está passando e ainda não temos uma definição concreta de quando a Câmara dos Deputados encerrará os debates e o marco regulatório terá início.

Apesar disso, aguardar a aprovação do PL não é motivo para o mercado ficar parado. Estamos falando da modernização do setor, algo urgente para toda a sociedade. Hoje, apenas os grandes clientes têm acesso ao mercado livre, modalidade na qual consumidor e fornecedor negociam entre si condições para a contratação da energia. Dessa maneira, em média, os grandes consumidores podem reduzir os custos em cerca de 30%.

Estamos acompanhando os investimentos feitos no mercado atualmente e sabemos que essa concorrência é vital para que a transformação no setor elétrico seja profunda, principalmente após a aprovação do PL. Milhares de empresas e residências terão a oportunidade de escolher de quem comprar a energia. Continuarão sendo atendidos normalmente pela rede elétrica da concessionária distribuidora, mas o consumidor poderá escolher de qual fornecedor deseja comprar o insumo…

Fonte: Canal Energia

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https://www.canalenergia.com.br/noticias/53214286/setor-eletrico-aguarda-o-pl-4142021-mas-enquanto-isso-o-mercado-continua-em-movimentacao

A contratação de quatro navios-usina pelo governo federal, como medida emergencial tomada no fim do ano passado para garantir o abastecimento de energia no País, transformou-se na mais nova bomba financeira do setor elétrico. Atrasada, ainda não acendeu uma única lâmpada no País, embora tenha impacto bilionário previsto para a conta de luz.

Por contrato, esses navios-usina tinham de ter começado a entregar energia no dia 1.º de maio. O prazo era uma condição essencial para justificar um acordo fechado em outubro, quando o País estava com a maior parte dos reservatórios das hidrelétricas esvaziada e convivia sob a ameaça de um desabastecimento elétrico neste ano. O governo fez a contratação via "procedimento competitivo simplificado" ao custo de R$ 3 bilhões por ano.

Foi publicado edital emergencial, sem exigência de estudos técnicos aprofundados e que dispensava processos básicos de licenciamento ambiental. Tudo atrasou. Nenhum navio-usina foi ligado, e nem sequer toda a estrutura contratada está ancorada na região escolhida...

Fonte: Exame

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https://exame.com/brasil/operacao-de-navios-usina-que-vai-encarecer-energia-so-deve-comecar-em-agosto/

A privatização da Eletrobras é a maior desde a venda da Telebras, ocorrida em julho de 1998, considerando os valores que entram imediatamente para os caixas do governo. Além disso, é a maior operação de privatização já realizada na Bolsa brasileira.

Marco do governo de Fernando Henrique Cardoso, o desmembramento e privatização da Telebras viabilizou o mercado competitivo de telefonia no país. A venda das estatais de telecomunicações desencadeou uma série de investimentos na área, algo que o governo espera que aconteça agora com o setor elétrico.

A própria Eletrobras saiu dos leilões do setor elétrico nos últimos anos, por falta de recursos, enfraquecendo o crescimento da geração e da transmissão de energia elétrica do Brasil. Analistas esperam que, sob comando privado, a empresa recupere capacidade de investimento.

A privatização do Sistema Telebrás ocorreu no dia 29 de julho de 1998 através de 12 leilões consecutivos na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. No caso da Eletrobras, a empresa foi transformada em uma corporação sem controlador definido. Não foi comprada por um grupo de investidores, por exemplo...

Fonte: Exame

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https://exame.com/invest/mercados/eletrobras-veja-os-proximos-passos-da-maior-privatizacao-desde-a-telebras/

A Eneva informou em comunicado ao mercado que celebrou nesta sexta-feira, 10 de junho, contrato de compra e venda de 100% das ações da TermoFortaleza que estavam em poder da Enel Brasil. A negociação foi estipulada em R$ 467 milhões, correspondente a um valor de empresa de cerca de R$ 431 milhões. A operação também prevê pagamentos contingentes à recontratação futura da planta, que podem alcançar até R$ 97 milhões. A TermoFortaleza tem como principal ativo a UTE Fortaleza (CE – 327 MW), térmica a gás do Programa Prioritário de Termoeletricidade do governo federal e fica localizada em Caucaia.

A venda está alinhada com o compromisso do Grupo Enel de zerar suas emissões até 2040 e com o plano de triplicar a capacidade renovável global até 2030. A Enel está substituindo globalmente seu parque térmico por nova capacidade renovável, além de alavancar a hibridização de renováveis com soluções de armazenamento. Segundo Nicola Cotugno, Country Manager da Enel no Brasil, a empresa está acelerando a descarbonização do mix de geração. Após a conclusão da operação, a capacidade instalada e o portfólio de geração da Enel no país será 100% renovável. Ele promete continuar investindo no mercado de energia limpa no país, desenvolvendo e gerenciando novas usinas solares, eólicas e híbridas por meio da Enel Green Power…

Fonte: Canal Energia

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https://www.canalenergia.com.br/noticias/53214755/eneva-compra-termofortaleza-da-enel-brasil

Hidrogênio Verde no Brasil tem futuro, mas precisará vencer desafios

O hidrogênio verde, considerado o combustível da transição energética, deverá enfrentar ainda alguns desafios até deslanchar no Brasil e conquistar o seu espaço. Políticas, perspectivas, projetos e custos  sobre o assunto suscitam curiosidade e dúvidas no setor. Camila Ramos, Sócia Diretora da Clean Energy Latin America, mostrou em apresentação durante painel  no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico na última quarta-feira, 8 de junho, que o mercado de H2 verde deve atingir entre 400 e 800 milhões de toneladas por ano em 2050, o que vai representar entre 12% e 22% da demanda total de energia no mundo. Ainda de acordo com ela, cálculo da Agência Internacional de Energia espera que o preço do quilo do h2 verde custa entre € 3,40 a € 5, enquanto o custo do cinza estaria em € 1,5 por quilo. A estimativa é que até 2030 os preços se encontrem.

Levantamento da Bloomberg indica que o Brasil já tem potencial para produzir o H2 verde mais barato do mundo. O custo nivelado ficaria entre US$ 1,7 a US$ 3 o quilo. Em 2030, esse custo cairia para US$ 1 o quilo. Segundo Camila Ramos, o Nordeste brasileiro tem o potencial para oferecer mais de 107 GW de projetos eólicos e solares para produção de hidrogênio verde até 2030.”‘O Brasil tem tudo para ser líder e abraçar esse desafio”, observa…

Fonte: Canal Energia

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